Romelu Lukaku foi um dos maiores alvos no início da temporada. O ótimo desempenho do atacante chamou a atenção de Manchester United e Chelsea, que lutaram pela sua contratação durante o mercado. Enquanto isso, o Everton lutava para permanecer com seu artilheiro.
Ferhad Moshiri, dono do Everton, contou em entrevista sobre o processo de renovação com o belga e como foi difícil as conversas para manter o jogador.
“Se eles soubessem o que poderíamos oferecer em um novo contrato, não teriam acreditado”, disse.
Em meio a essas tentativas, uma história envolvendo a mãe de Lukaku mudou totalmente o rumo das negociações.
O atacante tinha um acerto encaminhado com o Everton e estava pronto para estender seu vínculo com o clube quando uma ligação da sua mãe tirou qualquer possibilidade de permanecer.
“Quando ia assinar a renovação, sua mãe estava em viagem pela África e o chamou. Ela disse que havia visto uma espécie de vudu, e que ele teria que assinar pelo Chelsea. Desde então, não pudemos fazer mais nada”, disse.
No final, Lukaku foi parar no Manchester United, e o Chelsea preferiu assinar com Álvaro Morata.
Moshiri lamenta o tempo gasto para tentar a renovação com o atacante. “Com Romelu, fiquei por dois verões na tentativa para que ele permanecesse. Falei com ele, com seu representante e com sua mãe”, finalizou.
Atacante irá processar mandatário
As declarações do dono do Everton irritaram Lukaku, e o atacante entrará na Justiça contra o mandatário.
"A decisão não teve nada a ver com isso. Romelu é bastante católico e a prática vudu não faz parte de sua vida. Ele não possui essa crença e essas declarações serão julgadas pela Justiça", disse o representante do jogador em entrevista a BBC Sports.
De acordo com ele, Lukaku rejeitou um novo contrato que o deixaria como o mais bem pago do Everton e um dos maiores da Inglaterra para 'dar um salto' e jogar em clubes maiores.
"Ele simplesmente não acreditava no projeto do Everton e não possuía confiança no senhor Moshiri. Este é o real motivo dele não ter permanecido", concluiu.
