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Quem é o ex-Fluminense que virou gerente de futebol do Bangu e se inspira em Flamengo e Palmeiras: 'Nível europeu'

Quem é o ex-Fluminense que virou gerente de futebol do Bangu e se inspira em Flamengo e Palmeiras Paulo Sergio/LatinContent via Getty Images | Reprodução

Bicampeão brasileiro pelo Fluminense e com passagens por Cruzeiro e Al Hilal, o ex-zagueiro Digão agora atua fora dos gramados, como gerente de futebol do Bangu, do Rio de Janeiro.

Após campanha de destaque no Campeonato Carioca, sendo eliminado nas quartas de final para o Fluminense e sendo vice da Taça Rio para o Botafogo, o dirigente põe como metas conhecer instalações de outros clubes do mundo para estudar gestão, que tem Flamengo e Palmeiras como referências no Brasil.

“Flamengo está fora da curva na questão de gestão. Estive no Ninho com o sub-15 e 16 do Bangu. É nivel europeu. Estão muito à frente. Se outros clubes seguirem esse modelo do Flamengo da época do Bandeira, consegue chegar. Vejo o Fluminense com potencial muito grande. Estive lá em 2018 e vi como era e como se tornou. Vejo o Fluminense no caminho certo para seguir o mesmo caminho que o Flamengo trilhou. Gestões de Flamengo e Palmeiras são exemplos a serem seguidos. Se os clubes se organizarem na parte financeira, conseguem chegar no patamar de Flamengo e Palmeiras”, afirmou.

“Quero estudar um pouco, conhecer alguns clubes, aprender, fazer um intercâmbio, visitar amigos na Europa. Recebi um convite do Al Hilal para conhecer a nova instalação do clube. Vou focar nesses objetivos para voltar ainda mais forte no próximo ano”, disse o ex-zagueiro.

Aos 37 anos, Digão tem como referências na nova profissão alguns dirigentes com quem trabalhou durante a carreira, como Paulo Angioni (atual diretor de futebol do Fluminense), Rodrigo Caetano (atual diretor na CBF), Fabinho Soldado (atual diretor de futebol do Internacional) e Klauss Câmara (presidente do Santa Clara-POR). Ele não descarta um retorno no futuro ao Tricolor e rasgou elogios à base do clube onde foi revelado.

“Base do Fluminense é um trabalho de longa data. Estive lá ano passado, pessoas da minha época ainda trabalham lá. É um trabalho sério e diferenciado. Minha relação é boa com o Fluminense. O futuro a Deus pertence. Se eu puder voltar, vou estar de braços abertos”, disse.

O Bangu não possui mais calendário para 2026, porém, já está classificado para disputar a Série D e Copa do Brasil de 2027. Digão olha para o futuro com esperança e conta com apoio de dirigentes de outros clubes para o sucesso no Bangu, como o caso de Mario Bittencourt, diretor geral do Fluminense.

“Fico muito feliz pelo Bangu estar no cenário nacional. Não foi fácil. Espero que não saia do cenário nacional, se mantenha, está sendo um trabalho bem feito. Lugar de onde não deveria ter saído. Conversando com o Mario, presidente do Fluminense, ele disse que esses clubes de camisa não deveriam nunca sair do cenário nacional. Espero que se mantenha e siga nesse crescimento”, afirmou.