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Moldado a ferro e com um sorriso estampado no rosto, Steelega busca conquistar o mundo

Atualmente jogando pela Movistar Riders, Steelega é um dos principais nomes brasileiros no cenário internacional Movistar Riders

Nos últimos anos, equipes internacionais estão cada vez mais recebendo brasileiros para encarar as batalhas que acontecem nos servidores de Counter-Strike: Global Offensive. Vimos nascer a Godsent, as diversas formações do MIBR, Coldzera no FaZe Clan e por aí vai. Porém, um dos grandes nomes do cenário brasileiro vem atuando na europa desde 2019 e cravando seu nome à fogo e brasa: Lucas Benedito Lopes, ou simplesmente Steelega.

Natural do pacato município paulista de Birigui, a história começa do mesmo jeito que muitas outras histórias brasileiras. Com apenas oito anos e paixão de sobra por jogos, Steel foi um daqueles brasileiros que batia ponto nas lan houses.

Entre suas jogatinas dentro do estabelecimento, foi quando teve seu primeiro amor à primeira vista: o Counter-Strike.

“Eu sempre fui uma pessoa muito competitiva, nunca fui muito de jogar jogos single player. Então quando eu me sentei lá na lan e vi que jogava um contra o outro, que tinha time e tal, eu já me apaixonei”, conta sobre sua primeira experiência com o CS.

Em meados de 2005, Steelega ganhou de presente seu primeiro computador. Foi no dia do seu aniversário que veio a máquina dos sonhos para bater aquela gameplay. Porém alguma coisa estava errada: o jogo que ele queria era Day of Defeat, mas seu pai trouxe um tal de Counter-Strike: Source.

“Eu pedi pros meus pais comprarem Day of Defeat, mas eles compraram o jogo errado, eles compraram o CS: Source. Eu gostava de jogos assim mais ambientados na segunda guerra mundial, mas gostava muito de CS ainda e aí eles compraram o CS: Source enganado, que eu também amei”, relembra dando risada.

Sem ligar muito para o engano, apenas o fato de ser um jogo competitivo já ajudou muito na aceitação. Criança só quer saber de se divertir, mas essa diversão acabou sendo apenas uma consequência e trouxe à tona um grande desejo de competir; mas principalmente, de ganhar!

Se jogando no meio de qualquer time que pudesse lhe dar a oportunidade de competir, foi com 12 anos que sua história dentro do competitivo começou; uma história de tentativas e erros, mas muito aprendizado.

“Eu era uma pessoa muito confiante, muito audaciosa também, principalmente pela minha idade. Eu pensava: ‘Cara, eu posso entrar em qualquer time que eu sei que eu vou me destacar e eu vou pra algum time melhor’, na pura arrogância daquela idade de onze anos né. E foi o que aconteceu”, conta sobre sua mentalidade enquanto criança.

A ORIGEM

Como encontrava esses times? Usando seu nick dentro de jogo. E, por incrível que pareça, sua primeira oportunidade veio bem rápido. Sem muitas expectativas em seu primeiro time, o brasileiro se juntou a uma equipe chamada ROTA, que, apesar de ser criada e composta por amigos, já tinha postura de amadora com treinos e tudo mais.

Na mesma rapidez que entrou, também se despediu. Depois de um tempo representando a ROTA, Steel teve a oportunidade de se juntar à Reload, “que já era um time já bem mais forte no Source, a gente já conseguia chegar nas finais, ganhar um ou outro campeonato online”.

O timing foi perfeito. Steel entrou na Reload e os campeonatos de Source começaram a ganhar mais força no solo brasileiro; e o melhor de tudo: campeonatos presenciais. Infelizmente, ainda muito jovem para sair desbravando o mundo e a pouco mais de 500km de São Paulo, os campeonatos online eram a única opção para se manter em forma.

Até mesmo seus companheiros de time duvidavam se Steel era real ou não.

Dois anos na mesma e disputando todo campeonato online que surgia, foi em 2008 que a chance de viajar à capital paulista chegou. Colocou seu chapéu, pegou sua vara de pescar e foi atrás dos peixes grandes que participariam do campeonato: Yeah! e Rio Sinistro - antiga MIBR com Cogu, Nak, Bit e Yel.

Alcançando o terceiro lugar, a estreia do brasileirinho em competições presenciais foi boa para alguém acostumado a jogar apenas campeonatos de casa. Colhendo os frutos que havia semeado pelo chão, no começo de 2009 se juntou ao CNB.

O Source nunca foi de ter muitos campeonatos. Claro, existia um ou outro, mas a frequência não chega nem perto de ser a mesma que vemos hoje em dia. Por conta disso, a rotina do jogador se tornou um pouco diferente da usual: “De 2009 a 2011 eu ficava intercalando entre jogar CS e Call of Duty. Eu também entrei no cenário competitivo de Call of Duty e eu gostava muito do jogo. Na verdade, nesses três anos eu ficava só jogando Call of Duty e aparecendo pra jogar os campeonatos de CS quando aconteciam”.

