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Como campeão do Corinthians foi de instalar papel de parede com o pai a melhor jogador da Copinha

Bidon comemora gol do Corinthians na Copinha Leonardo Lima/ Agif/Gazeta Press

Breno Bidon disse que viu um filme da própria vida assim que o juiz apitou o final do segundo tempo na decisão da Copinha. Ele se recordou de tudo o que passou até derrotar o Cruzeiro por 1 a 0 na Neo Química Arena, na quinta-feira (25), e faturar o principal torneio de base do Brasil.

Um cenário que até pouco tempo atrás parecia impossível na vida do jovem, de 19 anos.

“Eu via a Copinha desde pequeno e lembro do título do Corinthians em 2017. Poder ser campeão e ainda ser eleito o melhor jogador foi um sonho. A final foi o momento mais marcante porque levantar a taça perto da nossa torcida não tem sensação melhor”, disse ao ESPN.com.br.

"Lembrei de tudo que vivi: do primeiro teste no Corinthians até as dispensas que passei, que no final foram boas porque me abriram outras portas. Pensei também em todo o esforço da minha família para me ajudar", contou.

Parte desta batalha, o garoto viveu de perto. Ele auxiliou várias vezes o próprio pai a instalar papéis de parede e persianas em casas e escritórios da capital paulista.

"Ele me levava como assistente, mas eu não gostava porque preferia jogar bola e videogame (risos). Ele era o meu chefe. Tinha que ajudar com a parafusadeira e as outras ferramentas", recordou.

Apesar de ajudar o pai, ele sabia que o principal objetivo era ser jogador de futebol. Após começar em escolinhas aos cinco anos e passa pelo futsal, o garoto teve a primeira experiência no futebol de campo em um time de várzea chamado Vila Carolina, em São Paulo.

“Fui ganhando ritmo e experiência porque tinha passado mais pelo society e pelo salão”.

Ele ainda defendeu a Portuguesa-SP e o Audax-SP, mas não conseguiu ser titular. Depois disso, foi reprovado em um teste no Red Bull antes de conseguir a grande chance da vida no Corinthians. Aos 14 anos, passou em uma peneira após duas semanas.

Sonho no profissional

No Parque São Jorge, Bidon venceu um Paulistão Sub-17 e a Paulista Cup - nas categorias sub-14 e sub-16. Em 2022, foi vice do Paulista e do Brasileiro no sub-20. Além disso, disputou torneios fora do pais, sendo vice-campeão na Suíça, quando empatou por 0 a 0 com o poderoso Liverpool.

“Foi uma experiência muito boa porque o Liverpool é um dos maiores clubes do mundo e tem um time muito forte”.

Antes de se destacar, ele jogou na base como primeiro volante, meia-atacante e lateral-esquerdo. Com o técnico Danilo, passou a atuar mais avançado e foi utilizado até como um ponta.

“Um dia quero representar o meu país, mas agora estou focado no Corinthians. Se for bem, poderei no futuro ir para a seleção”.

Breno já se formou no ensino médio e ainda não tem planos de fazer faculdade, pois seu foco é virar um jogador de futebol profissional. Ele vem sendo chamado para treinar no elenco principal em algumas ocasiões desde 2022, com o técnico Vítor Pereira, mas ainda não estreou.

"Já fui relacionado para alguns jogos, incluindo uma partida contra o Liverpool-URU pela CONMEBOL Libertadores. Foi uma experiência inexplicável. Estou trabalhando para um dia poder ajudar o time".

Fã dos meias Toni Kroos, Kevin De Bruyne e Maycon, Breno é monitorado há algum pelo Bayern de Munique. O contrato com o Corinthians, que tem multa rescisória para clubes estrangeiros de R$ 100 milhões, vai até 31 de janeiro de 2025. Para não perder a joia de forma precoce, a diretoria do Timão tem conversas para renovação do vínculo.