Mano Menezes foi apresentado oficialmente como novo técnico da seleção peruana e vai trabalhar durante o ciclo da Copa do Mundo de 2030, uma vez que o Peru está fora do Mundial deste ano.
E para quem pensa que a presença de um brasileiro em um seleção estrangeira é novidade, engana-se. A lista inclusive é vasta e são muitos nomes que já viveram a experiência que Mano terá daqui pela frente.

(Conteúdo oferecido por Ford, Novibet e Betano)
Zico, Zagallo, Felipão... são muitos os brasileiros presentes na lista. E não somente à frente de seleções de menor tradição, mas também em países da chamada elite, inclusive na Europa.
O ESPN.com.br separou 10 brasileiros que já trabalharam em seleções de outros e países e te mostra como foi o desempenho de cada um. Quem sabe, Mano Menezes não trilhará um caminho de sucesso como alguns da lista. Confira.
Carlos Alberto Parreira
Tetracampeão do mundo com a seleção brasileira em 1994, Parreira tem um currículo extenso quando o assunto é comandar seleções de outros países. Ao longo da carreira, o brasileiro treinou Gana (1967), Kuwait (1979-83 e 1989), Emirados Árabes (1984-88 e 1990), Arábia Saudita (1989-90 e 1998), Tailândia (1990) e África do Sul (2007-08 e 2009-10).
Parreira conquistou títulos pelo Kuwait, incluindo a Copa da Ásia, em 1980, troféu que também levantou pela Arábia Saudita em 1988. O veterano também disputou mais de uma vez a Copa do Mundo à frente de outras seleções, incluindo as duas já citadas acima e ainda Emirados Árabes (1990) e África do Sul (2010).
Joel Santana
"Patrimônio" do futebol brasileiro, "Papai" Joel teve a sua primeira e única experiência à frente de uma seleção já quase no final da carreira. Em 2008, sob indicação de Parreira, foi contratado pela África do Sul, que sediou a Copa de 2010.
O treinador brasileiro foi demitido faltando menos de um ano para a Copa, em outubro de 2009, e não participou do Mundial. Porém, o seu ponto alto foi a Copa da Confederações, quando levou os Bafana Bafana à semifinal e caiu para o Brasil, que foi campeão em cima dos Estados Unidos.
Luiz Felipe Scolari
Felipão não só fez história com o Brasil, conquistando o penta em 2002, como também deixou o seu nome marcado em outros países. Foram duas experiências no exterior, a primeira no Kuwait (1990) e em seguida em Portugal (2003-08).
Na seleção kuwaitiana, Scolari foi campeão da Copa do Golfo em 1990, mas foi em Portugal onde o brasileiro se tornou uma lenda. Apesar de não ter conquistado títulos, levou a seleção portuguesa a uma final de Eurocopa em 2004, além de uma semi de Copa do Mundo em 2006. Após a Euro de 2008, voltou a comandar clubes e foi para o Chelsea.
Otto Glória
Outro brasileiro também lembrado com carinho em Portugal. Afinal de contas, foram duas passagens pela seleção portuguesa (1964-66 e 1982-83), e na primeira Otto terminou a Copa de 1966 em 3° lugar, inclusive eliminando o Brasil de Pelé após vitória por 3 a 1, com dois gols de Eusébio.
Antes de retornar a Portugal para a segunda passagem, já no fim da carreira Otto Glória ainda comandou a Nigéria e por lá foi campeão, levantando a Copa Africana de Nações de 1980.
Paulo Autuori
Muito antes de Mano Menezes assumir a seleção peruana, Autuori teve uma experiência por lá. E que durou de 2003 a 2005.
No Peru, o brasileiro disputou a Copa América de 2004, caindo nas quartas para a Argentina, além das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, mas a seleção peruana não se classificou, terminando na vice-lanterna, com apenas quatro vitórias em 18 jogos.
Em 2012, Autuori assumiu o comando do Qatar, mas foram somente 12 jogos, quatro deles pelas eliminatórias asiáticas para a Copa de 2014, mas a seleção qatari não se classificou para a disputa.
Paulo César Carpegiani
Campeão do mundo com o Flamengo em 1981, Carpegiani tem duas seleções no currículo: Paraguai (1996-98) e Kuwait (2003-04).
Na seleção paraguaia, o brasileiro não só classificou o país para a Copa de 1998, como também comandou um time que tinha Chilavert, Arce e Gamarra, que caiu nas oitavas para a França, anfitriã e que terminou o Mundial com o título. Em 1997, Carpegiani ainda disputou a Copa América, caindo nas quartas para o Brasil.
Já no Kuwait, o brasileiro passou apenas sete jogos e teve um bom aproveitamento, com apenas uma derrota, cinco vitórias e um empate.
Renê Simões
Renê tem história quando o assunto são seleções estrangeiras. Sobretudo na Jamaica, onde o brasileiro passou duas vezes, entre 1994-2000 e 2008, e promoveu uma verdadeira revolução por lá, conquistando ainda a Copa do Caribe (1998).
O brasileiro chegou com o intuito de classificar a Jamaica para a Copa de 1998 e teve sucesso, mas o país caiu ainda na fase de grupos, perdendo para Argentina e Croácia, mas ao menos vencendo o Japão. Já na segunda passagem, comandou a seleção jamaicana apenas em amistosos.
O veterano ainda comandou Trinidad e Tobago (2001-02) e por último a Costa Rica (2009), conquistando mais uma Copa do Caribe, agora pelos trinitários, em 2001.
Sylvinho
Bicampeão da Champions League pelo Barcelona quando jogador, Sylvinho segue trilhando um caminho de sucesso em um destino inusitado, a Albânia.
Desde 2023, o ex-técnico do Corinthians comanda a seleção albanesa e vem tendo bons resultados por lá. Além de uma classificação história para a Euro em 2024, o brasileiro ainda pode levar o país para a Copa do Mundo de 2026, já que a Albânia encara a Polônia na semifinal da repescagem europeia. Avançando, a disputa direta pela vaga na fase de grupos pode ser contra Ucrânia ou Suécia.
Zagallo
Com o seu nome marcado na seleção brasileira e na história das Copas, o Velho Lobo comandou três seleções internacionais ao longo da vitoriosa carreira: Kuwait (1976-78), Arábia Saudita (1981-84) e Emirados Árabes (1988-90).
O seu único título foi com a seleção saudita, levantando a taça da Copa da Ásia em 1984, mas não comandou nenhum outro país que não o Brasil em Copas do Mundo.
Zico
Lenda do Flamengo, o Galinho de Quintino não só fez história no futebol japonês como jogador, mas também como treinador. E o seu primeiro trabalho em uma seleção foi exatamente na do Japão.
Zico não só classificou os japoneses para a Copa do Mundo de 2006, ganhando 11 jogos e perdendo apenas um, como também comandou o país no Mundial na Alemanha. A lenda rubro-negra inclusive encarou o Brasil na fase de grupos, mas foi goleado por 4 a 1, e os japoneses foram eliminados precocemente.
Já em 2011, Zico assumiu o comando do Iraque, visando uma classificação para a Copa de 2014, mas deixou o cargo no ano seguinte, depois nunca mais assumindo uma seleção na carreira.
