Com a experiência de ter vivenciado grandes rivalidades no Brasil, como Grêmio x Inter, Atlético-PR x Coritiba, Cruzeiro x Atlético-MG, Flamengo x Fluminense, o atacante Walter agora conhecerá o maior clássico do Norte do país: Paysandu x Remo.
As equipes irão se enfrentar no estádio do Mangueirão, neste domingo (11/03), às 16h (de Brasília). O jogo é válido pela nona rodada do Campeonato Paraense.
O confronto envolve os times mais populares de Belém. Prova disso é que o Paysandu é o nono clube com maior média de público (11.657 pagantes) como mandante neste ano. O Remo vem logo atrás (décimo), com 11.058.
"Não sabia como era importante esse jogo aqui. É um cobrança muito grande e uma obrigação nossa ganhar", disse o atacante do Paysandu, ao ESPN.com.br.
"Eu cheguei no dia seguinte a derrota no primeiro Re-Pa deste ano. Vi como foi o clima depois de uma derrota, foi péssimo. Depois, ficamos três jogos em vencer e teve a queda do treinador [Marquinhos Santos] muito por causa disso também", analisou.
Diante de um rival que pode mudar o ânimo da temporada, Walter, mesmo tão experiente em jogos deste tamanho, usa uma máxima do mundo futebol, a de que clássico é um caso à parte.
"É uma final. Pode ter certeza que esse jogo é um dos principais do ano. A cidade para por causa disso. Todo mundo que me encontra na rua fala: 'Faz um gol no Re-Pa e ganha esse jogo que você vai ganhar também a torcida do Papão'. É nos grandes jogos que você faz seu nome", afirmou.
O cenário parece ideal neste sentido. Após atuar na última temporada pelo Atlético-GO, Walter busca um novo recomeço. O atacante ainda não é titular da equipe comandada por Dado Cavalcanti e sonha em balançar as redes do Remo.
"Preciso me concentrar bem. É questão de esperar uma oportunidade do professor durante o jogo para ajudar os companheiros para sairmos com a vitória, que é o mais importante. Quem sabe eu entre e ainda faça um gol. Seria ótimo", bradou.
O Paysandu lidera o Grupo A do Campeonato Paraense com 19 pontos. Já o Remo é o primeiro colocado do Grupo B, com 16.
O SENHOR CLÁSSICOS
Revelado no Internacional, o jogador de 28 anos passou por clubes como Porto, Cruzeiro, Goiás, Fluminense, Atlético-PR e Atlético-GO. Em todos eles, disputou dérbis de grande rivalidade.
"Eu joguei vários clássicos, mas eu fiquei apaixonado por Porto x Benfica. É uma loucura. Esse eu entrei no meio do jogo, mas foi demais. Dos jogos que comecei jogando o mais especial foi Coritiba contra o Atlético-PR", garantiu.
Este duelo foi válido pela final do Campeonato Paranaense de 2016, quando o time rubro-negro venceu fora de casa o rival por 2 a 0 com dois gols de Walter e sagrou-se campeão.
"O estádio estava com muita gente e vencemos o título. As duas torcidas estavam malucas, elas são apaixonadas e isso me marcou muito. Por isso tenho respeito com a torcida do Atlético-PR", analisou.
VIDA EM BELÉM
Fora de campo, Walter tenta se adaptar aos poucos com a nova vida na capital paraense.
"É uma cidade bastante diferente. Eu estava acostumado com Goiânia porque morei por lá um bom tempo. Estou me acostumando aqui ainda. É um lugar onde o aluguel é bem mais caro e chove bastante", afirmou.
"As pessoas te tratam muito bem e isso é o mais importante. É a primeira vez que jogo por aqui por isso estou estranhando um pouquinho no começo".
Emprestado pelo Porto-POR ao Paysandu, o atacante terá até o final de 2018 para voltar aos holofotes.
O primeiro passo foi dado na vitória por 3 a 2 contra o Santos-AP pela Copa Verde, na quinta-feira (09/03). Ele marcou pela primeira vez com a camisa do Papão.
"Foi do caramba ter marcado o gol, ainda mais o gol da vitória. Fico feliz porque isso vai me dar confiança pra seguir trabalhando firme e forte em busca os objetivos. Eu quero fazer um bom ano. Futebol dá muitas voltas, mas minha concentração é para voltar a atuar em alto nível de novo", finalizou.
