Com a Copa do Mundo se aproximando, o futebol russo pode virar ponto de partida para mudanças importantes na carreira de dois brasileiros que frequentemente entram no radar do mercado nacional: Wendel e Luiz Henrique. No Zenit, a dupla é valorizada, mas o cenário para a próxima janela já começa a ser desenhado nos bastidores.
No caso de Wendel, o clube adotou uma estratégia clara. Alvo recente de Flamengo e Botafogo, o meia renovou contrato, mas com uma condição que facilita uma eventual saída a partir do próximo ano: a multa rescisória foi reduzida para 25 milhões de euros (cerca de R$ 152 milhões).
Pessoas que trabalham com o jogador mantêm conversas frequentes com clubes do futebol italiano. A leitura é de que, às vésperas de um ciclo decisivo visando a Copa, atuar em uma liga de maior visibilidade pode recolocar Wendel com mais força no radar da seleção brasileira.
Já Luiz Henrique vive contexto diferente. O atacante não é considerado inegociável no Zenit. O clube russo aprova o desempenho e entende sua importância no elenco, mas não pretende fazer esforços desproporcionais para segurá-lo diante de uma proposta robusta. No entanto, promete mantê-lo, ao menos, até o fim da temporada.
Internamente, o Zenit estabeleceu parâmetros. O “sonho” é negociar por 50 milhões de euros (cerca de R$ 304 milhões), mas aceita discutir valores na casa de 40 milhões de euros, acrescidos de bônus por metas (aproximadamente R$ 244 milhões fixos). O Palmeiras chegou a estudar uma investida de R$ 180 milhões, cifra abaixo do que os russos consideram adequado.
Entre os dois, Luiz Henrique é quem mais brilha os olhos de Carlo Ancelotti. O atacante soma três convocações, cinco partidas pela seleção brasileira e esteve presente na última lista.
Dentro de campo, o Zenit segue na briga pelo título russo. A equipe é vice-líder, com 39 pontos, um atrás do Krasnodar, e volta a jogar nesta sexta-feira (27), às 13h30 (de Brasília), contra o Baltika, em casa.
