PF apreendeu aviões, carros de luxo, dólares e joias de acusados de dar golpe de R$ 32 milhões em Magno Alves, ex-Fluminense e seleção

Magno Alves durante treino do Fluminense, em 11 de abril de 2016 MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

A Polícia Federal apreendeu aviões, carros de luxo, joias, relógios, dólares em dinheiro vivo e diversos equipamentos eletrônicos dos donos da Braiscompany, empresa acusada de dar um golpe de criptomoedas de mais de R$ 32 milhões no ex-atacante Magno Alves, que passou por clubes como Fluminense, Atlético-MG e Ceará e também defendeu a seleção brasileira.

De acordo com o processo, ao qual a ESPN teve acesso, as apreensões foram feitas em março deste ano, pela PF da Paraíba, como parte da "Operação Halving".

Segundo os termos de apreensão, foram obtidos diversos itens de luxo, sendo a maioria relógios importados de grifes como Rolex, Hublot e Tag Heuer.

Também foram apreendidos celulares, um drone, cinco laptops, duas câmeras de vídeo, sacolas de remédios, R$ 17.600,00 em cédulas e mais US$ 10 mil em espécie, entre outros objetos.

Quanto aos carros, ficaram em posse da PF veículos como uma BMW X1, um Audi A3, uma Toyota Hilux, um Porsche Cayenne e um Nissan Kicks.

No processo, a Polícia Federal ainda afirma que há "prova de aquisição" de "imóveis e aeronaves" pelos donos da Braiscompany, que também integraram as apreensões da "Operação Halving".

Não à toa, também foram apreendidos documentos como contratos particulares de compras e vendas de imóveis e escrituras públicas de compra e venda.

Entenda o caso de Magno Alves

Magno Alves foi vítima de um golpe financeiro em caso investigado pelo Ministério Público Federal. Os investimento do "Magnata", como o ex-atleta era apelidado, chegam a mais de R$ 32 milhões.

O ídolo de Ceará e Fluminense investiu o montante na empresa de criptomoedas Braiscompany e solicita, entre outros pontos, o bloqueio dos R$ 32 milhões nas contas dos donos da companhia investidos por ele.

O MPF contabilizou 18.570 clientes da empresa, com investimentos podendo chegar a R$ 1,15 bilhão.

Magno Alves pediu no processo o bloqueio de todo e qualquer ativo de criptomoeda que esteja sob custódia da Braiscompany.

O ex-atacante começou a investir com a companhia em fevereiro de 2021, sob a promessa de receber rendimentos mensais que variavam entre 3 e 10%. Depois de um ano, o ex-atleta teoricamente teria a devolução do valor investido.

De início, o contrato correu conforme foi acordado, e o ex-jogador passou a investir mais dinheiro. A partir de dezembro de 2022, porém, a Braiscompany passou a não cumprir com os compromissos.

O "Magnata" começou a ficar alerta depois de notícias que começaram a circular na imprensa meses depois de que a empresa e os seus sócios estariam envolvidos em golpes.

O ex-atacante teve, ao todo, 33 contratos firmados, com investimentos entre março de 2021 e janeiro de 2023, totalizando R$ 32.031.763,22.