Em coletiva na manhã desta terça-feira, a Aeronáutica Civil Colombiana apresentou o seu relatório investigativo em torno do acidente envolvendo o voo LaMia 2933, que em 28 de novembro de 2016 vitimou 71 pessoas, dentre elas, quase todos o jogadores da Chapecoense, que viajavam para o jogo de ida da final da Sul-americana daquele ano, diante do Atlético Nacional.
No evento, o coronel Miguel Camacho Martínez, líder do grupo de investigação, apontou as principais causas para o acidente. Martínez declarou que o voo 2933 não possuía combustível suficiente para completar o trajeto com segurança e que a empresa, que teve seu problemático histórico estudado pelos especialistas, era extremamente maleável com os protocolos internacionais de segurança, ignorando procedimentos fundamentais.
O investigador também explicou que a tripulação errou em suas decisões quando a aeronave começou a apresentar problemas. Segundo o coronel, os responsáveis pediram no primeiro momento a prioridade na aterrissagem, algo que não significa em nenhum momento que o avião passa por risco de queda ou que precisava pousar imediatamente, A emergência só foi declarada 30 minutos depois, quando a situação já estava fora de controle. Então, a torre de comunicação teve apenas 3 minutos para agir, mas acabou não conseguindo evitar o pior
Martínez também ressaltou que o relatório não visa apontar culpados, mas sim estabelecer as causas do acidente. Ainda de acordo com o coronel, o voo da LaMia não tinha apoio em terra para emergências, o que acabou comprometendo a tomada de decisão da tripulação.
