Após cinco temporadas no futebol japonês, Leandro Damião deixou o Kawasaki Frontale, do Japão, e está livre no mercado. Aos 34 anos, o atacante com passagens por Internacional, Santos, Flamengo, Cruzeiro e seleção brasileira, deverá em breve definir uma nova equipe para 2024. E o provável destino deverá ser o futebol brasileiro.
"Foi uma decisão tranquila que tomei junto com a minha família. Nós já estávamos há muito tempo lá. Saí com o pessoal gostando muito de mim e agora estou trabalhando e fazendo a parte física para ir para o próximo caminho", disse ao ESPN.com.br.
Damião venceu duas J. League (2020 e 2021), duas Supercopas do Japão (2019 e 2021), uma Copa da Liga Japonesa (2019) e uma Copa do Imperador (2021) pelo Frontale. No total, ele anotou 71 gols pela equipe japonesa.
"Nosso time era muito entrosado porque muitos jogadores e o treinador ficaram um longo tempo no clube. Só não fui campeão em uma temporada, nas outras todas eu ganhei. O time ajudava demais".
Damião fez uma ótima parceria de ataque com Mitoma, atualmente destaque do Brighton na Premier League.
"Ele era muito diferenciado mesmo. Era muito fácil jogar ao lado dele porque só precisava me posicionar bem para fazer os gols", contou.
Neste período, o atacante enfrentou potências da Europa como PSG (com o trio Neymar Messi e Mbappé), Bayern de Munique e Chelsea.
Contra os Blues, ele marcou o gol da surpreendente vitória por 1 a 0, em um amistoso de pré-temporada realizado em 2019.
"O treinador falou para a gente antes do jogo: 'Hoje, nós vamos aprender com o Chelsea como é que se joga'. É uma coisa que para os brasileiros é difícil de acreditar. Eu sei que eles são diferenciados, mas a gente quer sempre vencer".
"Nosso time deu a vida e jogamos de igual para igual. Consegui fazer o gol e parecia uma final de Campeonato Japonês, todo mundo feliz. Foi muito marcante porque eles nunca tinham vencido um time daquele tamanho".
Após sair do Frontale, no final de 2023, o jogador diz que seu empresário tem conversado com vários clubes brasileiros para acertar um novo contrato.
"Acredito que possa ajudar muito o que time que irei jogar. Tenho experiência e estou bem fisicamente. A gente está conversando, está recebendo as propostas e está analisando bem para ver qual será a melhor decisão. Estou tendo paciência. Já chegaram clubes e não quis aceitar de primeira, porque tem outras coisas rolando também".
"Sou um cara de grupo e sei o que posso agregar. Não posso escolher um clube que acha que eu tenho que resolver de última hora".
