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CSGO: Boltz reconhece os desafios do MIBR, 'estamos evoluindo aos poucos'

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"Tem sido bem legal e desafiador", crava Boltz sobre voltar a competir contra os melhores (2:27)

Ele ainda fala sobre as expectativas para o próximo campeonato (2:27)

Após a despedida do elenco liderado por kNg, o qual foi muito bem recebido pela comunidade e também trouxe bons resultados, as expectativas para aqueles que os substituiriam para a temporada de 2021 eram altas. Nomes conhecidos e um time dominante em sua região, foi assim que o novo elenco chegou.

No começo do ano fora anunciado que o quarteto que representava a BOOM no cenário brasileiros se juntaria a Danoco e finalmente dariam suas caras no cenário internacional. Há quem diga que o elenco estava escondido no Brasil.

“Pra gente foi muito bom ficar no Brasil e ganhar bastante coisa, porque é legal ganhar, mas também foi uma época que a gente perdeu bastante tempo teoricamente (...) No Brasil basicamente tudo o que a gente tentava dava certo, então não tínhamos muito parâmetro para o que dava errado e aqui na Europa começamos a ver algumas coisas que não funcionavam tão bem”, comenta Boltz em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

Vestindo o pesado manto de uma das organizações mais lendárias do cenário brasileiro e acompanhados de uma grande pressão que, querendo ou não, havia sido deixada pelos atletas que antes carregavam o nome da MIBR, a equipe chegou no Velho Continente buscando provar seu valor e repetir suas conquistas em solo brasileiro - só que dessa vez contra adversários mais desafiadores.

Instalados dentro da região mais competitiva e lar das maiores equipes do título, o terreno tornou-se tortuoso e muito mais complicado do que antes e, consequentemente, replicar o sucesso atingido em solo tupiniquim se tornou uma tarefa muito mais difícil.

“A gente sabe que o cenário da Europa está muito mais evoluído, então nosso jogo ficou um pouco defasado e sofremos bastante com a saída do Felps porque ficamos basicamente um ano jogando juntos. Chegamos na Europa já tendo que mudar muita coisa e ver um novo estilo. Tivemos esse baque um pouco mais forte nos primeiros meses”, conta Boltz sobre as dificuldades encontradas pela equipe com a mudança de cenário.

Emaranhados em uma série de mudanças tanto de cenário, de jogadores e também de estilo de jogo, os brasileiros têm tido dificuldades com o período de adaptação, que tem durado mais tempo do que o esperado. Ainda se ajustando ao novo cenário e às novidades no elenco, a equipe brasileira mostrou algumas inconsistências ao enfrentar tanto equipes grandes quanto equipes do Tier 2.

No entanto, mesmo com essas dificuldades, os brasileirinhos vem mostrando que estão no caminho certo para evoluir ao apresentar jogos onde a vitória escapa de suas mãos por meros detalhes, como vimos acontecer em partidas dos últimos campeonatos.

“Tem vários fatores, às vezes um jogo é uma coisa e no outro é outra coisa. É bem difícil, a gente sabe que os resultados não estão sendo muito bons, mas sabemos que fizemos bons jogos com resultados perto contra grandes equipes. Estamos sempre perto mas nunca o suficiente, então estamos evoluindo aos poucos”

ENCONTRANDO A MELHOR SAÍDA

Em busca de aumentar seu leque de opções, buscar novas estratégias e estilos de jogo, a equipe colocou sua caravana em um caminho oposto ao que o resto do cenário vem tomando como rota principal: em meio a despedidas de sextos jogadores ao redor do mundo, a MIBR inovou ao anunciar a chegada de Exit para ocupar essa posição.

Vindo de um bom ano no cenário brasileiro ao lado da organização portuguesa Sharks, o jogador que já se encontra treinando com a equipe substituiu Danoco em sua primeira semana ao lado da equipe.

“A gente tinha essa ideia a bastante tempo, mesmo antes de vir para o MIBR [ter um sexto jogador]. É algo bem novo ainda pra nós e estamos aprendendo como vai ser, o que podemos utilizar e o que não pode - no caso do RMR que não pode ter seis jogadores. É mais uma questão da comissão técnica, de ter essa decisão de trazer um novo jogador, ver quem vai jogar e tudo mais”, conta Boltz sobre a nova adição ao plantel.

“Estamos gostando, o Exit é um grande jogador, jogamos contra ele no Brasil o ano inteiro e foi um cara que fez um 2020 excelente também com a Sharks, enxergamos isso e achamos um grande jogador pra trazer”, completa.

O novo integrante não chega para dividir posição com um jogador em específico, no entanto, em seus primeiros treinos ao lado da equipe substituiu a adição mais recente da equipe que antes representava a BOOM: Danoco.

Entre ambos os jogadores, Boltz acredita que cada um possui um estilo de jogo para ajudar a equipe a mudar um pouco o ritmo. “Eles fazem funções diferentes, o Danoco é um cara que gosta de correr e ir na frente, enquanto o Exit é um cara mais calmo, que joga mais para trás, então tem essa diferença”.

PRÓXIMOS DESAFIOS

Alocado ao lado do resto do elenco em um centro de treinamentos em Waiblingen (Alemanha), mais uma vez em sua carreira, Boltz coloca-se à frente das melhores equipes do mundo buscando trazer orgulho aos fãs brasileiros e alcançar a tão sonhada glória de cravar seu nome no topo.

A caminhada até o momento tem sido difícil? Sim. No entanto, estar na melhor região do mundo traz grandes benefícios e, entre eles, está a oportunidade de jogar grandes campeonatos - algo que Boltz não conseguiu tanto no Brasil quanto ao lado da Luminosity, por exemplo - e principalmente aprender com os melhores.

“O alto nível tem me dado um aprendizado muito grande e o time também está aprendendo muita coisa. É outra parada ter 50 times para treinar e desses, 45 serem muito bons para opção de treino. Estamos aprendendo muito e tem sido desafiador”, avalia.

A próxima oportunidade da MIBR se provar dentro dos servidores do FPS será nesta quarta (14) às 13h30, onde terão a difícil tarefa de enfrentar seus conterrâneos da FURIA em uma melhor de três. Até lá, os treinos seguem a todo vapor e a decisão de qual será o elenco que jogará as partidas será da comissão técnica, segundo Boltz, que avaliará a melhor opção.

“Estamos treinando bem e achamos que podemos ir super bem, mas a Blast é eliminação única, então é um playoff que se estiver em um dia ruim você pode ser eliminado rapidamente, mas também acontece o oposto. Estamos treinando super bem e estamos muito confiantes para essa Blast”, conclui a entrevista.