A EA Sports abriu uma investigação interna em resposta a acusação da existência de um mercado paralelo no modo Ultimate Team de Fifa 21. Estas acusações, que partiram da comunidade do game, abordam a venda ilegal de cards raros por supostos funcionários da empresa.
Este mercado funcionaria da seguinte forma: empregados da EA cobrariam dinheiro por cards raros como “Ídolos” e “Momentos”. De forma legal, estes cards só podem ser adquiridos por pacotes dentro do FUT (comprados com Fifa Points) ou pelo Mercado de Transferências, comercializados com uma moeda do game que não possui valor monetário, o Fifa Coin.
Dada a dificuldade de aquisição de cards tão raros e poderosos, estaria aberta uma porta alternativa e contra as regras da EA para que jogadores conseguissem de forma paralela os cards.
Os preços praticados nesse mercado irregular seriam de 750 (3 cards “Momentos”) a 1000 Euros (2 cards Ídolos), enviados diretamente para a conta do comprador.
#EAGATE
— Arcade-Fut (@FutArcade) March 10, 2021
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A comunidade batizou o acontecimento de “EAGATE”, relacionando o fato a grandes escândalos como o “Watergate”, fato ocorrido em 1974 que derrubou o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, ou o “Spygate”, o caso de gravação da comissão técnica do New York Jets feita pelo New England Patriots na temporada de 2007.
AÇÃO DA EA
A EA se manifestou nessa terça-feira (10) em suas redes sociais: “estamos cientes das alegações que atualmente circulam na nossa comunidade relacionada aos itens do FIFA 21 Ultimate Team. Uma investigação completa está em andamento e, se identificarmos conduta imprópria, agiremos rapidamente”, diz o comunicado.
— EA SPORTS FIFA BRASIL (@EAFIFABR) March 10, 2021
