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Corinthians, São Paulo, Inter... Adryelson revela conversas antes do Botafogo e abre jogo sobre ida à Europa: 'Todo jogador sonha, né?'

Adryelson durante partida do Botafogo Gledston Tavares/Eurasia Sport Images/Getty Images

Pouco antes de chegar ao Botafogo e virar um dos destaques do Campeonato Brasileiro de 2023, Adryelson viveu um impasse na carreira. O vencedor do Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet permaneceu um mês e meio sem clube durante o ano passado.

Ao retornar para o Sport depois de passar um período emprestado ao Al Wasl, dos Emirados Árabes, o zagueiro viu os clubes não chegarem a um acordo pela sua permanência. Logo em seguida, o defensor se desvinculou do Leão da Ilha do Retiro na Justiça por conta de dívidas e ficou livre no mercado.

Ao invés de ficar nervoso, Adryelson garante que levou a situação numa boa. "Foi só na base da oração e do jejum (risos). Eu confio muito nos meus empresários. Fui curtir minhas férias e a minha família. Deixei nas mãos deles e nas mãos de Deus. Deu tudo certo", disse ao ESPN.com.br.

Durante o período, ele foi cobiçado por vários times grandes do Brasil.

"São Paulo, Corinthians e creio que o Internacional também. Foi uma escolha nossa mesmo, não teve nenhuma desavença. A gente chegou a um acordo com o Botafogo", revelou.

A escolha impulsionou a carreira do defensor. Destaque da equipe carioca nas últimas duas temporadas, ele foi convocado pela primeira vez para a seleção principal em outubro de 2023.

"Nem acreditei quando recebi a ligação da CBF. Estava indo para o shopping jantar com um casal de amigos", afirmou.

Ele foi chamado para a vaga de Nino, do Fluminense, que se lesionou antes do jogo contra o Uruguai pelas eliminatórias para a Copa do Mundo.

"É uma sensação que não dá para explicar. É o sonho de todo jogador e aproveitei cada segundo. Fui bem recepcionado por todos e sou muito grato pela oportunidade. É trabalhar para que possa vir mais pela frente", disse.

Sonho com Europa

Goleiro no futsal e zagueiro no futebol de campo, Adryelson começou na base do Sport, mas quase abandonou a carreira após a morte do avô, em 2013.

"Meus pais são separados e eu era o único homem da casa. Pensei em voltar para ficar perto da minha família. Mas tinha que trabalhar para ter o sustento e continuei minha carreira".

Antes de virar profissional, ele ainda foi emprestado ao time sub-20 do Palmeiras entre 2017 e 2018, mas não fez muitos jogos.

De volta ao Sport, subiu para o time principal e se destacou.

"Foi uma passagem maravilhosa porque cresci e me formei naquele clube. Só tenho que agradecer por tudo o que aconteceu".

Em 2021, após receber uma ligação do técnico Odar Hellmann, que já o conhecia da seleção brasileira de base, o defensor foi cedido ao Al Wasl.

"É um clube maravilhoso. Tive altos e baixos, me machuquei, mas sou muito grato porque me acolheram muito bem", afirmou.

Fã de Thiago Silva, Marquinhos e Sérgio Ramos, Adryelson pode em breve seguir o mesmo caminho dos ídolos. Especulado no Lyon, clube que também pertence a John Textor, dono da SAF do Botafogo, o zagueiro preferiu desconversar sobre uma possível saída no final do ano.

"Confio muito nos meus empresários e também já entreguei na mão de Deus. Agora é só curtir as férias".

Questionado sobre o sonho de jogar na Europa, Adryelson respondeu: "Todo jogador sonha, né?", finalizou.