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Análise | Rainbow Six Extraction explora o melhor da franquia, mas não deixa de ser uma 'expansão'

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Alem4o fala sobre processo da Team oNe para chegar no momento atual (5:10)

Campeão do Major do México pela equipe, o jogador também fala sobre sua evolução (5:10)

Review de Rainbow Six Extraction mostra os detalhes da história paralela de Rainbow Six Siege, seus modos de jogo, mapas e proposta de jogo similar a de Left 4 Dead


Rainbow Six Extraction, o novo título da franquia Tom Clancy foi enfim lançado nesta quinta-feira (20). O jogo, que se passa em um universo alternativo ao de Rainbow Six Siege, manteve a essência do jogo original com seus operadores e armas, mas se comporta mais como uma expansão do que um título independente.

A chegada do novo jogo mostra como a Ubisoft está empenhada em explorar o universo de Siege, em diferentes formas. No game, a equipe REACT (traduzido, Rainbow de Análise e Contenção Exógena) precisa encarar o surgimento de obeliscos que saem do chão ao redor do globo, também conhecidos como os Carapaças.

Os obeliscos infectam os seres humanos e os transformam em criaturas ferozes, trazendo o caos em todos os lugares. Cabe aos membros do Extraction encararem a situação de frente.

O COMEÇO

O jogo começa com um treinamento básico para que o jogador fique familiarizado com as mecânicas do jogo. As incursões podem ser feitas em até três jogadores e os operadores devem se dirigir a um local cheio de alienígenas e acabar com os objetivos como coletar as amostras, fechar os portais regenerativos dos aliens e além de resgatar os civis que estão presos.

Os operadores presentes em Extraction são: Tachanka, Fuze, Capitão, Rook, Jäger, Iq, Gridlock, Nomad, Smoke, Ela, Sledge, Alibi, Lion, Vigil, Hibana, Finka, Pulse e Doc. Um dos diferenciais do jogo é o uso de operadores e armas atualmente deixados de lados em Siege, que ganham mais destaque em Extraction em diversas situações.

Cada operador pode evoluir até o nível 10 de suas habilidades passivas, desbloqueando uma nova peculiaridade como recuperação de vida, defesa ou melhorias de habilidades comuns. Isso ajuda os jogadores ficarem mais interessados em jogar com apenas um ou mais personagens do seu gosto.

Cada sessão de jogo é dividida nas regiões de “Nova York”, “São Francisco” e “Alasca e Verdades ou consequências”, nome de uma cidade situada no Novo México. Cada lugar é composto por três sub mapas, que são os pontos dos objetivos, infiltração e colocação dos inimigos. Cada ponto é jogado de forma aleatória para dar uma melhor experiência de jogo aos usuários.

INIMIGOS

Extraction possui uma grande variedade de inimigos, chamados de Arqueanos. No jogo, há 13 variações apresentadas durante a história, cada uma com suas peculiaridades.

Posso afirmar que os chamados Proteus são as cópias dos operadores da REACT, mas sem suas armas e com habilidades superiores ao padrão que estamos acostumados em Siege. Cada encontro com os inimigos deve ser bastante estudado para evitar que você gaste sua munição de forma desnecessária..

Percebi que a IA (Inteligência Artificial) de cada inimigo pode ser estressante por conta da sua aleatoriedade. É bem desbalanceado. Alguns adversários parecem “bobos” e outros deixam a missão muito complicada, algo que pode ser melhorado em uma atualização futura do jogo.

SIEGE OU LEFT 4 DEAD

Extraction se aproveita de gráficos, mecânicas e desempenho de Rainbow Six Siege. O jogo tem pequenas mudanças de ambientação, iluminação e modelos 3D - mas não deixa de mostrar que é basicamente Siege. Até mesmo suas animações e sons são reaproveitados!

Claro, os defeitos de Siege também vieram juntos no pacote de Extraction, como o sistema de som das áreas do jogo. Por exemplo: inimigos em um nível superior do mapa parecem estar ao lado dos jogadores, sem falar de gritos mal direcionados, dentre outros.

Outro ponto a se destacar são suas referências claras ao game Left 4 Dead, da Valve. Assim como no game de zumbis, os jogadores precisam encarar hordas de inimigos, que usam habilidades diferentes, além de recursos que ajudam na chacina. Só que seguindo a tradição de Siege, Extraction exige mais calma para concluir as missões do que L4D.

CONCLUSÃO

Vejo Extraction como uma expansão do Siege, da mesma forma que Marvel Spider Man: Miles Morales, que foi vendido como um jogo solo, mas que na verdade é uma expansão do antecessor - com as mesmas mecânicas e um motor gráfico da atual geração de consoles.

Extraction é um bom título, mas ainda não vale o preço de um jogo completo. Possui uma boa proposta e tenta puxar fãs da franquia de R6, só que não deveria ser tratado como um jogo independente (ainda mais por se aproveitar tanto dos elementos de Siege).

O jogo está disponível no catálogo da Xbox Game Pass, de forma gratuita, mas nos consoles da Sony e na plataforma da Epic Games, Extraction se encontra com o valor de R$ 199,90 e R$ 169,99, respectivamente. É um título que vale a pena pela história e lore, mas recomendo que os jogadores esperem uma boa promoção.