“A CNB pagava as minhas passagens, então eles meio que me introduziram nos campeonatos em lan house. A equipe foi super importante por conta disso, eles começaram a dar um apoio que não existia no Source”, conta Steel sobre a importância da CNB em sua carreira.

Conciliando a carreira nos dois jogos e jogando apenas seis campeonatos no período de dois anos, os Blumers não conseguiram alcançar nenhum título. Os resultados ruins fizeram com que Steel deixasse a equipe azulada e fosse para a TargeTDown em 2011, que não só lhe rendeu títulos ao lado de grandes nomes como Cogu, zqk e zakk, mas também lhe introduziu ao cenário internacional.

Após um tempo, como todo ciclo natural, tanto dos humanos quanto dos jogos, em um momento o Source morreu. A causa da morte? A chegada do CS: Global Offensive, em 2012.

Foi o fim de uma era.

A TRANSIÇÃO E O RECOMEÇO

Renascendo com o Global Offensive, o Counter Strike começou a dar seus primeiros passos para se consolidar como um dos maiores FPS do cenário de eSports e Steel esteve lá quando tudo era mato.

Agora como ProGaming.TD, a equipe acompanhou a mudança e partiu para o novo título. Logo se tornaram uma das primeiras equipes a disputar um campeonato do novo título internacionalmente, durante uma DreamHack Winter 2012, onde enfrentaram o maior gigante de todos: Ninjas in Pyjamas.

Digo o maior gigante de todos porque, na época, a organização “só” estabeleceu o recorde de 87 vitórias sem perder. Coisa fácil, pô.

"Eu pensava: 'Cara, eu posso entrar em qualquer time que eu sei que eu vou me destacar e eu vou pra algum time melhor', na pura arrogância daquela idade de onze anos né" Steelega, jogador da Movistar Riders

Seu segundo “hiato” veio logo depois do quinto lugar nesse campeonato. A formação na escola veio, o cenário de eSports ainda estava se desenvolvendo e por isso o brasileiro teve de encontrar uma forma de conseguir uma renda extra.

“Comecei a trabalhar na biblioteca de uma faculdade e aí eu meio que larguei um pouco o CS. Nunca larguei total, nunca parei de jogar, eu sempre jogava e tal, mas assim, não levava muito a sério porque o horário que eu trabalhava era muito estranho, então depois eu só queria chegar em casa e dormir”, conta o jogador sobre a pausa.

Quase dois anos depois aturando a rotina de trabalho bizarra, o brasileiro teve mais uma grande oportunidade de representar os brasileirinhos internacionalmente durante a MLG X Games Aspen e no qualificatório da ESL One Katowice, representando a KaBuM.TD - fusão entre as equipes de limeira e a TargeTDown.

“Depois desse campeonato em Aspen a gente mudou de organização de novo, mas continuou o mesmo time. Viramos Keyd Stars e em 2015 a gente começou a morar fora”, conta o jogador.

Sem dúvidas uma das melhores e mais memoráveis equipes brasileiras da época, o elenco formado por FalleN, fer, steel, zqk e Boltz mostrou ao mundo a excelência brasileira ao se tornar o primeiro time brasileiro em uma campeonato mundial do jogo, e passou a competir a Pro League internacionalmente, resultando na mudança para os Estados Unidos.

Quatro meses em terras internacionais e após conquistar alguns campeonatos de Tier B e C, a equipe chamou atenção de grandes organizações e mais uma (das várias) mudanças veio: o elenco foi contratado pela Luminosity.

A LUMINOSIDADE POR TRÁS DA PORTA QUE SE ABRE

Representar a organização fez com que a ida dos jogadores aos Estados Unidos deixasse de ter uma data para retorno, para se tornar uma viagem com data de volta indefinida. Imagina? Representar uma organização gringa e treinar contra os melhores… é o sonho de todo jovem que almeja se tornar profissional.

É lógico, ainda existe todo aquele medo dos pais de deixar os filhos irem para outros países para jogar; imagina a seis anos atrás quando o cenário nem era tão grande assim. Felizmente para Steel, isso nunca aconteceu.

“Eles eram meus maiores fãs, não viam a hora da gente ter jogo, começaram a entender o jogo, não perdiam uma partida, perguntavam, começaram a ser super participativos e nunca tive nada negativo em questão a relação aos meus pais por causa de estar indo jogar lá fora”, conta entusiasmado e mostrando orgulho de sua família enquanto relembra.

Com uma nova porta aberta para sua carreira, saindo das terras tupiniquins, se estabelecendo no cenário norte-americano e vestindo um manto internacional, a Luminosity foi a primeira equipe internacional que Steel representou.

Foi ao lado de jogadores brasileiros que hoje possuem seus nomes marcados a fogo no hall da fama do CS, que a equipe chegou na gringa para disputar títulos e premiações de campeonatos Tier 1 contra os maiores peixes do cenário.

