Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, Benjamin Pavard revelou ter superado o quadro de depressão após sofrer da doença no ano passado
Já eliminada da Uefa Nations League, a seleção francesa ainda não encerrou por completo a sua participação na competição europeia. Neste domingo (25), a atual campeã encara a Dinamarca, no Estádio Parken, em Copenhague, a partir das 15h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, para tentar evitar de vez o rebaixamento no grupo A.
Entre os convocados pelo técnico Didier Deschamps para a atual Data Fifa, está o lateral-direito Benjamin Pavard, do Bayern de Munique, que chega para o compromisso contra os dinamarqueses não só em busca de mais espaço entre os titulares dos Bleus, mas também pronto para mostrar aos torcedores franceses que está recuperado de uma doença que atinge muitas pessoas ao redor do mundo e, com a pandemia de COVID-19, teve um aumento no número de casos: a depressão.
Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, o atleta de 26 anos revelou que sofreu da doença e que, no ano passado, viveu os momentos mais difíceis no quadro de depressão. Hoje, porém, ele se mostra totalmente recuperado e com o anseio de retomar o bom futebol que o fez ser contratado pelo Bayern, logo após o título da Copa do Mundo de 2018 com a França.
"Foi difícil para todos, para mim também. Sozinho, em um país diferente do meu, eu realmente não estava bem. Minha cabeça não ia", começou por dizer.
"No começo você fala pra si mesmo que não é nada, que vai passar, mas quando você vê que persiste, que você vai treinar, mas não tem forças, você precisa reagir", prosseguiu.
"Sou humano como todo mundo, e apesar de ter uma casa super legal, com sala de musculação, precisava do contato com os outros. Acordava, não tinha apetite. Tentei me manter ocupada, cozinhar, assistir séries. Mas o Netflix só é legal nos primeiros 2 minutos… não gosto da palavra depressivo, mas eu estava! Mascarei na frente dos outros e hoje me sinto muito melhor", concluiu.
Apesar de todas as dificuldades impostas pela séria doença, Pavard contou como tirou forças para buscar uma melhora e que, no fim das contas, amadureceu bastante.
“Saí crescido como homem de tudo isso, isso me mudou. Eu estava sozinho como muitos jogadores de futebol e tive que me cercar bem para levantar a cabeça", contou.
Na atual temporada, ele foi titular em todos os 8 jogos que disputou pelo Bayern e ainda anotou dois gols, sendo um dos destaques do clube bávaro neste início de campanha.
Agora, Pavard, que sequer foi utilizado na partida contra a Áustria, vencida por 2 a 0 na última quinta-feira (22), pode ganhar uma nova chance neste domingo contra a Dinamarca. E apesar de preferir atuar como zagueiro neste momento, sobretudo no Bayern, na seleção francesa sua intenção é jogar aonde Deschamps desejar.
"O que eu quero é ser um zagueiro. Uma escolha será feita em um futuro próximo, mas hoje não me faço perguntas. Na seleção da França, o treinador pode me obrigar a jogar em qualquer posição, eu vou fazer isso", finalizou.
Com 5 pontos somados no grupo A, a França precisa de uma vitória para eliminar de vez as chances de rebaixamento, já que a lanterna é a Áustria, com um ponto a menos. Em caso de tropeço neste domingo, os franceses precisarão de um resultado negativo dos austríacos, que pegam a líder do grupo, Croácia.
