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Palmeiras silencia Bombonera, vence Boca em seu estádio pela 1ª vez e se classifica às oitavas da Libertadores

Foi histórico! E digno de aplausos!

Nesta quarta-feira, o Palmeiras venceu o Boca Juniors por 2 a 0, pela 4ª rodada do grupo 8 da Libertadores, e ganhou do rival argentino no mítico estádio La Bombonera pela primeira vez na história.

Keno, no primeiro tempo, e Lucas Lima, no segundo, foram responsáveis por silenciar quase 50 mil torcedores xeneizes na cancha adversária. Nos minutos finais, só os 2 mil palmeirenses que foram ao estádio eram ouvidos em Buenos Aires.

Além deles, o goleiro Jaílson, o volante Felipe Melo e o zagueiro Antônio Carlos tiveram grandes atuações na defesa, segurando a pressão durante o início do segundo tempo e ajudando os visitantes a saírem com o resultado positivo.

Com o resultado, o time comandado por Roger Machado vai a 10 pontos, na liderança absoluta da chave, e já está classificado para os mata-matas com duas rodadas de antecedência.

Isto porque o time argentino, que ficou com 5 pontos, ainda em 2º lugar, terá confronto direto contra o Junior-COL (3º colocado, com 3 pontos). Como um irá tirar pontos do outro, isso significa que ao menos um não alcançará os paulistas, que seguirão para os mata-matas ao menos como vice-líderes.

Na próxima rodada, o "Verdão" viaja para enfrentar o Alianza Lima, dia 3 de maio, às 21h30 (de Brasília). Um dia antes, às 19h15, o Boca visita o Junior.

O JOGO

Mal a partida começou e o Boca quase entregou um gol de bandeja para o Palmeiras, quando o goleiro Rossi foi dar um chutão e acertou as costas de Keno. Para alívio do arqueiro, a bola saiu à direita de sua meta.

Ligado no jogo, o “Verdão” criou mais uma chance de perigo aos 4: Keno roubou na direita, Felipe Melo achou Dudu e o capitão bateu de fora da área, perto da meta adversária.

A resposta dos argentinos veio aos 12, por meio do principal atleta xeneize: o atacante Pavón. Ao seu melhor estilo, ele driblou Marcos Rocha, invadiu a área pela lateral e tentou finalizar no canto, mas Jaílson bloqueou e mandou para escanteio.

Depois disso, a partida deu uma esfriada, com o Boca tentando trocar passes no campo de ataque e o Palmeiras controlando bem a pressão, apesar da torcida local não parar de empurrar.

Aos 23, uma falta na lateral da área quase foi fatal para os brasileiros. Pavón, ao invés de cruzar, preferiu bater direto, e a bola beliscou o travessão de Jaílson antes de sair pela linha de fundo.

Após controlar a pressão por um longo período, o “Verdão” voltou a assustar aos 35, quando Borja disparou uma bomba de fora da área. A bola, porém, passou longe da meta de Rossi.

O lance encorajou o time de Roger Machado, que após boa troca de passes chegou ao seu gol: Marcos Rocha recebeu na direita e deu um lindo cruzamento para Keno, que cabeceou no cantinho e abriu o placar na Bombonera.

Logo na sequência, o Boca perdeu uma oportunidade incrível de igualar: Edu Dracena bobeou na saída de bola e entregou para Pavón, que tentou chute cruzado. Em cima da linha e com o gol vazio, Ábila deu de canela e, de maneira inacreditável, conseguiu jogar para fora.

No lance seguinte, o mesmo Ábila recebeu de Tevez e dessa vez colocou no fundo da rede. Contudo, o ex-Cruzeiro estava impedido, e o bandeirinha acertou ao anular o lance, que acabou sendo o último da primeira etapa.

No segundo tempo, o Palmeiras teve a primeira boa oportunidade. Em cobrança de falta da entrada da área aos 2 minutos, Lucas Lima bateu por baixo da barreira e assustou Rossi, que viu a redonda passar à esquerda de sua meta.

Pouco depois, Diogo Barbosa recebeu com liberdade pela esquerda e soltou um torpedo de fora da área. Bem posicionado, o arqueiro do Boca Juniors agarrou firme e não deu rebote.

E só dava "Verdão": aos 7, Keno puxou contra-ataque e rolou para Lucas Lima só completar para a rede. No entanto, o zagueiro Magallán se atirou de carrinho e conseguiu jogar para escanteio antes da chegada do camisa 20.

O primeiro susto do Boca só aconteceu aos 10 minutos, com Pavón chutando da entrada da área, ao lado do gol de Jaílson. Na sequência, Jara bateu da intermediária e mandou por cima, animando a torcida dos donos da casa.

E a pressão foi crescendo: aos 14, Pablo Pérez fez linda jogada na área, cortou para a perna esquerda e finalizou colocado, tirando do arqueiro palmeirense. A bola passou tirando tinta da trave e se perdeu pela linha de fundo.

Em seguida, Pavón fez jogada parecida, mas do outro lado, e mandou um lindo chute, que fatalmente morreria na rede. No entanto, Jaílson voou e espalmou para escanteio, fazendo uma linda defesa e salvando os visitantes.

Quando o Palmeiras conseguiu sair da pressão, matou o jogo: aos 22, o goleiro Rossi saiu da área para tirar uma bola de cabeça e demorou demais para voltar. Melhor para Lucas Lima, que aproveitou o gol vazio e mandou por cobertura para fazer 2 a 0.

Novamente, o Boca tentou dar uma resposta rápida e acionou Tevez, até então sumido no jogo. Ele chutou com muta força procurando o canto de Jaílson, mas o goleiro fez outra grande defesa e manteve os xeneizes zerados.

Minutos depois, Carlitos chegou a fazer seu gol após boa jogada de Pavón. No entanto, o bandeira novamente marcou impedimento da maneira acertada, mantendo os donos da casa zerados no placar.

Depois disso, o Palmerias só controlou a pressão até o final do jogo, vencendo o Boca Juniors na Bombonera pela primeira vez na história.

FICHA TÉCNICA:
BOCA JUNIORS 0 x 2 PALMEIRAS

Data: 25 de abril de 2018, quarta-feira
Local: Estádio Alberto J. Armando, em Buenos Aires (ARG)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Claudio Rios e José Retamal (ambos CHI)
Cartões amarelos: Magallán, Nández, Pablo Pérez e Ábila (BOC); Keno, Hyoran e Marcos Rocha (PAL)
GOLS: PALMEIRAS: Keno, aos 39 minutos do primeiro tempo; Lucas Lima, aos 22 minutos do segundo tempo

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Vergini, Magallán e Mas; Nández, Sebastián Pérez (Reynoso) e Pablo Pérez; Tevez, Pavón e Ábila Técnico: Guillermo Schelotto

PALMEIRAS: Jaílson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Babosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno (Hyoran), Dudu e Borja (Willian) Técnico: Roger Machado