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Ex-borracheiro, desilusão e agente influente: cinco curiosidades sobre novo reforço do Corinthians

O Corinthians confirmou, na segunda-feira, a chegada de seu nono reforço para a temporada. Trata-se do zagueiro Marllon, de 25 anos, visto como um talento a ser lapidado para atuar no futuro. Em 2017, o jogador se destacou pela Ponte Preta, mas as histórias de sua carreira vão muito além disso.

Trabalho como borracheiro

Os primeiros passos de Marllon no futebol foram com a camisa do Fluminense. Não foi aproveitado, contudo, em Xerém e passou a ajudar a família de outra forma: trabalhando como borracheiro.

"Minha mãe e meu padrasto tinham uma borracharia em Bangu e me pediram ajudá-los. Fiquei trabalhando como borracheiro durantes alguns meses, mas foi muito bom para mim. Aprendi muitas coisas", disse o jogador, em entrevista ao ESPN.com.br em outubro de 2017.

Geração campeã no Flamengo

Marllon voltou aos gramados defendendo o time já extinto da Estácio de Sá, também do Rio. De lá, foi para o Cruzeiro, para atuar nas categorias de base, mas também acabou não sendo aproveitado. Sem jogar, decidiu passar por testes no Flamengo, onde sua carreira começaria a engrenar.

Ainda nas divisões inferiores, Marllon foi titular do time rubro-negro que acabou campeão da Copa São Paulo de 2011, formando dupla de zaga ao lado de Frauches. A geração é a mesma de jogadores como o goleiro Cesar (ainda no Flamengo), Muralha, Adryan, Thomás e Negueba.

Desilusão com o futebol

Após o título da Copinha, o zagueiro foi emprestado ao Duque de Caxias e retornou em 2012, quando faria sua estreia como profissional pelo Flamengo, com Vanderlei Luxemburgo. Mais tarde naquele ano, porém, com Dorival Júnior, Marllon perdeu espaço e chegou a pensar em parar.

"Ele optou por outros zagueiros e acabei sendo afastado do elenco. Foi um período muito difícil para mim, fiquei um ano sem jogar. Foi um período de muitas dúvidas para mim. Minha mãe sofreu muito e às vezes pedia para eu parar de jogar", lamentou também ao ESPN.com.br.

Gol na Arena

Sem espaço no Flamengo, foi emprestado a Boavista, Rio Claro e Santa Cruz, até que, em 2015, se transferiu definitivamente ao Capivariano. A partir de 2016, sua carreira, enfim, decolou, com destaque na campanha do título da Série B do Atlético-GO e com a chegada à Ponte Preta.

Foi com a camisa do time de Campinas, por exemplo, que Marllon teve uma experiência valiosa para a chegada no Corinthians: balançou as redes na Arena, no jogo de volta da final do Campeonato Paulista, em empate em 1 a 1 – na ida, vitória corintiana por 3 a 0, ele não atuou, suspenso.

Empresário influente

Só que as histórias da carreira de Marllon não contam sozinhas como ele chegou ao Corinthians. Nos bastidores, o empresário Fernando Garcia foi decisivo para a contratação. Influente no clube alvinegro, o agente intermediou as negociações, que já haviam acontecido, sem sucesso, em 2017.

Fernando é irmão de Paulo Garcia, segundo candidato à presidência mais votado nas eleições do Corinthians, vencidas por Andrés Sanchez. Com Marllon, são nove atletas agenciados por ele no elenco: Walter, Caíque França, Vilson, Guilherme Romão, Maycon, Renê Junior, Lucca e Carlinhos.