No entanto, nem tudo é como se espera, sua primeira experiência vivendo e jogando longe do Brasil não foi nem de perto como esperava. Fora de jogo tudo era mais que perfeito. Dentro de jogo? Ai é outra história.

“Não foi um bom momento na minha carreira. Foi um momento que, dentro do servidor individualmente, eu jogava muito mal, muito mal. Fora do servidor a gente não tinha problema nenhum, eu me dava super bem com todos, era tudo ótimo. O problema é que dentro do jogo realmente eu não consegui jogar bem”, conta Steel em tom de desapontamento.

Quatro meses representando a organização canadense e nada de seu desempenho dentro de jogo melhorar. Nenhuma organização gosta de ter resultados ruins, e foi quando a notícia da substituição iminente realmente chegou: junto de Boltz e nak, seria substituído por TACO, fnx e zews.

“Nesse momento que eu fui substituído no Luminosity para entrar o TACO e o fnx depois, por mais que tenha sido um momento difícil, foi um momento de muito aprendizado. Eu evolui bastante depois de ser substituído e me ajudou bastante a chegar onde eu estou hoje”, comenta.

Algo extremamente importante para Steel é se manter fiel a si mesmo. E foi o que fez durante o momento difícil em que se encontrava, em meio ao caos da substituição que embaralhou toda sua carreira, Steel buscou encontrar nas coisas ruins pontos positivos que pudessem ajudar em sua evolução como jogador e também como pessoa.

E que jeito melhor de fazer isso do que voltando para suas raízes.

O RETORNO

É complicado ter uma grande oportunidade e não conseguir desempenhar quando o momento chega. É comum os seres humanos começarem a se questionar ou até mesmo desistir após tudo dar errado e, mesmo com todo seu otimismo, com Steelega não foi diferente.

De volta à terra do samba, que na época ainda possuía um cenário competitivo de CS:GO embrionário, foi quando o brasileiro pensou: “Vou parar! A minha chance foi essa, tive minha chance e não consegui”.

"Fora do servidor a gente não tinha problema nenhum, eu me dava super bem com todos, era tudo ótimo. O problema é que dentro do jogo realmente eu não consegui jogar bem" Steelega sobre primeira passagem pela Luminosity

Mas rapidamente foi fortemente incentivado a desistir da ideia e foi quando percebeu que seus pilares não o deixariam cair tão fácil.

“Quem fez eu continuar foram meus pais, eles falaram: “Não, você vai continuar. Você vai continuar jogando sim”. Eu tinha proposta em alguns times do Brasil, eles falaram para eu aceitar e continuar jogando. Passei algum momento pensando, eu não sabia ao certo, mas logo aceitei”, revela.

De volta ao Brasil, quer jeito melhor de voltar ao cenário do que representando uma velha amiga? Aliás, revisitar velhas equipes e reencontrar companheiros é algo que o jogador fez com certa frequência durante sua carreira.

Mais uma vez se mostrando importante para sua carreira, Steel voltou ao cenário brasileiro para representar a CNB ao lado de nomes notórios atualmente, como Spacca (comentarista de Valorant), Chucky (treinador da GODSENT), Guerri (treinador da FURIA) e Leon (aposentado).

A volta de Steel para o CNB foi como apertar o retry em um jogo após uma fase difícil - era a hora de recomeçar de seu checkpoint inicial. Aliado aos jogadores oriundos do Counter-Strike 1.6, o início da equipe foi marcado pela adaptação dos jogadores ao novo título.

“É uma galera mais madura, sabe? Eu achei legal. Os caras conheciam muito pouco de CS:GO, então eles meio que foram aprendendo juntos aos poucos e eu também passei o máximo que eu podia passar pra eles”, diz sobre seus companheiros de equipe.

Mais uma vez em uma breve passagem, o clima entre os jogadores era bom. Mas infelizmente, um clima bom, apesar de ser um grande fator para o sucesso, não ganha título. Sem conquistar muito pela CNB, a possibilidade de ter melhores resultados com uma outra equipe foi algo que fez com que o jogador aceitasse a proposta de uma das maiores organizações brasileiras do CS: G3X.

E não é que a possibilidade se tornou realidade? Durante os quatro meses que atuou pela G3X, Steel, kNg, Caike, Michel e Pava, formaram a equipe mais dominante da época, perdendo apenas dois campeonatos dos que participaram dentro do cenário brasileiro.

Com bit ocupando o lugar de pava no plantel, em outubro daquele ano, a equipe protagonizou uma final tão dominante quanto sua campanha no decorrer de 2016 na ESL Brasil Premier League Season 2 contra a Big Gods, onde emplacaram um 16 a 0 seco e incisivo.

“Foi uma final super legal, fazia tempo que eu não jogava em um palco daquele e eu acho que os outros quatro nunca tinham jogado. Eles já tinham jogado em palco porque eram jogadores muito experientes, mas um palco daquele nível, de nível de campeonato mundial acho que era novidade para eles também”, conta entusiasmado sobre a volta aos grandes palcos.

