“Fracasso”. “Vexame”. Essas foram as duas palavras mais usadas para definir a campanha do Brasil no Torneio Pré-Olímpico para os Jogos de Paris. Analistas e torcedores não deveriam mais se espantar com os resultados de todas as seleções brasileiras, do sub-17 ao time principal.
Não ganhar títulos, ou mesmo não obter uma vaga disputada no empobrecido futebol sul-americano, hoje só é mais do mesmo. O Brasil não passa das quartas de final de Copa do Mundo. Nas eliminatórias atuais, é só o sexto colocado.
Foi eliminado por Israel no Mundial sub-17. Não emplaca um jogador entre os três melhores do mundo faz tempo. “Fracasso” e “vexame” no futebol são termos que devem ser usados apenas quando um time que é muito superior é derrotado.
Não é o caso de nenhuma seleção brasileira hoje. O Brasil tem muito mais dinheiro para gastar com futebol que qualquer rival sul-americano.
Mas, dentro de campo, pode perder para qualquer um, até como já começa a virar comum contra a Venezuela. Se sofre para competir na América do Sul, imagine contra as grandes seleções europeias.
O último vexame real do Brasil foi o 7 a 1 para Alemanha, há dez anos. De lá para cá, perder só faz parte de uma dolorosa e medíocre rotina.
