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À ESPN, Kaká elege de melhor zagueiro a companheiro que teve e revela como pretende voltar ao futebol

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Kaká elege jogo mais especial da carreira em entrevista exclusiva à ESPN: 'Foi espetacular!' (1:34)

Kaká viveu momentos inesquecíveis nas duas passagens pelo Milan. Faturou a maioria dos títulos do futebol, jogou ao lado de craques históricos e enfrentou os melhores defensores do mundo. (1:34)

Kaká viveu momentos inesquecíveis nas duas passagens pelo Milan. Faturou a maioria dos títulos do futebol, jogou ao lado de craques históricos e enfrentou os melhores defensores do mundo.

Desafiado pela reportagem da ESPN, o craque elegeu o principal jogo pelo clube rossonero, o gol mais bonito, o zagueiro mais difícil e o melhor companheiro de ataque.

De quebra, ele ainda revelou como pretende voltar ao futebol após cinco anos de aposentadoria.

Principal jogo pelo Milan

"Foi a final da Champions League de 2007 contra o Liverpool que vencemos por 2 a 1, mas os mais especiais como performance foram os dois jogos contra o Manchester United nas semifinais daquela Champions. Na ida eu fiz dois gols na Inglaterra e na volta a torcida italiana chamou de 'partida perfeita'. A gente venceu por 3 a 0 e fiz um gol. Foram jogos espetaculares com dois times excelentes!".

O gol mais bonito

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Kaká escolhe o gol mais bonito da carreira e revela brincadeira com goleiro: 'Você não esperava, né?'

Kaká viveu momentos inesquecíveis nas duas passagens pelo Milan. Faturou a maioria dos títulos do futebol, jogou ao lado de craques históricos e enfrentou os melhores defensores do mundo.

Kaká escolheu o gol icônico marcado na primeira partida da semifinal da Champions League contra o Manchester United, que terminou com derrota do Milan por 3 a 2 em Old Trafford, em 2007.

"Lançamento do Dida, a bola veio pelo lado esquerdo e a trouxe para dentro. Quase dei um chapéu no Fletcher, a bola ficou na dividida porque veio o Heinze de um lado e o Evra do outro, mas eu coloquei a cabeça no meio dos dois, que acabaram se chocando".

"O (goleiro Edwin) van der Sar saiu, com aquele tamanho, e o único lugar que poderia chutar era rente ao chão. Tirei dele e o gol foi bonito. Quando encontrei com ele algumas vezes eu falei: 'Você não esperava aquela bola' (risos)".

Zagueiro mais difícil

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Kaká diz quem foi o zagueiro que mais lhe deu trabalho: 'Muito rápido, técnico e forte...'

Kaká viveu momentos inesquecíveis nas duas passagens pelo Milan. Faturou a maioria dos títulos do futebol, jogou ao lado de craques históricos e enfrentou os melhores defensores do mundo.

"O zagueiro mais difícil que enfrentei na Europa foi o (italiano) Fabio Cannavaro. Era um jogador muito técnico, muito rápido, saltava muito alto e era muito forte. Nós jogávamos muitas vezes contra a Juventus", disse.

Cannavaro fez enorme sucesso na Juventus e venceu a Copa do Mundo de 2006 pela Itália, sendo eleito o melhor jogador do mundo naquele ano. Após o Mundial, ele se transferiu para o Real Madrid.

Melhor companheiro de ataque

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'Te surpreendia o tempo todo': Kaká elege o melhor companheiro de ataque que teve no futebol

Kaká viveu momentos inesquecíveis nas duas passagens pelo Milan. Faturou a maioria dos títulos do futebol, jogou ao lado de craques históricos e enfrentou os melhores defensores do mundo.

Para Kaká, o melhor companheiro de ataque foi Ronaldo Fenômeno, que jogou na seleção brasileira com o craque entre 2002 e 2006 e no Milan entre 2007 e 2008.

"Era uma coisa difícil de descrever! Quando você está em campo é a mistura da velocidade de raciocínio com a velocidade que você consegue executar as coisas. O Ronaldo era assim: não imagino como ele pensou isso e não imagino como ele executou isso. Ele te surpreendia o tempo todo! Por isso, foi o mais espetacular que já joguei", explicou.

Kaká pretende voltar ao futebol?

Aposentado desde 2017, quando defendeu o Orlando City-EUA, o craque revelou como pretende voltar ao futebol.

"Parei de jogar há cinco anos e me dediquei aos estudos para entender mais da indústria do futebol e da gestão. Fiz quatro cursos, incluindo um de negócios e outro de treinador. Foi uma experiência espetacular porque consegui enxergar o futebol por outros ângulos. Mas vi também que precisaria voltar a ter uma rotina de dedicação com viagens e concentrações", explicou.

"Hoje não estou disposto a isso porque tenho quatro filhos, sendo que a mais nova tem apenas três meses. O tempo com a família é muito importante e tenho curtido ficar próximo deles".

"Pretendo voltar ao futebol mais para frente, mas não agora. Atualmente consigo estar nos eventos como a Copa do Mundo e a Champions. Eu amo esse esporte e não consigo ficar longe. Por agora não serei treinador por causa do tempo".