O SONHO NÃO PODE MORRER

Inclusive, foi durante esse torneio que mais uma porta se abriu para Steelega fazer bonito no cenário internacional. O campeonato foi disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, mesmo lugar onde estava sendo disputada as finais da ESL Pro League Season 4 - e a Immortals marcou presença.

A equipe norte-americana não foi capaz de passar da fase de grupos e viu a necessidade de fazer mudanças em seu elenco. A busca de um capitão para substituir zews e Steel vindo de uma boa fase na G3X. Tudo pareceu se encaixar.

“Eles decidiram que iam substituir o zews e que eles gostariam de ter um capitão. Na época eu não era o capitão do G3X, mas encontrei o boltz e o zakk na after party e o convite rolou ali. Eu não pensei nem duas vezes”, conta acerca da aproximação para representar a Immortals.

Já com o visto em mãos por conta de suas experiências anteriores no exterior, foi questão de menos de um mês e Steel já tinha se juntado à equipe nos Estados Unidos. Assim as preparações começaram para a iBUYPOWER Masters 2016 e, depois de um tempo, finalmente Steel voltou a sentir a ansiedade de competir contra os melhores.

Comentei que “tudo pareceu se encaixar” para a ida de Steel à Immortals e de fato se encaixou: mais rápido do que imaginavam, o título veio. Campeões em cima da Cloud9, o novo elenco da Immortals estreou com o pé direito e deixou os brasileiros ansiosos para o que viria no futuro da equipe.

Ao lado de Boltz, kNg e dos gêmeos Lucas e Henrique, Steel formou um dos elencos brasileiros mais carismáticos que pudemos ver nos últimos anos lá fora. Acompanhado desse carisma, veio todo um bom desempenho e bons resultados para a equipe - mesmo que a glória de levantar um troféu não tenha vindo com tanta frequência.

Até finalista de Major a equipe foi, lá na Cracóvia. Após entrar de fininho pela porta dos fundos com a última vaga do classificatório, a equipe liderada por Steel garantiu sua vaga nos playoffs ao bater em times como Na’Vi, Flipsid3 e avançou até a final do campeonato depois de deixar BIG e Virtus.pro pelo caminho.

Na finalíssima, faltou pouco. A série começou de maneira convincente para os brasileiros, que viram os russos da Gambit Esports voltando no placar e levando os dois últimos mapas de virada. O topo estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe e, mesmo com o sabor amargo de chegar tão perto, Steel leva o momento com orgulho.

“Ao mesmo tempo que foi a melhor colocação que eu tive, nossa, aquela final doeu bastante! É uma sensação que é muito difícil falar. Depois que acabou a final, foi uma sensação muito ruim no momento, só que pra mim a gente fez algo que eu gosto. Hoje eu me orgulho”, relembra sobre a segunda colocação no Major.

Dias de luta, dias de glória. Depois do vice-campeonato a equipe entrou em um platô e não conseguiu performar durante os torneios, com a conquista mais expressiva sendo novamente a segunda colocação, dessa vez durante a Dreamhack Open Montreal 2017.

Infelizmente tudo que é bom dura pouco e é comum vermos grandes equipes que alcançaram tanto, se quebrando no meio do caminho. Não foi diferente. Em meio a desentendimentos e a baixa performance, cada jogador seguiu seu rumo e a equipe se desfez.

“Não tenho nada a reclamar, todos os teammates que eu tive foram sensacionais e, apesar de todos os problemas, da gente ter se desentendido em determinados momentos, eu só guardo boas lembranças e foi uma época que eu amo da minha vida”, relembra com orgulho e nostalgia.

TRANSFERÊNCIA PARA A CAVALARIA

Tinha chegado a hora de Steelega se despedir daquela equipe que ajudou a deixar imortalizada na história do CS e encontrar um novo desafio. Calçou sua bota, colocou a sela em seu novo cavalo e se juntou à Cavalaria.

A Team Liquid sempre mostrou um carinho especial pelos brasileiros. Primeiro Steel e zews, depois Taco e agora Fallen. Sair da zona de conforto e enfrentar novos desafios parece nunca ter sido um problema para o brasileiro e sua transferência para a organização trouxe exatamente isso: junto do técnico zews, seriam os únicos brasileiros da equipe.

Falando inglês pra lá e pra cá, Steel conta que a adaptação a um novo ambiente, formado majoritariamente por jogadores norte-americanos, “foi muito difícil, porque o meu inglês naquela época não era tão bom, era um estilo de jogo bastante diferente e é como eu falei, todas as passagens da minha carreira foram feitas todas de aprendizado”.

Novos ares, novos desafios, problemas antigos. Substituindo Stanislaw e aos comandos do grande capitão nitr0, que hoje se encontra no cenário de Valorant, velhos fantasmas voltaram para assombrar a vida do brasileiro.

