O dinheiro recebido pela venda de Neymar do Barcelona ao PSG foi decisivo para que o Santos não fechasse 2017 no vermelho, segundo revela o demonstrativo financeiro do clube. Apesar do superávit de R$ 2,9 milhões, as contas fechadas por Modesto Roma Júnior foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo alvinegro há um mês.
O documento revela que o Santos teve receitas de R$ 289 milhões, sendo que R$ 258,7 milhões vieram do futebol. O valor recebido com venda de jogadores ou repasses de mecanismo de solidariedade, como no caso de Neymar, foi de R$ 78,6 milhões, sendo que R$ 32 milhões foram fruto da transferência entre Barça-PSG.
A quantia de Neymar, sozinha, supera, por exemplo, o que o Santos arrecadou com rendas de bilheteria, R$ 25,7 milhões. Contratos de publicidade renderam outros R$ 23,3 milhões, enquanto o Santos indicou como “outras receitas” a quantia de R$ 22,2 milhões.
Entre as vendas, a ida do volante Thiago Maia ao Lille foi ainda mais importante do que o repasse de Neymar, rendendo R$ 35,9 milhões – valor referente a 70% dos direitos do atleta. Os dois juntos, totalizaram quase R$ 68 milhões, mais de 86% do total arrecadado com vendas.
É preciso ressaltar ainda que nem todo dinheiro que o Santos tinha direito a receber por Neymar foi para os cofres da equipe, já que há um montante de R$ 1,7 milhão indicado em favor da empresa Quantum Solutions Limited, com sede em Malta, que teria intermediado o recebimento do valor.
A dívida é questionada pela empresa M/Legate, que auditou o balanço. “Exceto por algumas trocas de correspondências eletrônicas, até o encerramento de nossos trabalhos não obtivemos documentação, como relatórios ou documentos formais entre a Quantum e o PSG, que atestem a efetiva prestação de serviços de intermediação.”
