A expectativa de enfrentar Lionel Messi nos Estados Unidos acabou se transformando em frustração para Ramiro, ex-Grêmio e Corinthians. Hoje defendendo a camisa do FC Dallas e escalado para um duelo contra o Inter Miami, no ano passado, o brasileiro não teve a chance de encarar o craque argentino, poupado do confronto.
Em entrevista à ESPN, o meio-campista de 32 anos tratou a situação com bom humor, mas não escondeu a decepção de não ter encontrado Messi: “Fui para a Disney e não vi o Mickey”.
“A gente brinca que foi isso mesmo. Fomos jogar contra o Inter Miami na casa deles e o Messi não jogou”, contou.
Apesar da situação, ele fez questão de destacar o lado positivo: a vitória conquistada fora de casa. Segundo o jogador, o resultado amenizou a frustração de não enfrentar um dos maiores nomes da história do futebol.
Ainda assim, ele admite que a presença de um atleta desse nível muda completamente o ambiente de jogo: “Quando esse tipo de atleta está em campo, é uma atmosfera diferente. É um sentimento especial poder jogar contra e até vencer um jogador que fez e ainda faz história”, afirmou.
Mesmo sem o duelo direto, Ramiro valorizou a Major League Soccer, liga que reúne estrelas internacionais, e deixou claro que ainda espera ter outra chance de enfrentar Messi no futuro.
“É um privilégio estar numa liga com esses jogadores. Quem sabe em breve eu possa jogar contra ele”, disse.
O desejo de disputar partidas desse calibre, aliás, é o que move a carreira do jogador há quase duas décadas.
“A gente está nesse esporte para grandes jogos, grandes momentos e para enfrentar os melhores. É isso que me desafia, é para isso que eu sigo”, destacou.
Ao falar sobre referências, Ramiro também revelou uma preferência que foge do debate mais comum entre Messi ou Cristiano Ronaldo. Para ele, o maior ídolo vem de outra geração: Ronaldinho Gaúcho.
“O Ronaldinho foi o maior para mim, foi o que eu vi na infância de melhor. Eu fujo um pouco dessa comparação entre Messi e Cristiano, embora admire muito os dois”, explicou.
Ainda assim, quando o assunto é o craque da Argentina, o discurso muda de tom e ganha competitividade. “Eu quero ganhar dele (Messi). Para mim, isso é o mais importante”, concluiu.