“A passagem pela Team Liquid, diferente do Immortals, foi uma época que dentro do servidor eu não era feliz, não conseguia performar, jogava muito mal e não me sentia feliz por conta das minhas performances”, comenta com certa tristeza nas palavras.

Ao lado da Cavalaria, por incrível que pareça, alcançou bons resultados ao conseguir se manter entre as três melhores equipes na maioria dos campeonatos que participaram. Mas, o único resultado expressivo que alcançaram foi durante o cs_summit 2, ao deixar grandes equipes como SK e Heroic pelo caminho e conquistar o título em cima de uma Cloud9 recém campeã de Major.

A gratidão é enorme, mas sua breve passagem pela Liquid chegou ao fim quando percebeu que talvez a equipe pudesse “ir mais longe se eu for pro banco, sentia que eu tava atrasando um pouco os caras por conta das minhas performances”.

Mais uma vez, chegou a hora de recomeçar e, novamente, a solução foi dar um passo para trás.

RETORNO À LUMINOSITY

Sem os mesmos nomes que defendiam a organização durante sua primeira passagem, Steel voltou para a Luminosity em busca de retomar sua felicidade dentro dos servidores.

Dessa vez como capitão do elenco, que em pouco tempo recebeu os gêmeos no lugar de pkl e Shoowtime, Steel voltou à Luminosity com um desempenho que deixaria qualquer um com um sorriso estampado de orelha a orelha.

O primeiro resultado positivo veio logo, sem mesmo ter tempo para treinar direito. Um mês de preparação foi o suficiente para que a equipe composta por Steel, yel, Nekiz e os gêmeos alcançassem em julho de 2018 o vice-campeonato da DreamHack Valência. A confiança não subiu, ela decolou.

“Jogamos a DreamHack e pensei: ‘Caramba, que louco’. Vamos voltar, jogando com brasileiros e vamos voltar a boa fase, jogar os campeonatos grandes tudo de novo. A gente ia pras férias depois disso, eu fiquei super feliz e pensei ‘Nossa, os momentos de Immortals vão voltar’. Primeiro campeonato e a gente já chega em uma final da DreamHack”, conta com um tom de quem já sabe que as coisas não aconteceram como imaginava.

O bom desempenho não se repetiu. Ganhando apenas o GG.BET Summer Brazil, campeonato de Tier C, e ficando em segundo novamente na DreamHack Atlanta, o segundo semestre de 2018 não chegou nem perto das projeções feitas pelo capitão.

Meses se passaram e a equipe não foi capaz de se classificar para grandes campeonatos e, dos que participou, sentiu o gosto amargo das últimas colocações. Nada estava se encaixando e com isso, uma baixa na equipe: yel estava de saída, enquanto Boltz, que havia sido enviado ao banco da SK Gaming, entrava para substituí-lo.

“Luminosity ficou quase o Immortals, só não tinha o kNg que era o Nekiz no lugar. Mais uma vez, um time no papel muito forte, um time que já se entendia. O Boltz já conhecia os gêmeos então não tinha esse negócio de não se conhecer fora do jogo, nem dentro do jogo, tínhamos um time excelente”, compara as equipes.

A renovação do plantel com velhos conhecidos apesar de ser uma boa ideia, pareceu não surtir efeito. Repetir o sucesso que obtiveram em 2017 durante os tempos de Immortals não foi uma tarefa fácil... na verdade foi tão difícil, que ele nunca veio.

As dificuldades continuaram e a elite do cenário escapou das mãos do elenco. Não estamos falando de dificuldade para se classificar para campeonatos grandes, estamos falando de dificuldade para se classificar para qualquer campeonato no geral.

Agora na segunda divisão, a equipe não conseguiu trazer bons resultados em campeonatos onlines e sequer conseguiu se classificar para os presenciais.

Os olhos da equipe que não conseguia alcançar nenhum resultado brilharam ao serem convidados para participar da Pro League Season 9 em um grupo recheado com a nata do CS. Uma participação irreconhecível até mesmo para os próprios jogadores classificou a equipe em primeira ao derrotarem MIBR e Envy, e dar trabalho para a Cloud9.

“No campeonato em lan, que foi o único que a gente conseguiu jogar porque fomos convidados, passamos em primeiro com três equipes muito fortes. A gente se uniu um pouco mais depois desse campeonato, porque, com os maus resultados, o time tava numa situação um pouco difícil”, conta sobre como o bom desempenho afetou o clima dentro equipe.

O respiro após uma série de resultados ruins se tornou visível e necessário nos próximos campeonatos e classificatórios, onde conseguiram apresentar desempenhos muito melhores do que vinham mostrando. Apesar de não levar nenhum troféu para casa, a confiança e a felicidade vieram rapidamente; e assim como chegaram, foram embora.

"Ao mesmo tempo que foi a melhor colocação que eu tive, nossa, aquela final doeu bastante" Sobre o vice-campeonato no Major Cracóvia com a Immortals

19 de junho de 2019. Esse foi o dia em que tudo desabou dentro da equipe da Luminosity. Alocados em Montpellier, uma pequena cidade no sul da França, os brasileiros se preparavam para mostrar ao mundo a força do esquadrão brasileiro nas finais da Pro League.

