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Bahia se revolta com decisão da Polícia Civil após atentado a ônibus e dispara: 'Quando morrer alguém, não adiantará lamentar'

Tricolor de Aço usou perfil oficial no Twitter para manifestar insatisfação com a decisão da Polícia Civil de indiciar os envolvidos no atentado por lesão corporal leve


O Bahia foi às redes sociais para expressar revolta e indignação com o inquérito final da Polícia Civil sobre o atentado a bomba sofrido pela delegação da equipe, no dia 24 de fevereiro, antes da partida contra o Sampaio Corrêa, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Nordeste.

Na ocasião, estilhaços de vidro provocados pelo arremesso de um objetivo explosivo causaram lesões próximas ao olho do goleiro Danilo Fernandes, que precisou ser retirado de ambulância do local e ainda recebeu 20 pontos por ferimentos no rosto, orelha e na perna. O lateral-esquerdo Matheus Bahia ficou ferido.

De acordo com informações publicadas pelo GE, a Polícia Civil indiciou os quatro envolvidos na ação criminosa por "lesão corporal leve" e "crime contra a incolumidade pública", que significa expor alguém ou algum grupo a perigo ou risco. Os torcedores, que eram integrantes da organizada Bamor, respondem ao crime em liberdade.

"Atenção, Brasil: sabe o atentado ao nosso ônibus, que quase cegou Danilo Fernandes e poderia ter matado pessoas? Após 4 meses de inquérito e promessa de rigor das autoridades, a Polícia da Bahia encerrou o caso como LESÃO CORPORAL LEVE. Quando morrer alguém, não adiantará lamentar", escreveu o Bahia em seu perfil oficial no Twitter.

O GE informa ainda que, apesar da decisão da Polícia Civil, o Ministério Público solicitou novas diligências para haver uma sequência na investigação contra os quatro membros da torcida organizada.