Disputa nos tribunais com o agente André Cury atinge valor recorde e preocupa para futuro das finanças do clube
O Atlético-MG trava há anos uma disputa nos bastidores com o empresário André Cury por uma dívida referente a negociações de jogadores. Agora, o valor bateu o seu recorde: R$ 60 milhões, de acordo com publicado pelo Uol Esporte.
Cury tem processo aberto separadamente pela negociação de 24 jogadores com o Atlético-MG nos últimos anos. Com juros, correção monetária e honorários, o valor estava em R$ 40 milhões em agosto, mas subiu mais 50%.
As ações correm tanto em tribunais de Belo Horizonte, sede do Atlético-MG, como em São Paulo, onde Cury tem seu escritório. A condenação mais recente aconteceu na sexta-feira (4), em primeira instância, quando o Galo foi intimado a pagar R$ 880 mil ao agente por intermediar negócio com o atacante Luan, em dezembro de 2012.
Mas esse não é, nem de longe, o processo mais custoso. Pelo zagueiro Erazo, que atuou 46 vezes no clube entre 2016 e 2017, a dívida ultrapassa os R$ 9 milhões em duas ações diferentes.
Em relação às negociações com os atacantes Lucas Pratto (que depois foi vendido ao São Paulo) e Eduardo Vargas (que ainda segue no clube), houve ganho de causa no valor de R$ 10 milhões.
O maior problema, porém, é sobre Franco di Santo. O processo do atacante argentino tem valor baixo perto dos citados (R$ 1,4 milhão), mas já causou o bloqueio da premiação pelo título brasileiro (R$ 33 milhões) e também influenciou em valores de vendas futuras de Guga, Guilherme Arana e Allan.
Além disso, a disputa envolvendo Cury e Atlético-MG acabou com a hipoteca de 49,9% do Shopping Diamond Mall, de propriedade do Atlético-MG. O clube não se pronunciou sobre os casos.