Final de temporada e primeiro evento mundial da equipe depois de muito tempo, o que Steel mais queria era continuar com a boa fase e fazer o time ir pra frente. Mas a vida tinha outros planos. Iniciando o campeonato com derrota para a HellRaisers durante a fase de grupos, não tardou até que a harmonia da equipe fosse quebrada.

“Chegamos lá e aconteceu uma briga interna dentro do nosso time que não foi nada legal depois da primeira partida. Jogamos a partida e perdemos, rolou esse mal entendimento interno no nosso time e aí o time meio que quebrou”, lembra chateado.

O clima ruim havia se instaurado. A Luminosity falhou em mostrar seu jogo para o mundo e deu adeus à competição em último lugar após ser derrotada por seus conterrâneos da MIBR. Quebrados, o time se dissolveu lentamente... até sumir.

Lucas para MIBR, Felps para a Luminosity. Henrique para o banco e Skullz como novo titular. Novas adições e resultados ainda insatisfatórios. Após voltar para os Estados Unidos, a Luminosity encerrou suas atividades com o FPS depois de falhar em se classificar para a DreamHack Masters Malmö 2019.

Mais uma vez, Steel estava em busca de um time para continuar sua longa jornada. Não era hora de parar.

O PERCURSO PARA MADRID

“Quando o time da Luminosity se desfez, a gente decidiu que cada um ia para um time, que cada um ia seguir sua vida. A gente até tentou depois que saímos do Luminosity, ficamos um tempo procurando sem organização, vendo se a gente conseguia achar uma organização para a mesma composição que a gente tomou disband, mas não conseguimos encontrar nenhuma”, lembra do momento desesperador.

A busca por uma nova casa foi exaustiva. Junto do treinador zakk, por algum tempo Steel procurou uma organização que fosse lhe dar uma oportunidade para voltar a competir com os maiores. Mas a oportunidade nunca veio (em partes).

As esperanças do brasileiro foram levadas a altura quando recebeu, em 2019, a única chance de continuar competindo internacionalmente. Uma organização espanhola do Tier 2, com sede em Madrid, entrou em contato com o brasileiro com uma proposta para capitanear seu time de CS:GO.

A organização? Movistar Riders.

Sem pensar duas vezes, o brasileiro se jogou na oportunidade como sua última e entrou para dar seu sangue. Dar um passo para trás e recomeçar com uma equipe que não está consolidada na elite foi uma decisão que deixou uma pulga atrás da orelha de quem acompanhava o jogador; principalmente pelo seu histórico em organizações mais notórias.

“Apesar da Movistar Riders não estar no Tier 1, não ser uma equipe conhecida pelos brasileiros, eu conhecia a organização por conta dos bootcamps. Eu sabia que essa organização não ia me deixar na mão, eu sabia que a estrutura dos caras era nível Tier 1, pode ser que, por mais que a organização no papel não fosse muito conhecida pelos brasileiros, eu sabia que de organização era nível elite e não ficava para trás em comparação a nenhuma”, não poupa elogios ao falar de sua nova casa.

“Voltou um pouco daquele Lucas criança que era bem confiante e eu pensei: ‘Vou entrar nesse time, vou pra Europa que é onde estão os melhores e eu quero estar entre os melhores. Eu sei que eu vou ter todo o apoio necessário da organização porque ela é insana. Vou chegar na MDL, a gente vai melhorar junto como equipe, vamos subir pra ProLeague e eu vou voltar, com esse time, pro Tier 1’”, completa com um tom de voz que, mesmo sem câmera, deixou evidente que um grande sorriso estampava seu rosto.

Com os olhos brilhando ao cogitar a possibilidade de voltar a jogar com os melhores, Steel abraçou a ideia de se juntar à equipe para chegar ao topo. Mas dessa vez, começando por baixo. Se juntando à equipe no final de 2019, o período de adaptação para atuar efetivamente como capitão durou aproximadamente duas semanas.

Sem conhecer muito o espanhol e tendo “La Casa de Papel como única noção que tinha”, o brasileiro teve dificuldades para acostumar-se ao novo ambiente e idioma. Logo, Steel revela que aprendeu “o básico do espanhol e as palavras chaves” nas primeiras semanas para poder se comunicar com seus novos companheiros.

O recomeço foi tudo o que queria: trouxe de volta a felicidade na vida de Steel e o colocou em uma crescente. Capitaneando o esquadrão, os jogadores surpreenderam Steel e juntos alcançaram bons resultados durante os últimos meses de 2019, participando de uma DreamHack e classificando-se em quase todos os qualificatórios que participaram, mostrando a força espanhola ao ganhar e dar trabalho para grandes equipes como ENCE, BIG e até mesmo FURIA.

