Após contratar o preparador físico argentino Guido Spirandelli, que fazia parte da comissão técnica do Real Madrid, Endrick, que neste domingo (25) com o Lyon encara o Metz às 13h15 (de Brasília) pela 19ª rodada do Campeonato Francês, vai montar uma mini academia para preparação física e fisioterapia. Ela é uma versão menor do espaço que o atacante instalou ano passado na sua casa em Madri, na Espanha - pouco antes da festa de casamento com Gabriely Miranda, em julho, ele investiu cerca de R$ 1 milhão para adquirir equipamentos de última geração.
Os aparelhos são das mesmas marcas dos fabricantes que atenderam Messi e Cristiano Ronaldo, quando ambos jogaram, respectivamente, por Barcelona e Real Madrid. O jogador e seu estafe avaliaram e aprovaram as novas máquinas.
Não é de hoje que Endrick investe na sua preparação. Desde os 15 anos, quando passou a ter a carreira gerenciada pela Roc Nation Sports, do rapper Jay-Z, ele trabalha com preparador físico, que sempre o acompanha para atividades pessoais. E o jogador de 19 anos garante que faz tudo com supervisão dos clubes (Palmeiras, Real Madrid e, agora, Lyon).
"Atletas desse nível, que têm capacidade e o desejo de seguir ‘no topo da pirâmide’, investem continuamente na sua preparação, seja por conta do surgimento de novas tecnologias que agregam algo ao trabalho, seja pela sua própria evolução. A preparação de um atleta aos 16 anos é diferente daquela que ele deve ter aos 18 e da que deve ter quando completar 21”, afirmou à ESPN o COO da Roc Nation Sports no Brasil, Thiago Freitas – COO é a sigla em inglês para Chief Operating Officer, em português, seria algo como diretor de operações.
“Apesar de ter uma agenda ajustada a cada semana para objetivos de curto prazo, existe um plano de longo prazo, e a cada nova etapa, se busca o que existe de melhor", complementou Freitas.
Fora de campo, Endrick começou a estudar francês já no final do ano passado. Estas duas ações, a mini academia na França e a dedicação ao novo idioma, mostram a preocupação do atleta em se adaptar rapidamente ao futebol do país. Bem tratado pelos novos companheiros, ele começou bem no Lyon: em dois jogos, ambos como titulares, fez um gol na estreia (atuou por 72 minutos no triunfo por 2 a 1 sobre o Lille no último dia 11, pela Copa da França) e deu uma assistência no segundo (ficou 89 minutos em campo na vitória por 2 a 1 sobre o Brest, dia 18, pelo Campeonato Francês). O objetivo é claro: voltar à seleção brasileira, o que não acontece desde que sofreu duas lesões musculares que o deixaram sem jogar por cinco meses no ano passado.
A saída dele do clube madrilenho se deu porque o treinador (já demitido) Xabi Alonso não o colocava para jogar. No Lyon, tem sido elogiado pela mídia francesa e pretende ganhar minutagem que possa atrair a atenção de Carlo Ancelotti, técnico do Brasil.
Orientado e com o desejo de ser um atleta ‘diferente’, o jovem atacante repete alguns procedimentos que outros atletas brasileiros já fizeram. Também na França, o atacante Grafite montou uma academia no porão da casa quando jogou entre 2006 e 2007 pelo Le Mans. A explicação: ele e outros brasileiros sentiam que o ritmo de treino da equipe era mais leve do que no futebol brasileiro.
