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Dota 2: 'Essa jornada terá um desfecho sensacional para a SG', diz Fong sobre o The International 10

SG estreia nesta quinta-feira (7) no TI 10 Divulgação/SG Esports

O The International 10, o grande mundial de Dota 2, finalmente estreia nesta quinta-feira (7). O mundial que após diversas incertezas em torno da sua realização, está confirmado e tem todas as suas equipes, jogos, e grupos definidos. A grande atração deste ano para os brasileirinhos é a presença de um elenco 100%, como no caso da SG Esports.

A SG mesmo sendo a única equipe brasileira no mundial de Dota 2, mostra ter uma certa experiência de anos que o elenco carrega na bagagem. A escalação da SG é composta por Costabile, 4dr, Tavo, Thiolicor e KJ - sendo que a comissão técnica é formada pelo treinador Mangusu e o manager Paulo “China”.

A SG teve um caminho complicado nesta caminhada até o TI10, mas com alguns problemas e dificuldades por conta da pandemia de Covid-19, a equipe conseguiu a tão sonhada vaga para o mundial.

“Foi um ano de altos e baixos pra gente, uma verdadeira montanha russa de emoções. Nós, no começo do DPC não chegamos ao nosso objetivo que era o Major, mas não iríamos descansar até conseguir. Porém, nem sempre vai tudo da forma que a gente planejou e em certos pontos a gente precisou nos adaptar a novas formas de pensar e de planejar nosso caminho. Ao longo dos meses trabalhamos para tornar nosso time mais constante, tivemos também auxílio do nosso coach, o Mangusu, que nos ajudou a melhorar nossas estratégias e o gameplay em si. Adaptamos algumas coisas que ele dizia, pois como sabemos, o estilo SA/brasileiro não é similar e aí que talvez tenha sido nosso diferencial na reta final do qualificatório do TI”, disse a escalação da SG em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

A SAÍDA DO KING

A equipe contou com a presença de um nome de peso do cenário brasilerio, que é de Kingrd. Segundo a escalação, King não estava 100% e que faltava algo para engrenar na equipe. Com isso veio a chegada de Tavo, que conseguiu engrenar na escalação e ajudou nas decisões durante a temporada do DPC.

“Foi bem conturbada, mas necessária pro grupo. O Kingrd sempre foi um jogador sólido e muito bom, porém para o time não achávamos que estava 100%, sempre achamos que faltou algo mais e aí foi que vimos que precisaríamos voltar com o Tavo. O Tavo jogou com a gente quando éramos da NoPing que fomos para o nosso primeiro Minor e já tínhamos noção do que gostávamos ou não de fazer. Além disso, ele é um jogador muito experiente também e já foi para o TI, o jeito dele in-game puxar o time faz toda a diferença. Era isso que nos faltava, um jogador experiente que já tínhamos contato e que encaixava no nosso estilo pra gente chegar no nosso objetivo”, explicaram.

Dominante na seletiva sul-americana para o TI, a equipe mostrou que o Brasil está aos poucos voltando ao caminho das vitórias. A escalação comentou como o conjunto se mostrou durante os jogos e se a maturidade pesou durante o caminho.

“Nós tivemos uma evolução conjunta, diríamos. A gente teve um staff muito bem preparado, nosso psicólogo, o Vinícius Carossi, nos ajudou muito com a parte mental. Fazíamos sempre a mesma rotina para manter sempre os cinco com a mesma mentalidade. Sem contar que toda a estrutura da GH que a SG nos proporcionou foi indispensável para o nosso sucesso. Jogar lado a lado com os companheiros é um diferencial muito alto. Além disso, a gente sempre tentou manter os pés no chão, como nosso manager dizia: Passinhos de bêbê. E fomos jogo após jogo, sem pensar em favorito ou não, talvez foi essa maturidade e esse trabalho que nos levou a ser diferente no qualifier”, comentou a escalação.

INCERTEZAS DO TI

O The International deixou a Suécia por conta do avanço da pandemia, havia uma certa incerteza se o mundial poderia ser cancelado novamente ou adiado para o fim do ano. No fim, o TI mudou de data e foi realocado para ser realizado em Bucareste, na Romênia.

Mesmo com a mudança de país e data, o mundial sofreu com o recuo da Valve, onde a Arena Nacional, o local onde os jogos dos playoffs seriam realizados - não terá mais a presença de público por conta das novas restrições impostas pelo governo local. A escalação comentou sobre essas incertezas sobre a realização do TI10.

“A gente ficou bem aflito com isso. A gente tava numa adrenalina, felizes que íamos representar o Brasil com um elenco 100% brasileiro e poderia ser adiado, ficamos bastante preocupados. Mas, ainda bem que foi apenas adiado. Representar o Brasil no TI era parte do nosso sonho e conseguimos concluir ele, agora vamos pra parte que torna interessante toda essa jornada e vamos dar o nosso melhor!”, comentaram.

Os grupos e confrontos do TI10 foram definidos com a SG pegando as equipes beastcoast, Elephant, Fnatic, PSG.LGD, Quincy Crew, Team Secret, Team Spirit e Vici Gaming. A explicou sobre o possível grupo da morte e a equipe que mais chamava atenção deles durante a Fase de Grupos.

“Nós não temos muito isso não, mas atualmente quem chama nossa atenção devem ser as mesmas que o mundo observa e quer chegar: PSG.LGD, EG, Secret e OG. Mas, atualmente, a gente pensa que muita coisa pode acontecer e é um campeonato completamente imprevisível. Esperamos dar o nosso melhor e poder mostrar pro mundo que esse TI vai ser totalmente diferente pra região SA e pro Brasil”, explicaram.

Em um grupo complicado, a escalação tem seu diferencial por ser formada por jogadores muito experientes do cenário. A SG explicou o porque não há motivos de hype e que vão jogar com consciência do que deve ser feito.

“A gente não tá criando expectativas de nada. Colocamos o pé no chão e como diria CPM 22; "Nada como um dia após o outro". Nós vamos com a consciência de que vamos dar nosso melhor, sem pensar em resultados, a gente quer jogar e mostrar que somos capazes e que essa jornada vai ter um desfecho sensacional pra gente”, comentou.

Para finalizar, perguntei sobre o formato desta temporada que tentou se estabilizar com por conta da pandemia. A equipe gostou do formato adotado para o DPC, mas que mudanças devem ser feitas para melhorar o cenário todo.

“Gostamos muito do formato de ligas, mas eles deveriam mudar algumas coisas. Nós jogamos 1 jogo por semana que conta muito, as vezes, isso pode ser revertido num momento de stress/adrenalina no próximo jogo, no caso horas depois. Mas, isso não acontece, porque o formato é assim e a gente entende. Eles devem fazer mudanças, mas espero que melhore o nosso cenário e o formato. A gente prefere mesmo o formato de Major/Minor, talvez seja mais competitivo e abre espaço para outros times tier2 que estão conquistando seu espaço a terem uma chance de se mostrar. Nós achamos que esse é o caminho para reerguer o nosso cenário brasileiro e fomentar mais ainda o SA”, finalizaram.

A grande estreia da SG Esports no The International 10 será nesta quinta-feira (7), às 10h00 (horário de Brasília). Os brasileiros estreiam contra a chinesa Vici Gaming, enquanto na sexta-feira (8), terá uma jornada tripla pela frente contra as equipe Fnatic, Team Secret e beastcoast.

As transmissões serão realizadas no canal oficial do The International e em português com o casting brasileiro.