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Worlds: 'Tô aqui representando os fãs da Cloud9 e da G2', comenta Perkz

A Cloud9 foi uma das equipes que garantiu a vaga na Fase de Grupos do Worlds 2021 através dos play-ins Lance Skundrich/Riot Games

O mid laner croata chega ao Worlds 2021 longe da G2 Esports e busca trazer à região norte-americana uma boa campanha com a Cloud9

Perdendo apenas uma partida ao longo da Fase de Entrada, a Cloud9 chega à Fase de Grupos tentando trazer orgulho à região norte-americana e dessa vez, a organização contará com o mid laner croata Perkz ao seu lado. Após anos, o atleta se despediu da G2 Esports ainda no fim do último ano e recomeçou sua jornada na região do NA. Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, Perkz fala sobre as equipes dos play-ins, sua opinião sobre a RED Canids, estar longe da G2 e mais.

No Mundial deste ano, o jogador que havia se acostumado à hegemonia alcançada durante sua passagem pela G2 Esports, que garantiu ao time diversas passagens diretamente para a Fase de Grupos dos Worlds anteriores, está enfrentando um novo desafio: escalar a Fase de Entrada para chegar ao evento principal.

O jogador que não participa da fase qualificatória desde o Worlds 2018, ao lado da europeia G2 Esports, joga neste sábado contra a ganhadora do confronto entre PEACE e RED Canids para tentar se juntar novamente às melhores equipes do mundo e mostrar que tem muita lenha pra queimar com a Cloud9.

Terminando o grupo B com três vitórias e uma derrota , o mid laner croata afirma que os times da Fase de Entrada não podem ser subestimados. “Os times de play-ins estão melhorando a cada ano, obviamente eles ainda são mais fracos que os times das grandes regiões, mas o mais importante é que você tem que entrar preparado, sabendo o que eles podem fazer e não desrespeitá-los”.

Seus adversários para a definição de quem avançaria para a Fase de Grupos foi a representante da Oceania, PEACE. A equipe chegou à segunda melhor de cinco da Fase de Entrada ao derrotar os brasileiros da RED Canids na última sexta (08) e, quando encontrou os norte-americanos pela frente, não teve a menor chance. Apesar de desclassificados já, Perkz falou sobre o que achou dos brasileiros.

“Eu acho que eles são muito decentes, eles são agressivos. Eles parecem tropeçar bastante no mid game, o macro deles não é tão bom, mas o início do jogo e a tomada de decisões são muito bons. Acho que eles têm uma chance decente de surpreender, mas não espero que cheguem à Fase de Grupos”, fala o mid laner.

A classificação para a Fase de Grupos jogou a organização norte-americana diretamente no grupo A, onde terá de encarar equipes duras na queda, sendo essas a grande campeã coreana e atual campeã mundial DAMWON Gaming, a vice campeã chinesa FunPlus Phoenix e a terceira colocada europeia, Rogue.

Vamos enfrentar DAMWON e FPX, é um grupo difícil para nós, mas sinceramente espero que possamos surpreender essas equipes e até mesmo sair dos grupos se continuarmos melhorando e entendendo o meta”, diz o jogador confiante.

A verdade é que, enquanto o ano de 2021 não foi muito bom com sua antiga equipe, para o mid laner tudo parece ter corrido bem. Largou uma equipe que aos olhos do mundo era uma grande promessa para trazer o título mundial para a Europa - o 3º/4º lugar no mundial de 2020 é uma prova disso - e se reinventou em uma nova região.

Foram campeões do primeiro split da LCS, terceiros colocados no segundo e consequentemente representantes da região no Worlds. O jogador aproveitou para falar também sobre a mudança arriscada de deixar a Europa para figurar em uma liga que nos últimos anos não tem tido tanto sucesso nos campeonatos internacionais.

“Até então, eu ainda não tinha estado em uma situação em que pudesse ver quais opções eu tinha e quais são os meus valores, então acho que foi o momento certo na minha carreira para fazer tal mudança. Sou muito grato pela oportunidade de estar aqui [na Cloud9] e me testar em um novo desafio”, comenta.

“Além disso, basicamente, ver quanto impacto eu realmente tenho em um time ou em uma região e também posso provar meu valor individualmente. Quando você joga com os mesmos jogadores por tanto tempo, você pode ficar complacente ou esperar coisas das pessoas. Este ano, meu desempenho aumentou um pouco no sentido de entender o que tenho que fazer ou o que posso fazer. Tem sido um bom desafio aqui”, crava sobre a mudança de ares.

O ano de 2021 foi duro com a G2 Esports. Desde sua criação em 2016, a organização criada por Carlos “Ocelote” bateu cartão nos palcos do Worlds e Perkz sempre esteve lá representando os samurais.

Sem poder reencontrar seus antigos companheiros, o croata confessa estar triste de não ver a organização no campeonato internacional e, mesmo que hoje em dia esteja vestindo o manto da Cloud9 em outro continente, crava que ainda representa aqueles que tanto lhe apoiaram durante seus anos na liga europeia.

“Estou um pouco triste por não conseguir ver meus amigos, porque eles são todos muito próximos de mim, sinto falta deles. Mas de certa forma também estou muito presunçoso, é meio engraçado não vê-los no Mundial, sabe? Eu tô aqui representando os fãs da Cloud9 e da G2, tanto a Europa quanto o NA. É uma sensação bem legal e especial, então eu quero mostrar uma boa performance”, conta.

Agora disputando a Fase de Grupos, a Cloud9 estreia no evento principal com confronto marcado para às 15h desta segunda (15), onde jogará contra a Rogue - terceiro seed europeu. As transmissões dos jogos estão acontecendo através dos canais oficiais da Riot Games.