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Com 34" de imagens perfeitas e 165Hz, Odyssey G5 é uma boa opção para jogos competitivos

Odyssey G5, monitor gamer da Samsung Divulgação/Samsung

Durante o período de aproximadamente duas semanas, tive a oportunidade de testar o novo monitor da linha gamer da Samsung, o Odyssey G5 34’’. Essa foi minha primeira experiência com um monitor ultrawide de resolução WQHD (o famoso 2k, que oferece 1,7 vezes mais pixels que um Full HD) e também que ultrapassasse os singelos 60Hz que o meu alcança - no caso do Odyssey, ele chega a 165Hz.

E por conta disso acredito que talvez eu tenha sido uma das melhores (e ao mesmo tempo a pior) pessoas para testar esse monitor que mais parece uma televisão. Sério, 34 polegadas é algo surreal para um monitor e quando ele chegou em casa a primeira coisa que veio na minha mente foi: "Para que um monitor desse tamanho?”.

Em menos de 15 minutos usando o produto e minha pergunta já não fazia sentido nem para mim mesmo. Sinceramente eu gostaria de nunca mais ter que usar um monitor “pequeno”. A gigante tela widescreen de 34 polegadas do Odyssey G5 mostrou-se extremamente eficiente e mais do que suficiente para acomodar as diversas tarefas que tive que realizar durante a minha rotina de trabalho, por exemplo, podendo facilmente organizar as janelas que usaria durante o dia (ou por um certo período).

Em um 3440 x 1440, o tamanho do monitor faz com que separar a janelas de aplicativos em dois (ou até mesmo quatro) seja uma tarefa simples e também extremamente eficaz - até mais do que usar dois monitores. Junto disso, a tela ultrawide possibilita uma boa divisão de tarefas, podendo também dividir a tela em duas com cada lado mostrando o dispositivo conectado à entrada DisplayPort ou HDMI através do Picture-by-Picture.

Atualmente, meu setup do dia a dia conta com dois monitores para facilitar a navegação entre diversos sites para conseguir realizar com mais facilidades minhas tarefas e funciona muito bem, mas usar apenas um monitor para isso é estranhamente muito mais fácil.

A curvatura de 1000 de raio do Odyssey G5 faz com que seus olhos não tenham que percorrer um caminho tão grande para encontrar uma outra tela, e assim acessar as informações necessárias. Com o intuito de cobrir totalmente sua visão periférica com a curvatura, é muito mais simples buscar essas informações em seu campo de visão.

Um dos grandes pontos positivos do monitor não são apenas suas configurações insanas, mas também o design do mesmo. Com bordas quase inexistentes que tornam a área útil da tela ainda maior e um simples botão para realizar todos os comandos necessários para fazer sua configuração, o G5 com certeza deixa seu setup ainda mais bonito de uma forma minimalista.

No entanto, apesar de tornar o setup e a rotina do dia a dia mais fácil e agradável aos olhos, o tamanho do monitor faz com que pessoas que não possuam uma mesa grande para seu setup, como é o meu caso, tenham algumas dificuldades na instalação.

Para se ter noção, tive que remanejar todo o meu setup para que a base do Odyssey G5 não ocupasse metade da minha mesa - mas isso pode ser resolvido com um suporte para monitor. Além do mais, ele não possui um meio de ajustar a altura do mesmo apesar de contar com uma altura que considerei ideal para mim.

Possuindo quatro entradas diferentes na parte traseira para alimentação de energia, Display Port 1.4, HDMI 2.0 e uma entrada para fones de ouvido, algo que senti muita falta foi um alto-falante mesmo esse tipo de recurso não sendo tão comum em monitores.

Em certo momento quis testar o monitor com o PlayStation 4, uma vez que pensei que o tamanho da tela seria ideal para jogar grande jogos como God of War, Homem-Aranha e Bloodborne, no entanto fiquei decepcionado por não poder ouvir as incríveis trilhas e efeitos sonoros em um alto-falante de qualidade.