Com o começo acelerado e bem-sucedido da equipe para o tempo que estavam juntos, as expectativas para 2020 eram maiores que seus sonhos, no entanto, um problema entrou em seu caminho: coronavírus. O fato dos campeonatos começarem a ser realizados de forma online devido a pandemia causada pela doença, fez com que os resultados da equipe se tornassem inconstantes.

Mesmo com a inconstância, mais uma vez o sorriso voltou a estampar o rosto de Steel ao saber que protagonizou uma das maiores conquistas para o cenário espanhol. Pela primeira vez na história do jogo, um time espanhol se classificou para um Minor.

“Eu senti que eu tive uma grande contribuição para algo histórico no CS espanhol, lógico, com a ajuda da organização, com a ajuda de todo mundo, não sou o causador disso. Mas eu fiquei muito feliz de ter feito parte de algo histórico”, extravasa sobre a conquista alcançada.

E, assim como o desempenho, a conquista também acabou sendo afetada pelo coronavírus: o Minor foi cancelado e o Road to Rio anunciado como substituto. Mas esse foi só mais um dos socos que a vida jogou na direção de Steel e, assim como os outros, se levantou mais forte que antes.

Em sua primeira partida dentro da série de campeonatos que classificaria os times para o Major realizado no Rio de Janeiro, a equipe estreou bem com uma vitória por 2 a 0 em cima de uma Mousesports que vinha se mostrando como uma das melhores equipes da modalidade.

Boa série contra a FaZe, derrota para a North e vitória sobre a Fnatic. Apesar de não ter chegado aos playoffs do campeonato tão importante e terminar em 11º lugar, a boa campanha da equipe os colocou nos radares do competitivo e trouxe confiança aos jogadores da equipe, fazendo-os entender seu verdadeiro potencial, e que o caminho que estava sendo trilhado eventualmente os levaria ao topo.

“Fiquei super feliz com o resultado, fizemos um excelente primeiro campeonato! Por conta disso a gente começou a aparecer nos radares, porque até a então a Movistars era uma equipe era sempre o underdog, então já começamos a aparecer nos radares, a receber invites para certos campeonatos”, analisa sobre as oportunidades trazidas pelo bom desempenho no Road to Rio.

Mesmo com a grande conquista, a inconstância ainda continuou a incomodar a equipe. Sem conseguir se classificar para outros campeonatos Tier 1, o resto da primeira temporada de 2020 trouxe apenas vitórias em campeonatos pequenos e consigo, uma grande mudança no elenco.

"To super feliz, deu super certo, então a minha primeira experiência como empresário foi super positiva e eu pretendo continuar" Steelega, jogador brasileiro de CS:GO

Com a chegada de shokz e larsen, da Estônia e Dinamarca respectivamente, a comunicação da equipe deixou de ser em espanhol e mudou para o tradicional inglês, o que causou alguns problemas com a torcida segundo Steel. “A torcida espanhola é bem grande e gostava muito do time espanhol, apoiava bastante. Então depois que mudou pra ser um elenco internacional, nosso coach sofreu um pouco com isso, a organização sentiu o impacto. Mas, no fim das contas, a galera entendeu”.

O sentimento da torcida espanhola é válido, mas Steel acredita que apesar das dificuldades com a adaptação para a comunicação em inglês dos novos jogadores e a não classificação para grandes campeonatos, as conquistas da equipe para a primeira temporada foram positivas. Eles só precisavam de tempo para se arrumar.

O tempo passou e o resultado chegou. Fechando o ano com conquistas em diversos campeonatos maiores, a Movistar Riders entrou em 2021 com a adrenalina à flor da pele e com sangue nos olhos para vencer tudo o que pudessem; e o esforço vem mostrando bons resultados.

Jogador experiente e com vivência em grandes palcos, a chegada de smooya para substituir larsen fez a equipe decolar. Começando o ano com chave de ouro, a equipe levou o título em três dos cinco campeonatos que participou e ficou em segundo em um. O brasileiro conquistou a ESL European Championship Winter 2020, garantindo sua vaga nos play-ins da IEM Katowice, uma OneTap contra a X6tence e uma Omen.

“Jogamos três campeonatos, ganhamos os três campeonatos, inclusive, na Omen não perdemos nenhum mapa. 2021 começamos pegando fogo”, conta feliz com o desempenho e ansioso para ver o que virá de bom no resto do ano.

O futuro é promissor e a Movistar Riders começa o ano como uma evolução enorme, trazendo bons resultados e chega batendo no peito e dizendo: Estamos aqui e viemos para ficar.

SUAS GRANDES INSPIRAÇÕES

Quando falamos em ídolos, pensamos em grandes figuras que admiramos e que levamos como um grande exemplo para a vida, quase como algo para te inspirar a chegar onde tanto almeja. Apesar de ter uma grande admiração por certas pessoas, Steel revela que nunca teve ídolos.

Talvez isso soe um pouco controverso, mas o jogador explica que o que tem pelos atletas é apenas uma admiração e não um sentimento de que “aquele atleta é o motivo de eu estar aqui”.

