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3 horas de conversa: como Lugano costurou volta de Cueva no São Paulo

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'Errei, mas pedi desculpas. Quem nunca errou que atire a 1ª pedra', diz Cueva (2:35)

Peruano voltou após a polêmica no começo do ano e até marcou na vitória do São Paulo sobre o Botafogo-SP (2:35)

Christian Cueva voltou ao time do São Paulo no último sábado após exatos dez dias de afastamento dos jogos. A autorização para que a comissão técnica contasse com o meia veio da diretoria, mas quem de fato fez com que o peruano repensasse tudo o que aconteceu foi Diego Lugano, superintendente de relações institucionais do clube.

Na quinta-feira, véspera do treino que marcou a volta de Cueva ao time são-paulino, Lugano passou três horas seguidas conversando com o peruano. Para muitos, a participação do uruguaio foi decisiva.

Ao voltar ao time, Cueva ficou o primeiro tempo do confronto contra o Botafogo-SP no banco de reservas e entrou em campo durante a segunda etapa. Fez um gol em cobrança de pênalti, aos 38 minutos, e pediu desculpas aos torcedores ao comemorar o feito. Na saída do estádio, admitiu que havia errado e pediu desculpas novamente.

A atitude de Cueva rendeu elogios dos atuais líderes do elenco, casos de Rodrigo Caio e Petros, e de Dorival Júnior, que elogiou a condução do caso feita pela diretoria e afirmou que o caso está totalmente superado.

Lugano e Cueva foram companheiros de equipe nas duas últimas temporadas. Além de ser líder dentro do grupo de atletas, o uruguaio tem praticamente dez anos a mais que o peruano (37 a 26) e conhece o São Paulo como poucos no elenco. Tudo isso deu peso para ele cobrar o meia, que é conhecido por não dar muito ouvidos aos outros.

Vale lembrar que Cueva foi afastado do time (mas não dos treinos) após se negar a viajar com a delegação para Mirassol ao saber que ficaria no banco de reservas. Pediu para ficar em São Paulo e estudar propostas.

O clube do Morumbi tinha em mãos uma proposta para o peruano, mas recusou por considerar os valores bem abaixo do desejado. O Al-Hilal, da Arábia Saudita, oferecia US$ 1 milhão (R$ 3,23 milhões na cotação da época) por um ano de empréstimo e mais US$ 4 milhões (R$ 12,8 milhões) no caso de compra definitiva.