Andrés D'Alessandro encerrou a carreira neste mês como um dos jogadores mais queridos pela torcida do Internacional
No último dia 17 de abril, no Beira-Rio, Andrés D'Alessandro disputou a sua última partida como profissional e se despediu oficialmente dos gramados vestindo a camisa do Internacional. Foram mais de 500 partidas pelo clube gaúcho, que marcou a sua carreira e também fez aumentar o seu currículo de títulos.
Por conta da sua forte ligação com o Colorado, o argentino é colocado pela torcida no hall dos maiores ídolos da história do clube. Humilde como sempre, porém, deixa este título para os torcedores, já que ele próprio não pode se colocar neste patamar.
Em entrevista ao programa Bem,Amigos!, do Sportv, nesta segunda-feira (25), D'Alessandro foi colocado pelo apresentado Galvão Bueno no top-3 de maiores ídolos da história do Inter, ao lado de Paulo Roberto Falcão e Fernandão, mas disse por que não se considera.
"Eu não posso me colocar em um lugar desses. Eu acho que o primeiro erro que podemos fazer é nos colocarmos em um lugar na história do clube. Quem coloca os jogadores que passaram, e passaram muitos, é a torcida e o torcedor. Ele vai te colocando e você vai criando uma empatia, que a gente criou, no meu caso, que eu nunca imaginava, mas acho que ele, torcedor, te coloca em uma posição, de repente que você merece, ou na posição que ele acha que você deve estar na história de um clube", começou por dizer.
"Imagina o Inter, com os jogadores que passaram e ganharam muito mais do que eu ganhei, porque tem vários, mas não é só isso. Eu acho que a gente criou, eu com o torcedor, uma coisa que vou levar para o resto da vida. Se criou uma coisa que é muito bonita", complementou.
No Internacional, D'Alessandro teve três passagens e conquistou uma infinidade de títulos, entre eles a Conmebol Libertadores de 2010, a Copa Sul-Americana de 2008 e seis edições do Campeonato Gaúcho.
