Durante a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, no último domingo, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista, o Corinthians sentiu mais uma vez falta de um “camisa 9”.
Isso foi visto principalmente no primeiro tempo, quando a equipe alvinegra mal conseguiu entrar na área do adversário, e também nos autores dos gols da vitória: o zagueiro Henrique e o volante Gabriel, na teoria dois jogadores de defesa.
Após o triunfo em Ribeirão Preto, o técnico do “Timão”, Fábio Carille, foi questionado se esse centroavante um dia irá se contratado para seu elenco. E como ocorreu várias vezes nas últimas semanas, ele foi pessimista.
“Nós trabalhamos para que nosso grupo vença, independentemente de quem faça os gols. No ano passado, decidimos muitos jogos com gols do Balbuena, do Pablo... Não adianta ficar lamentando (a falta de um 9), mas sim correr atrás de soluções. Sei o quando a diretoria batalhou, mas está difícil”, disse o treinador.
Essas soluções foram apontadas pelo treinador: improvisar alguém na função de “falso 9”.
“Gostei da movimentação do Mateus (Vital) hoje. Ele pode se movimentar bastante na frente, mesmo sem ser um 9”, analisou o treinador, citando uma de suas tentativas contra o Botafogo-SP.
“O (Emerson) Sheik está melhorando a cada dia. O primeiro tempo foi ruim para todos, por conta do calor, mas está conseguindo se movimentar, carregar a bola, imprimir velocidade para cima dos zagueiros. O ponto forte dele é esse: encarar os zagueiros. Ele está treinando muito para melhorar, mas estou satisfeito com ele. Ainda pode melhorar muito”, acrescentou.
“Também tem o Lucca, que tem errado bastante, mas está trabalhando para melhorar. Infelizmente as partidas não estão se desenvolvendo da forma que eu e ele esperamos, mas ele vai continuar trabalhando e tendo chances. Já mostrou que pode jogar como falso 9, como fez na Ponte Preta”, complementou.
KAZIM DIZ QUE NÃO SAI
Enquanto um “camisa 9” de peso não chega, o turco Kazim segue no elenco e vai ajudando como pode. No domingo, ele entrou no segundo tempo e participou da jogada do segundo gol corintiano, anotado por Gabriel.
Após passar pelo antidoping, ele atendeu os repórteres na zona mista do estádio Santa Cruz e garantiu que não pensa em deixar o “Timão”, e se mostrou animado em ter mais chances com Carille, mesmo tendo anotado apenas uma vez em seis partidas na temporada.
“Futebol é futebol. Agora, vou fazer minha parte, entende? Não penso de outro jeito. Eu sou jogador do Corinthians, fico muito orgulhoso de jogar aqui, usar essa camisa. Fui suspenso na Libertadores, mas assim é o futebol. Não procuro outra coisa”, discursou.
“Se chegar e o Corinthians falar (para eu sair)... Ok, tá bom... Mas eu não penso nisso. Minha hora vai chegar de novo. Estou no melhor clube da América”, salientou.
Kazim também mostrou estar totalmente integrado com o grupo corintiano. Mesmo suspenso e sem poder atuar na Libertadores, ele garantiu presença na Arena de Itaquera nesta quarta-feira, contra o Deportivo Lara-VEN, para torcer pelos colegas de equipe.
“Eu sabia do problema da suspensão na Libertadores, mas agora só posso fazer minha parte, no jogo ou no treino. Eu vou ao estádio para torcer pelos meus amigos e também como corintiano”, finalizou.
