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'Irmão' de Hulk, belga do Atlético fala português fluente e abre o jogo sobre relação com Brasil

Hulk e Witsel pelo Zenit Mike Kireev/Epsilon/Getty Images

Aos 34 anos, Axel Witsel tem se reinventado nas últimas temporadas como jogador de futebol. Meio-campista de origem, com boa técnica e força física, passou a atuar como zagueiro sob o comando de Diego Simeone no Atlético de Madrid.

Livre no mercado após deixar o Borussia Dortmund, acertou com o Atleti sem custos e gerou alguma desconfiança entre torcedores e imprensa na Espanha. Sempre que foi exigido, entregou boas atuações com a camisa colchonera em 24 partidas de LaLiga até aqui.

Neste domingo, o Atlético de Madrid viaja até a Catalunha para enfrentar o Barcelona. Vive seu melhor momento na temporada, com 13 rodadas de invencibilidade, enquanto o rival não vence há três jogos, somando a goleada sofrida para o Real Madrid na semifinal da Copa do Rei.

Witsel recebeu a reportagem da ESPN na Ciudad Deportiva do Atleti, em Majadahonda, região metropolitana de Madri, nesta quinta. Em bom português, que aprendeu nos tempos de Benfica, falou sobre o jogo e o relacionamento com brasileiros ao longo da carreira.

Veja abaixo as respostas:

São 13 rodadas de invencibilidade para o Atlético de Madrid em LaLiga. A última derrota foi justamente para o Barcelona. O que mudou no time desde então?

"Penso que a dinâmica que temos agora. Estamos em um momento muito bom e queremos continuar assim. É verdade que em janeiro foi um pouco mais fácil para nós, porque jogamos apenas um jogo por semana. Por isso também que estamos nessa dinâmica muito boa."

Com toda sua experiência de países e clubes, que tipo de treinador é Diego Simeone?

"É um treinador que não é fácil. Tem um caráter muito forte, como todos sabem, mas ele é muito bom, exigente nos treinos, no jogo também. Se estamos nessa dinâmica, também é graças ao Cholo."

Sobre o adversário do final de semana, quais são os pontos fortes desse time comandado pelo Xavi?

"Penso que o Lewandowski. Jogadores como Dembélé, Busquets, De Jong, um meio-campo muito forte. Um time que pode fazer a diferença a qualquer momento. Temos que defender muito bem no domingo, meter mais agressividade e intensidade. E também quando tivermos a bola, jogar com calma. Penso que essa é a chave do jogo."

Você jogou apenas uma temporada pelo Benfica, mas fala muito bem português. A Bélgica é um país com mais de um idioma oficial. Você tem facilidade para aprender idiomas?

"Sim, tenho facilidade, falo português, espanhol, inglês, francês. No final, o português tem muitas palavras parecidas com o francês."

Você sempre teve bom relacionamento com os jogadores brasileiros?

"Quando eu estava no Benfica sempre estava com o Bruno César, o Luisão também. Hulk no Zenit, que era meu irmão. Eu tenho uma relação muito boa com eles."

O Hulk é um dos principais jogadores do futebol brasileiro na atualidade, ídolo do Atlético-MG. Consegue manter contato com ele?

"Sim, estamos em contato, nem sempre, mas às vezes ele me manda mensagem, eu mando mensagem para ele. Não é fácil porque estamos muito longe, mas estou vendo que o Hulk está muito bem. Estou muito feliz por ele."

Com tantos amigos brasileiros, o que você conhece de clubes brasileiros, um pouco mais da realidade do país?

"Faz parte da cultura do Brasil. Quando você é pequeno, sempre está com a bola na mão. (O futebol) É como uma religião no Brasil."

Liège, Lisboa, São Petersburgo, Tianjin, Dortmund e agora Madri. Tem uma cidade favorita?

"Lisboa é muito boa, qualidade de vida muito boa, assim como aqui em Madri. Liège é minha cidade do coração, difícil escolher uma... São Petersburgo também, mais fria, mas também tem boa qualidade de vida. Vou dizer Madri."