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Lembra da lista de dispensas da 'Mancha' no Palmeiras? Veja o que aconteceu com quem estava nela

Nesta quinta-feira, o Palmeiras enfrenta o Red Bull Brasil, às 21h (de Brasília), pela 3ª rodada do Campeonato Paulista, em clima de absoluta tranquilidade.

Afinal, a equipe venceu seus dois jogos no ano até agora e já mostra alguns efeitos do trabalho do técnico Roger Machado, mesmo com pouco tempo de treinamento na pré-temporada.

A situação contrasta bastante com o que o clube alviverde passou há pouco mais de dois meses, durante a reta final do Campeonato Brasileiro de 2017.

Vivendo momento de instabilidade após derrotas por 3 a 2 para o Corinthians, na Arena de Itaquera, e 3 a 1 para o Vitória, no Barradão, a equipe paulista viu sua principal torcida organizada, a "Mancha Alviverde", fazer um grande protesto em frente à Academia de Futebol no dia 12 de novembro, horas antes de partida contra o Flamengo, pelo Brasileirão, no Allianz Parque.

Na ocasião, membros da uniformizada levaram pipocas e entoaram cânticos que ironizavam o elenco palestrino, que estava em 4º lugar e 14 pontos atrás do líder Corinthians na tabela.

Os organizados também apresentaram uma lista de dispensas com nomes de 11 jogadores, cujas atuações ou comportamento extra-campo vinham irritando os membros da torcida.

Faziam parte desta relação os laterais Egídio e Fabiano, os zagueiros Luan, Juninho e Antônio Carlos, os volantes Arouca e Bruno Henrique, o meia Michel Bastos e os atacantes Róger Guedes, Deyverson e Erik.

Por alguns deles, aliás, o Palmeiras teve de desembolsar uma boa quantia em dinheiro, como nos casos de Erik (R$ 13 milhões), Deyverson (R$ 18,5 milhões), Luan (R$ 10 milhões) e Juninho (R$ 10,2 milhões).

Depois dos protestos, o time alviverde venceu três jogos e perdeu duas vezes, fechando o Brasileirão na 2ª posição e encerrando de maneira melancólica ao ser derrotado por 3 a 0 pelo Atlético-PR na Arena da Baixada.

Na transição de 2017 para 2018, diversos alvos da "lista da Mancha" acabaram negociados. Entre os que ficaram, a maioria está encostada, enquanto dois conseguiram ganhar a confiança de Roger Machado.

Veja o que aconteceu com cada um:

EGÍDIO

Apesar de ter sido campeão da Copa do Brasil 2015 e do Brasileiro 2016 com a camisa alviverde, Egídio sempre teve relação de "amor e ódio" com os torcedores. Suas péssimas atuações na reta final de 2017, porém, fizeram os fãs perderem de vez a paciência com o ala.

Reconhecendo que o lateral não tinha mais clima para ficar no Palestra Itália, a diretoria palmeirense trouxe Diogo Barbosa, do Cruzeiro, e reintegrou o prata-da-casa Victor Luís, que estava emprestado ao Botafogo.

Com isso, Egídio retornou à "Raposa", que já havia defendido com sucesso entre 2013 e 2014. Até o momento, ele foi titular e atuou os 90 minutos nas três partidas dos cruzeirenses em 2018.

FABIANO

Chegou ao Palmeiras em maio de 2016, emprestado pelo Cruzeiro. Apesar de ter atuado pouco na temporada (só 10 partidas), ficou marcado pelo gol na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no jogo que garantiu o título do Brasileiro aos paulistas.

Em 2017, começou bem a temporada ao ser comprado em definitivo pelos palestrinos, como parte do negócio que ainda trouxe o atacante Willian para o Allianz Parque e manteve o meia Robinho em Belo Horizonte. Depois, ainda se destacaria ao fazer o gol da vitória do emocionante 3 a 2 sobre o Peñarol na Libertadores.

Contudo, jogou muito mal no restante do ano e acabou encostado por todos os treinadores que passaram. Atualmente, está encostado e apenas treinando enquanto espera uma proposta para deixar o Palmeiras - ele nem foi inscrito no Paulistão.

LUAN

Comprado por R$ 10 milhões do Vasco, chegou com muita moral ao Palmeiras, principalmente por ter faturado a medalha de ouro com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Como chegou lesionado, demorou bastante para fazer sua estreia. Quando conseguiu voltar a jogar, porém, suas atuações não agradaram, especialmente no 2 a 2 com o Flamengo, no qual foi "dominado" pelo atacante Guerrero, e no 1 a 1 com o Atlético-MG, quando foi expulso. Ao todo, fez 21 partidas em 2017 e marcou um gol.

Atualmente, ele está integrado ao elenco, mas é reserva entre os zagueiros. Esteve no banco contra Santo André e Botafogo-SP, mas não foi utilizado por Roger Machado em nenhuma das duas partidas.

JUNINHO

O zagueiro foi outro que veio a preço de ouro para o Palmeiras. A equipe paulista desembolsou R$ 10,2 milhões para contratar o defensor, que também atua como lateral esquerdo, após o atleta se destacar pelo Coritiba.

Assim como Luan, porém, suas atuações não agradaram em nada aos torcedores. A pior delas aconteceu no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, já na reta final do Brasileirão, quando ele fez um gol contra e tomou um verdadeiro "baile" no Allianz Parque.

Também está integrado ao elenco, mas no momento esquenta o banco de reservas. Ainda assim, atuou por 13 minutos contra o Santo André, pela estreia do Estadual, depois que Antônio Carlos sentiu dores e foi substituído.

