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Atacante 'bombadão' do Barcelona é mais 'resenha' do que academia e surpreendeu ex-Cruzeiro: 'Nem é fã de malhar'

Adama Traoré, do Barcelona, é conhecido por ser um dos jogadores mais fortes do mundo


Conhecido pelo porte físico avantajado, Adama Traoré foi contratado nesta temporada pelo Barcelona, que encara o Galatasaray fora de casa, nesta quinta-feira (17), às 14h45 (de Brasília), pelo jogo de volta das oitavas-de-final da Europa League, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. A primeira partida terminou empatada por 0 a 0.

Revelado nas categorias de base do Barça, ele ainda não era tão forte quando foi promovido aos profissionais na temporada 2013-14, tendo poucas chances no Camp Nou.

Aos 19 anos, mudou-se para o Aston Villa e depois passou pelo Middlesbrough antes de se destacar pelo Wolverhampton. Na equipe inglesa, Traoré ficou amigo de Léo Bonatini, ex-atacante do Cruzeiro.

"Ele é muito rápido, forte fisicamente e chuta com muita força. Principalmente para mim, que sou centroavante, é muito bom que tenha um extremo que ganha praticamente todos os duelos no um para um. Muitas vezes uma bola no meio do jogo precisa ir em profundidade e dá um escape que é muito bom. É um jogador muito forte no um para um, no físico tem essa vantagem", contou.

Mas se engana que os músculos de Traoré são fruto de uma dieta rigorosa e muitas horas pesadas de treino. Léo conta que ficou muito surpreso ao descobrir a rotina do colega de equipe.

"Você não via muitas vezes ele na academia e eu perguntava se ele gostava. Ele disse que não malhava muito porque tinha uma genética muito boa e, se malhasse, ficava grande muito rápido e perdia a mobilidade. Não era um 'rato de academia', que ficava o dia inteiro malhando para poder crescer. Achei que ficava o dia inteiro malhando, mas muito ao contrário. Ele fazia os trabalhos de prevenção e a rotina do clube, mas nada exagerado para ter crescimento muscular. Ele dizia que não gostava de malhar muito", garantiu.

Não curte dirigir

Léo conta que Traoré não gosta de dirigir e nem sequer possuía carteira de motorista na época em que atuaram juntos. "Ele só ia para os treinos de carona. É um cara da resenha, gente boa. A gente tinha um ambiente muito legal com ele".

Uma das resenhas aconteceu durante um treino dos Wolves, quando Traoré duelou contra o lateral português Rúben Vinagre, que apesar de ser um pouco franzino, era um dos poucos que conseguia brigar com o atacante na velocidade.

"Uma vez eles trombaram, o Adama caiu no chão e o Vinagre ficava brincando com ele. Ninguém queria marcar o Traoré nos treinos porque além de tomar um encontrão, poderia levar um pisão. Ele bate muito rápido os pés no chão e muda de direção muito rapidamente (risos). Geralmente os caras fortes são lentos. Uma vez no vestiário pedi para ele me segurar cinco segundos na brincadeira. Era inacreditável! Eu vi o tanto que ele era forte", recordou.

Apesar do porte físico, o jogador sabe o que fazer com a bola, de acordo com Léo. Apesar de não ser um goleador, ele se destaca na preparação das jogadas para os colegas finalizarem.

"Ele tem muitas qualidades técnicas. A evolução dele quando chegou ao Wolves foi muito grande com o [técnico português] Nuno Espírito Santo. Ele já era muito bom, mas evoluiu muito. Foi cobiçado por muitos clubes grandes e não foi à toa".

Após três temporadas e meia de destaque no Wolverhampton, ele voltou por empréstimo ao Barcelona no meio da temporada. Em oito partidas, ele ainda não balançou as redes, mas já deu quatro assistências.

Após o Galatasaray, o desafio do Barça será no clássico contra o Real Madrid, no domingo (20), às 17h, pela 29ª rodada de LaLiga. A partida, que terá transmissão ao vivo e exclusiva para assinantes Star+