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Gramado sintético no Allianz Parque? Veja o que Palmeiras e WTorre pensam sobre isso

Na última segunda-feira, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) derrubou por unanimidade, após reunião com os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, o veto aos gramados sintéticos que valia desde 2017.

Com isso, volta à tona um assunto que já ronda o Allianz Parque desde 2016: e se o estádio instalasse grama sintética para que o campo não sofra tanto com os shows e eventos que são organizados na arena multiuso?

Segundo as duas partes envolvidas na questão (o Palmeiras e a construtura WTorre, administradora e dona dos direitos de exploração do estádio até 2044) , isso não deve acontecer, pelo menos neste momento.

Veja como cada um se posiciona sobre o caso:

WTORRE

Em contato com a reportagem, a empresa afirmou que, no momento, não tem interesse na colocação de gramado sintético no Allianz Parque.

Caso optasse por fazê-lo, a construtora seria responsável por arcar com os custos do processo de troca, avaliados em mais de R$ 3 milhões.

PALMEIRAS

O uso de grama articicial está no radar do Palmeiras, que vê a utilização com bons olhos. Tanto é que o clube votou favoravelmente ao uso deste tipo de gramado na reunião da CBF, ajudando a derrubar o veto que imperava em 2017.

A equipe paulista se coloca a favor de outros tipos de modernização, como o uso de árbitro de vídeo - o "Verdão" foi um dos sete clubes que votou para aprovação do VAR, ao lado de Flamengo, Grêmio, Internacional, Botafogo, Chapecoense e Bahia.

Entretanto, o Palmeiras não tem o poder de trocar o gramado do Allianz Parque, já que o estádio está sob administração da WTorre até 2044. Logo, como a empresa não tem intenção de instalar a grama artificial, isso não deve acontecer nos próximos tempos.

Em 2017, todavia, a diretoria alviverde aproveitou jogo contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, na última rodada do Campeonato Brasileiro, para conhecer o funcionamento do gramado artificial do estádio rubro-negro.