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Corinthians: Vítor Pereira vê ídolo do São Paulo como Cruyff e Guardiola e indica escalação para o Majestoso

Em apresentação no Corinthians, Vítor Pereira lembrou memórias da seleção brasileira e revelou admiração por Telê Santana: 'Vinte anos à frente'


Apresentado oficialmente como técnico do Corinthians, Vítor Pereira revelou que acompanha futebol brasileiro desde a infância. E isso acontecia, principalmente, pela seleção do Brasil. O português revelou, em vídeo divulgado pelo cube na manhã desta sexta-feira (04), que teve uma memória marcante com a eliminação a equipe canarinha na Copa do Mundo de 1982.

Falando a jornalistas no CT Joaquim Grava, o treinador lembrou do fato, e ressaltou que isso acontecia pela seleção brasileira ser considerada a segunda equipe dos portugueses.

“Lembro das seleções do Brasil, algumas brilhantes, que me fizeram chorar. Em Portugal, nossa segunda seleção é a brasileira. Temos uma seleção que compete em alto nível, mas na minha juventude era o Brasil. Se quiséssemos ir até o fim no Mundial, era com o Brasil, o Brasil que chegava até o final”, disse o treinador, que lembrou um nome específico como uma referência: Telê Santana.

Para Vítor Pereira, o ídolo do São Paulo era um treinador 'vinte anos à frente', e comparou o brasileiro a lendas do esporte como Johan Cruyff e Pep Guardiola.

“Me acostumei a ver grandes jogadores brasileiros. Em termos de clube, o Telê Santana, as equipes dele... Telê, Cruyff, Arrigo Sacchi, Guardiola, foram pessoas que viram o futebol mais para frente. Conseguiram projetar um futebol, em sua época, de uma qualidade de vinte anos à frente. E o Telê Santana foi um deles. Aquela equipe do São Paulo do Telê tinha muita qualidade”.

A expectativa é de que o português faça sua estreia justamente diante do clube do Morumbi. Com o pouco tempo de trabalho à frente do elenco, o treinador admitiu que não deve realizar muitas mudanças na equipe que vinha sendo comandada pelo interino Fernando Lázaro.

“Sobre mudanças, de fato podemos mudar ao melhorar comportamentos sem mexer em nada. Por exemplo, o sistema pode ser o mesmo com dois treinadores, mas a dinâmica pode ser completamente diferente. Posso jogar num 4-4-2 e defender em um bloco baixo, esperar para o contra-ataque. Posso jogar num 4-4-2 agressivo, que não permite o adversário sair do meio-campo, dominador com a bola. Dinâmicas diferentes”.

“Cheguei, claro que não vai ser em três dias de treino, com os titulares se recuperando, que posso esperar que haja uma mudança. Tenho que analisar o que foi bem feito e o que posso estimular. Temos que ir devagar, colocando os pés no chão, percebendo o que eles podem nos dar. Precisamos de um pouquinho de tempo. Não farei grandes mudanças. Já começamos a estimular os comportamentos, então vamos ver se conseguimos ver nuances no campo daquilo que pretendemos”.

O Corinthians enfrenta o São Paulo neste sábado (05) no Estádio do Morumbi, em partida do Campeonato Paulista. O técnico aguarda a inscrição de seu contrato no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF para saber se comandará a equipe no Majestoso.