Dentro da esfera dos esports e pensando em jogadores que se destacam nos tempos atuais, Steel conta que hoje gosta “bastante do ZywOo, porque dispensa comentários o que ele faz”.

Veterano do cenário, o brasileiro já teve a oportunidade de jogar ao lado e contra nomes que hoje são considerados como lendas. Mesmo tendo começado a sua jornada na franquia pelo Source, o jogador revela que dois jogadores da época do 1.6 são os que mais chegaram perto de serem seus ídolos.

“Voltando lá no começo na minha carreira, apesar de eu nunca ter jogado CS 1.6, eu sempre assistia e sempre acompanhava, então eu gosto muito do neiL e do f0rest. Se for para pensar em ídolos, esses caras dentro do CS foram o que chegaram mais perto”

Junto a eles, o único brasileiro presente no cenário que Steel coloca dentro dessa lista de jogadores que tanto admira, é seu ex-companheiro de TargeTDown, Cogu. “Aprendi muito com ele tanto dentro do jogo, quanto fora”, conta.

A admiração vai além dos esportes eletrônicos e pousa na esfera dos esportes tradicionais também. Não só fã de esports, Steel faz questão de deixar clara sua admiração por grandes nomes campeões, como Kobe Bryant, Usain Bolt, LeBron James, Neymar e Ayrton Senna.

No entanto, apesar de todos esses nomes, Steel leva como mais importante e busca se inspirar naqueles que estão mais perto de si. Aqueles que fizeram de tudo para que seu sonho se tornasse realidade, que o apoiam para chegar até onde chegou e para onde ainda vai chegar: sua família.

E isso, durante a entrevista, ficou claro. Pela primeira vez em minha carreira como jornalista, entrevistei uma pessoa que quando falava de sua família, enchia o peito de orgulho e felicidade. Talvez amor incondicional e respeito sejam as palavras certas para descrever a relação do jogador com os familiares.

"A gente se dá super bem, eles me acompanham também, não perdem um jogo, me apoiam nos dias bons e nos dias ruins. A minha família é a minha inspiração. Quando estou passando por um mau momento, eu também penso neles e eles me ajudam a voltar e lembrar o porque eu estou aqui. A minha família é a minha maior inspiração para jogar CS, para ser o que eu sou”, finaliza.

Você talvez tenha terminado de ler essa história se perguntando “Como ele não desistiu depois de tantas ‘falhas’?”, e a resposta é simples: otimismo. Steel é uma daquelas pessoas que exala energia positiva e parece estar sempre com um sorriso no rosto, passando pelas dificuldades sempre com a cabeça erguida e com um brilho no olho de quem sabe que sua hora vai chegar.

"Eu sabia que essa organização não ia me deixar na mão, eu sabia que a estrutura dos caras era nível Tier 1" Steelega reflete sobre Movistar Riders

A verdade é que, a melhor frase para descrever Steel, é aquela que por muitas vezes é atribuída como um significado para definir a palavra ‘brasileiro’: aquele que não desiste nunca.

“Para mim todas as passagens são positivas porque eu gosto de tirar as coisas positivas, pra mim tudo é um aprendizado. Tudo tem como tirar algo positivo mesmo que tenha sido ‘falho’. Não mudaria nada, porque pra mim, como eu disse, tudo foi um aprendizado para chegar onde estou hoje”, conta com um otimismo contagiante.

O FUTURO

Feliz com sua nova casa, o foco de Steelega no momento é conseguir extrair todo seu potencial como jogador e capitão da equipe, levando sempre um dia após o outro de forma leve e sem se preocupar com o futuro.

“Eu foco no dia a dia, eu vou dia por dia, semana por semana e pra mim idade é só um número, sinto que eu posso fazer isso por anos e anos. Eu acho que a carreira do jogador de CS não é breve, ela só é um pouco imprevisível. Eu estou com 27 anos aqui e to super feliz ainda e eu acho que eu posso jogar por muitos e muitos anos, depende de mim, depende da minha motivação. Não penso em virar coach, não penso em outra coisa. A única coisa que eu penso agora é continuar sendo o capitão da Movistar Riders”, crava.

Quem vê Steel dentro de jogo, talvez nem imagine que o jogador possui um lado empresário. Dono de uma hamburgueria em Presidente Prudente, apesar de seu foco ser manter-se dentro do cenário competitivo, o brasileiro já começou a investir seu dinheiro em outros mercados para ter outras opções no futuro.

“Quero virar um bom empresário, quero investir o meu dinheiro com inteligência, comecei com essa hamburgueria que eu abri em 2020. To super feliz, deu super certo, então a minha primeira experiência como empresário foi super positiva e eu pretendo continuar”, conclui.

Os planos de Steel para seu lado empresário, acompanham seus planos de seu lado jogador profissional a todo vapor. Os planos são vários para investir em outros segmentos ainda neste ano, mas o foco será sempre conquistar o máximo que puder naquele jogo que mudou sua vida: o Counter-Strike.