ANTÔNIO CARLOS

Chegou ao Palmeiras em 2017 por indicação do técnico Eduardo Baptista, que havia comandado o defensor na Ponte Preta. Em seu ano de estreia, porém, teve pouquíssimas chances, e fez apenas oito partidas durante toda a temporada.

Apesar disso, o clube alviverde resolveu apostar no futebol do defensor de 24 anos, e renovou com o atleta por mais um ano - ele é vinculado ao Tombense-MG, time que o empresário Eduardo Uram utiliza para registrar jogadores.

Na pré-temporada, Antônio Carlos acabou conquistando a confiança de Roger Machado e iniciou 2018 como titular da defesa palmeirense - ele jogou contra Santo André e Botafogo-SP e teve atuações seguras. Por isso, seguirá no 11 inicial.

AROUCA

Veio para o Palmeiras em 2015, após rescindir na Justiça com o Santos, como pedido do técnico Oswaldo de Oliveira. Titular absoluto, fez boas partidas e participou da conquista do título da Copa do Brasil, já sob o comando de Marcelo Oliveira.

No ano seguinte, porém, lesões atrapalharam o meio-campista, e ele perdeu espaço, fazendo só 16 partidas durante toda a temporada. No entanto, fez parte do grupo que faturou o Campeonato Brasileiro com o técnico Cuca à frente.

Em 2017, voltou a ser atrapalhado pelas contusões, e entrou em campo apenas uma vez no ano. Sem espaço e prestígio, foi emprestado pelo clube alviverde ao Atlético-MG por uma temporada, a pedido de Oswaldo de Oliveira, agora no "Galo". Fez sua estreia com a camisa alvinegra no último final de semana, na vitória sobre o Democrata pelo Estadual.

BRUNO HENRIQUE

O volante chegou ao Palmeiras em junho do ano passado, vindo do Palermo-ITA por 3 milhões de euros (R$ 12 milhões, na cotação atual) após pedido do técnico Cuca à diretoria.

Teve um bom início com a camisa alviverde. No entanto, seu rendimento caiu muito na reta final da temporada, e ele foi parar no banco de reservas, entrando na mira dos torcedores. Ao todo, marcou dois gols em 17 jogos.

Em 2018, segue entre os reservas, mas agradou Roger Machado nos treinamentos e vem recebendo chances. Ele jogou 24 minutos contra o Santo André e mais cinco contra o Botafogo-SP, pelo Campeonato Paulista.

MICHEL BASTOS

Após rescindir com o São Paulo no final de 2016, acertou de graça com o Palmeiras para 2017, com o time alviverde tendo apenas que bancar as luvas da negociação (R$ 1 milhão) e o salário de R$ 250 mil/mês do ex-seleção brasileira.

Apesar da boa passagem por clubes como Lille e Lyon no futebol europeu, jamais conseguiu se firmar como titular no Palestra Itália. Em diversos momentos da temporada, o meia chegou a atuar improvisado na lateral esquerda, como em seu início de carreira, também sem agradar.

Segue no elenco em 2018, mas segue sem tanta moral com Roger Machado. Ele até foi relacionado para as duas partidas dos alviverdes no Paulistão, mas não jogou um minuto sequer contra Santo André e Botafogo-SP.

DEYVERSON

Reforço mais caro do Palmeiras em 2017, custou 5 milhões de euros (R$ 19,7 milhões). Sua contratação foi um pedido do técnico Cuca, que gostou de suas atuações pelos pequenos Levante e Alavés no Campeonato Espanhol.

Logo que chegou, teve diversas chances como titular, se destacando pelo jogo aéreo e até marcando alguns gols. No entanto, sua pouca habilidade com a bola foi irritando os torcedores, que o vaiavam a cada bola perdida ou domínio errado.

Depois de marcar sete vezes em 20 partidas no ano passado, ele segue no elenco palestrino nesta temporada, já que assinou por cinco anos com o clube. No entanto, lesionou o tornozelo e ficará até dois meses sem poder entrar em campo.

RÓGER GUEDES

Chegou ao Palestra Itália em 2016, após o técnico Cuca pedir sua contratação do Criciúma. À época, o time paulista desembolsou R$ 2,5 milhões por 25% dos direitos do atleta, com opção de comprar mais no futuro.

Logo que chegou, o "Diabo Loiro" teve impacto imediato. Com ótimas atuações, fez gols e deu passes decisivos para a conquista do Campeonato Brasileiro, encerrando a temporada em alta no Allianz Parque,

Contudo, as coisas ruíram em 2017. Apesar de ter atuado bastante na temporada (49 jogos, oito gols), irritou os torcedores com muitos erros. Sem tanta moral também dentro do elenco, acabou trocado com o Atlético-MG pelo lateral Marcos Rocha. Foi titular contra o Democrata, no último final de semana, pelo Campeonato Mineiro, e marcou um gol na vitória por 3 a 0.

ERIK

Trazido por R$ 13 milhões do Goiás em 2016, o atacante se notabilizou por marcar alguns gols importantes na conquista do Brasileirão 2016, como no 1 a 0 sobre o Internacional, que acabou com um longo tabu alviverde no estádio Beira-Rio.

Em 2017, porém, teve uma temporada para esquecer. Em todas as 14 vezes que entrou em campo, teve atuações pavorosas, atuando como ponta ou "falso 9", e virou um dos principais alvos da exigente torcida alviverde.

Sem espaço, teve sua contratação disputada por grandes clubes, como Vasco e Flamengo. No entanto, Erik acabou emprestado ao Atlético-MG até o final de 2018. Até agora, registra dois jogos pelo "Galo", ainda sem gols marcados.