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Fifa torna mundial punições a Bauermann e mais 10 após escândalo de apostas; três são banidos do futebol

Eduardo Bauermann durante jogo entre Santos e Botafogo-SP, pela Copa do Brasil Guilherme Dionizio/Codigo 19/Gazeta Press

A Fifa emitiu um comunicado nesta segunda-feira (11) e tornou mundial a punição para atletas investigados e punidos pela Justiça brasileira por envolvimento com esquema de manipulação de resultados.

Dos 11 citados pela Fifa, três deles foram banidos do esporte. Ygor Catatau, Gabriel Tota e Matheus Gomes foram os eliminados. As penas variam de 360 dias ao banimento.

Veja abaixo os jogadores punidos pela Fifa:

  • Ygor Catatau (banimento)

  • Paulo Sérgio (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)

  • Gabriel Tota (banimento)

  • Paulo Miranda (720 dias a partir de 16 de maio de 2023)

  • Fernando Neto (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)

  • Eduardo Bauermann (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)

  • Matheus Gomes (banimento)

  • Mateusinho (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)

  • André Queixo (600 dias a partir de 26 de maio de 2023)

  • Moraes (720 dias a partir de 16 de maio de 2023)

  • Kevin Lomónaco (360 dias a partir de 16 de maio de 2023)

As punições foram decorrentes da investigação da "Operação Penalidade Máxima", realizada pelo Ministério Público de Goiás, que apontou grupos criminosos que convenciam jogadores, com propostas que iam até R$ 100 mil, a cometerem lances específicos em partidas e causassem o lucro de apostadores em sites do ramo.

Um jogador cooptado, por exemplo, teria a "função" de cometer um pênalti, receber um cartão ou até mesmo colaborar para a construção do resultado da partida - normalmente uma derrota de sua equipe.

Inicialmente, as punições se restringiam somente ao território nacional. Eduardo Bauermann, por exemplo, chegou a fechar contrato com o Alanyaspor, da Turquia, para poder voltar a jogar e não cumprir a pena, já que teria somente validade sob jurisdição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Porém, a pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Fifa analisou cada caso e decidiu pela extensão mundial das penas a todas as federações filiadas.