<
>

Quem é o ex-Corinthians que Tevez pediu ajuda para 'copiar' estilo no Brasil: 'Levei ele no meu cabeleireiro'

Atacante do Corinthians em 2006, Rafael Moura falou em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br e contou bastidores da amizade com Carlos Tevez e outras estrelas daquele elenco


Entre 2005 e 2006, o Corinthians teve um elenco recheado de estrelas, como Marcelinho Carioca, Roger, Ricardinho, Mascherano e Tevez. No meio de tantos craques, Rafael Moura, com apenas 23 na época, conviveu diariamente com os astros e pôde colecionar momentos que marcaram sua carreira.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, He-Man, que está sem clube após deixar o Botafogo, revelou uma história envolvendo o atacante argentino. Buscando mudar um pouco o estilo e fã do corte de cabelo de Rafael Moura, Tevez pediu uma ajuda ao companheiro: levá-lo ao salão de beleza.

"O Tevez, por exemplo, deixou o cabelo crescer porque eu tinha o cabelo grande e ele gostava, sempre teve vontade de ter o cabelo grande. Em 2005, ele tinha o cabelo curto, em 2006 eu tinha o cabelo grande, ele deixa o cabelo crescer. As duas primeiras vezes eu fui com ele no salão porque o cabelo dele não era igual ao meu, porque o meu cabelo é liso e muito fino, o dele precisou fazer uma (escova) progressiva e tudo, e ele queria saber e não confiava em ninguém", começou por afirmar o atacante.

"Eu levei ele no meu cabeleireiro para ele poder já começar o processo de deixar o cabelo crescer e do que precisava de preparação, hidratação, cuidados com o cabelo, essas coisas. O Tevez era muito travado com a imprensa, mas no nosso dia a dia era uma pessoa super humilde, muito gente boa, muito bacana mesmo. Era um companheiro formidável", completou.

Relação com o elenco

Em 2005, sob elenco campeão brasileiro com o Corinthians, por ser muito estrelado, pairava a desconfiança sobre o 'racha' que existia internamente. Para Rafael Moura, do ano do título nacional para 2006, houve uma evolução. E o atacante deixou claro: o que era exposto externamente não refletia o ambiente interno.

"Falam de 2006, falam hoje do Flamengo, que é uma bomba-relógio. Isso é muito do externo para o interno, não do interno para o externo. No Brasil, eles sempre querem achar heróis e vilões (risos). Antes já tinha briga com o Edílson, que ele sai escurraçado de lá, então é meio Corinthians esta questão. O meu papel é de coisas simples, de chamar alguém em um pós-treino para a casa do outro, de ficar mais tempo na ceia, na mesa do jantar, de combinar um kart, jogar tênis. Esse é o meu papel diante do grupo."

Mesmo jovem, o atacante contou com detalhes o papel que teve como agregador no grupo. O artilheiro, que marcou 16 gols em 50 partidas em 2006, revelou as viagens que parte do elenco fazia para Maresias, praia do litoral norte de São Paulo, como forma de unir os atletas para que fosse refletido dentro de campo.

"Nós fomos três ou quatro vezes para Maresias, que na época a febre era o futevôlei, fomos para Maresias para poder brincar lá, aí foram seis ou sete desse grupo. É isso, da gente tentar com que a gente tivesse um convívio fora do campo e fora do ambiente do Corinthians. Muitas pegam o carro, vão embora, aí acabou e 'tchau, tchau', a gente só encontra amanhã. Eu acho que é muito mais saudável quando você realmente se torna uma família, esse papo família cria mais intimidade com os atletas porque acaba refletindo dentro de campo, um passe, uma cobrança mais ríspida, você entende melhor sendo de um amigo te cobrando. Eu acho que por isso que melhoramos um pouco de 2005 para 2006", finalizou.