Apesar de todo gamer (e até mesmo alguém que o usaria para trabalhar) ter um headset/fone em casa, as vezes jogar, assistir um filme ou um show com um alto-falante se torna uma experiência muito mais agradável e é um recurso que eu esperava que o monitor tivesse por conta da área que ocupa na mesa, além de seu preço - que talvez seja um dos maiores pontos negativos.

Também vale lembrar que minhas experiências assistindo vídeos, filmes ou séries não foram tão satisfatórias assim. E o motivo não foi nem a falta de alto-falantes, mas sim o fato de que esses conteúdos não se adaptam (assim como alguns jogos) ao formato ultrawide e faz com que essa experiência não tenha muitas vantagens em relação a um monitor comum.

Até o momento falei apenas da minha experiência durante o trabalho e assistindo coisas com ele, mas o que realmente importa para vocês, leitores, talvez seja minha experiência jogando. Enquanto estive com o monitor pude testar a interação do mesmo com uma variedade de jogos, entre eles Destiny 2, Borderlands 3, Valorant, League of Legends e alguns outros.

Como disse no começo, o tempo que levei para me adaptar ao novo monitor não demorou muito. Assim que o conectei a meu computador, rapidamente ele se configurou para as melhores opções e com seu HDR10 fez com que tudo que era exibido na tela ficasse mais bonito, principalmente os jogos.

Os 165Hz e o 1ms de tempo de resposta que o monitor fornece ao usuário se tornam ferramentas extremamente importantes em jogos de FPS competitivos como Valorant e até mesmo em jogos um pouco mais casuais como Destiny 2. No entanto, uma das maiores decepções que tive - e isso nem é culpa do monitor - foi jogar alguns jogos, como o próprio Valorant e Hollow Knight, que não se adaptam ao ultrawide, tendo que jogar com barras pretas ao lado, enquanto títulos como CS:GO se adaptam.

Mas sinceramente pra mim isso foi algo que me incomodou apenas nos primeiros minutos. Claro que jogar com a tela inteira como fiz em Destiny 2 é algo extremamente legal, mas é compreensível alguns jogos ainda não darem suporte a resoluções tão altas uma vez que o formato ultrawide está sendo incluído aos poucos no mercado e a taxa de hertz e resposta rápida foram mais do que suficientes para me fazer esquecer dessas barras pretas.

As configurações do monitor também vêm com uma série de opções para os mais diversos gêneros de jogos que vão de RPG ao FPS, onde quando escolhido o estilo de jogo o qual você quer que o monitor se adapte, configurações como brilho, nitidez, contraste e outras são ajustadas para a melhor experiência.

A verdade é que, tirando as barras pretas, minha experiência com o monitor dentro dos jogos foi extremamente positiva e me surpreendeu muito.

Como citei anteriormente, talvez o custo seja o principal ponto negativo do Odyssey G5 uma vez que o preço sugerido é de R$ 4.199 mil, e que vivemos em um país onde equipamentos com preços como esse são luxo para muitas pessoas. Entendo que o monitor traz uma série de recursos que justificam o preço, mas isso não muda o fato de estar muito salgado e pesado para o bolso da maioria dos brasileiros.

No entanto, é possível encontrar outros monitores da linha Odyssey por um preço um pouco mais acessível, mas não com as mesmas especificações.

Para concluir, acredito que o Odyssey G5 seja um bom investimento para aqueles que buscam uma alternativa para se livrar do setup de dois monitores e que desejam uma opção mais robusta e completa para o dia a dia, mas a verdade é que é tudo uma questão do que o usuário busca em um produto.

No entanto, é sempre bom lembrar de que seu computador precisa acompanhar o investimento com peças pelo menos intermediárias para extrair todos os benefícios do Odyssey G5.

Agora com o fim do teste, estou tendo dificuldades em me acostumar com o monitor de 18 polegadas que me acompanhou por anos - e que agora depois do G5 mais parece a tela de um celular. Sinceramente, eu nunca achei que um dia chegaria ao ponto de querer um monitor de 34’’ polegadas e com todos os recursos que o Odyssey G5 oferece.