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Da 3ª divisão gaúcha à seleção: a história 'meteórica' de Ibañez, o ex-meia que virou zagueiro após 'profecia' de técnico

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Técnico que revelou Ibañez comemora 'carreira meteórica' do zagueiro: 'Ele merece cada segundo' (1:03)

Em entrevista exclusiva à ESPN, Edmilson Silva lembrou dos primeiros passos da carreira de Ibañez (1:03)

Edmilson Silva teve uma visão. Da arquibancada do Players RS, olhou um garoto jogar e enxergou um future tão brilhante quanto, na época, improvável. Só havia um problema: era preciso mudar de posição. Deu certo? Pergunte a Ibañez.

O zagueiro do Al Ahli, convocado por Carlo Ancelotti como uma das surpresas para os últimos amistosos antes da convocação final para a Copa do Mundo, deu os primeiros passos no futebol como meia. Virou volante, mas recuou ainda mais graças aos conselhos do primeiro técnico, em uma conversa franca.

"Se você quiser jogar no Brasileirão, você pode ficar de volante, mas se você quiser chegar a nível de Champions League, seleção, aí você tem que ser zagueiro", relembra Edmilson, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br sobre o antigo pupilo.

"Quando ele bateu a bola, eu falei, opa, não é comum. Não está na posição certa, mas eu sei que não é um menino comum".

Ibañez foi crescendo aos poucos. De atuar em alguns momentos na terceira divisão gaúcha até se transferir para o Fluminense, foi uma questão de meses.

"Chamei e falei: 'Vou te preparar para um clube grande'. E aí ele apostou: 'O que você falar, eu faço'. Ele jogou o Gauchão no PRS, depois eu abri a porta para ele no Fluminense", cita o primeiro comandante do agora zagueiro de Ancelotti.

Foram poucas semanas até convencer Abel Braga a lhe puxar para o time principal. Só que a passagem pelas Laranjeiras também durou pouco, até meados de 2019, quando a Atalanta decidiu contratá-lo.

Depois de dois anos, o brasileiro já havia novamente dado um salto na carreira, agora para a Roma, onde ficou até se transferir em 2023 para o Al Ahli.

"Ele não deixou passar nada na vida dele. Tanto aqui no PRS, como no Fluminense, na Atalanta, na seleção olímpica e principal, ele nunca perdeu a chance. Ele sempre abraçou aquilo de uma forma muito intensa. A humildade, determinação e a família dele. As pessoas que estão ao entorno dele são pessoas do bem. Ele merece ser convocado, merece prosperar muito na vida porque ele é um atleta que luta muito".

Ancelotti certamente não conhece a história de carreira de seu mais novo zagueiro, que entrou alguns minutos na derrota para a França e agora briga para ser titular contra a Croácia, na próxima terça-feira (31), em Orlando, na Florida.

Se de fato jogar, Ibañez não vai apenas satisfazer a si próprio ou a família, mas também emocionar o primeiro a lhe dar uma chance no futebol de alto nível.

"Você está dando treino para um menino que ninguém conhece, e hoje ele poder estar no meio do Vini Jr., Marquinhos... Eu vi uma carreira meteórica acontecer. Deus estava ali com a gente e fez isso acontecer de uma forma muito linda. Não são muitas pessoas que conhecem ele, mas ele merece cada segundo, cada oportunidade porque ele realmente foi aquele cara que pegou e falou: 'Vou treinar mais que todo mundo'", conta um orgulhoso Edmilson.

"Ele está fazendo uma carreira linda. Sinto falta dele, a gente não teve mais contato, mas gostaria de dizer que eu amo muito ele e que aquele mesmo amigo, lá do início, que falava 'somos nós dois contra o mundo' continua aqui, torcendo, vibrando a cada convocação e a cada foto dele em cada clube. E sempre posto nas redes sociais, e eu posto com muito orgulho, porque ele acabou virando um filho. Ele virou um filho, e a vitória dele é a minha vitória".

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Novidade na seleção, Ibañez ouviu 'profecia' de técnico para virar zagueiro: 'Vi que tinha algo especial'

Em entrevista exclusiva à ESPN, Edmilson Silva, técnico que revelou Ibañez, contou os primeiros passos da carreira do jogador

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