Gabi Zanotti, do Corinthians, levou a Bola de Prata como uma das melhores meias do Brasileirão
A maior da história do Corinthians? A pergunta, claro, sempre gera discussões. Mas no caso do time feminino, ela é cada vez mais unânime. Campeã de tudo, Gabi Zanotti escreve, a cada ano seu nome na história do clube alvinegro. Só em 2022, foram dois títulos: Supercopa e Campeonato Brasileiro. Terceira maior artilheira do time, ela ainda termina o ano com o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet.
E isso tudo jogando no sacrifício!
A jogadora de 37 anos atuou em 19 partidas, marcou oito gols e deu uma assistência. E poderia ter feito muito mais, se não fosse por uma lesão no tornozelo esquerdo – a meia sofreu a contusão em maio deste ano, ficou por um tempo no departamento médico do Corinthians, desfalcou a equipe de Arthur Elias e ainda terá de realizar uma cirurgia para resolver o problema.
Em entrevista ao GE após o tetracampeonato brasileiro contra o Internacional em setembro, Gabi disse que jogou ‘no sacrifício’.
“Sobre meu tornozelo, em um primeiro momento optamos por um tratamento conservador, e eu estava jogando, realmente, no sacrifício, com dores. Mas hoje a gente entende que é melhor fazer cirurgia. Só vamos tentar ver qual o melhor momento’, afirmou à época.
Zanotti já conquistou 10 títulos com a camisa alvinegra e pode ser campeã de mais um ainda nesta temporada, já que as ‘Brabas’ ainda estão disputando o Campeonato Paulista. A jogadora é uma das mais queridas pela torcida do Corinthians e reconhece o apoio que a Fiel dá ao time feminino. “Jamais imaginei que fôssemos ver um estádio lotado, que a torcida sairia do Brasil para ir até o Uruguai acompanhar uma final de Libertadores, por exemplo”, disse a camisa 10 no documentário ‘A Glória É Delas’, da Conmebol.
Gabi tem contrato com o Corinthians até dezembro do ano que vem. A multicampeã ainda almeja mais e sonha com um possível Mundial de Clubes. “A gente mostrou para muita gente a nossa evolução nesses últimos anos. Quem sabe a gente não pode disputar esse Mundial para medir forças”, afirmou na série ‘As Brabas’, produzida pelo próprio clube para contar a história das jogadoras.
Agora, Zanotti pode fechar a temporada com chave de ouro, em mais um ano histórico, e ainda com um prêmio individual mais do que especial.
