A carreira de Mario Gotze tem sido uma montanha russa. O meia-atacante apareceu com destaque no Borussia Dortmund, foi para o Bayern de Munique e marcou o gol do tetracampeonato da Alemanha na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. No entanto, a partir de então, os problemas se acumularam.
Gotze perdeu espaço no Bayern, voltou ao Borussia em 2016 e não conseguiu jogar constantemente, sofrendo com lesões e até um problema no metabolismo que o tirou de ação em 2017. Com isso, a seleção alemã foi ficando cada vez mais distante: ele não defende seu país desde um amistoso em novembro de 2017.
Porém, isso pode mudar em breve – pelo menos na visão de seus companheiros no PSV, onde Gotze reencontrou a forma física e, mais importante, seu melhor futebol. Para o zagueiro André Ramalho, o retorno do meia-atacante à seleção da Alemanha é questão de tempo. Vale lembrar que, por incrível que pareça, Gotze tem apenas 29 anos.
“Tenho certeza que, no ritmo que ele está, ele vai voltar para a seleção da Alemanha, sem dúvida”, cravou André Ramalho em entrevista ao ESPN.com.br.
“Os números dele mostram isso, como ele está bem nessa temporada, e, juntamente com os títulos, acredito que isso vai fazer com que ele retorne à seleção da Alemanha. Ele merece muito pela pessoa e pelo profissional que é. Quem entende de futebol vê a importância dele. Ele é um jogador muito inteligente, muito bom tecnicamente”.
Muitos altos e muitos baixos
Uma década atrás, Mario Gotze era uma das maiores promessas da Europa. O meia-atacante se tornou peça importante no Borussia Dortmund, clube que o revelou, e foi contratado pelo Bayern de Munique em 2013 por 37 milhões de euros (R$ 198 milhões na cotação atual). Em 2014, ele realizou o sonho de qualquer jogador ao marcar o gol do título da Copa do Mundo no tetracampeonato da Alemanha, no Brasil.
Depois disso, porém, Gotze começou a decair. Sem espaço no Bayern, ele voltou ao Borussia em 2016 custando ‘apenas’ 22 milhões de euros (R$ 117 milhões). De volta ao clube que o revelou, ele sofreu com lesões, teve até o problema de metabolismo e não conseguiu repetir o desempenho que o fez um dos jogadores mais promissores do futebol mundial.
Consequentemente, a seleção ficou cada vez mais distante. O meia era presença constante na Alemanha até 2016, geralmente como titular do time. Porém o problema de metabolismo o tirou das convocações até novembro de 2017, quando ele disputou seus últimos 25 minutos com a camisa alemã em amistoso contra a França, deixando inclusive uma assistência. Desde então, são quatro anos e meio sem servir seu país.
Porém, nos últimos dois anos, Gotze parece ter ‘voltado aos trilhos’. Sua recuperação passou por uma mudança de time – e de país. Após cogitar até a aposentadoria, ele foi contratado pelo PSV em 2020 a custo zero, já que estava sem clube, e finalmente recuperou o desempenho de outros tempos nesta temporada.
Em 2021/22, ele disputou 49 jogos, o maior número de sua carreira por clubes. O recorde anterior era de 48 partidas em 2014/15, pelo Bayern. Ele também deixou sua marca com 12 gols e 11 assistências e, mais importante, o título da Copa da Holanda, que o PSV não conquistava 2012.
“Ficamos admirados todos os dias em poder trabalhar com um jogador do nível dele. É um cara extremamente humilde. A gente até brinca que nem parece que ele já ganhou tudo que ganhou conhecendo ele no dia-a-dia, porque é impressionante a humildade dele, a tranquilidade dele. Acredito que não é à toa que ele ganhou o que ganhou, não só pela pessoa, mas pelo jogador que é”, elogiou André Ramalho.
Além da Copa da Holanda, o PSV ainda disputa com o Ajax o título do Campeonato Holandês com três rodadas restantes. Para isso, uma vitória sobre o rival Feyenoord neste domingo (8), às 11h45 (de Brasília), é fundamental. O clássico terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
