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Ligas, FUT e Global Series: Passou da hora de Fifa expandir o futebol feminino

Estamos na metade da temporada de Fifa 21, com o Global Series sendo disputado em diversas regiões do globo e o Ultimate Team consumindo horas (e dinheiro) dos jogadores.

A franquia da EA Sports tem expandido sua importância no gosto dos jogadores de futebol virtual nos últimos anos graças, principalmente, às aquisições de grandes licenças, como a Champions League e a Libertadores. Só que há um campo que ainda precisa dar passos mais firmes: a representação feminina no game.

TOQUE FEMININO

Nos últimos tempos, as mulheres foram adicionadas à Fifa, só que maneira tímida. Temos o modo de jogo com as seleções internacionais, adicionado em Fifa 16, no qual celebramos o futebol de Marta, Megan Rapinoe e outras estrelas.

Além das partidas avulsas entre as seleções, há a participação feminina nos modos história de Fifas passados, como Kim Hunter, a meia-irmã do protagonista Alex, em The Journey.

Os maiores avanços estão na expansão da Copa Mundo de Futebol, presente em Fifa 19, e em Volta, o modo que ressuscitou Fifa Street na franquia e no qual o “futebol arte” é exaltado. Volta é o exemplo, e a prova, que a EA tem noção do que fazer para termos mais mulheres no game.

VOLTA MAIOR

Em Volta, homens e mulheres são colocados juntos em jogo, em times mistos, sem distinção ou algum tipo de desvantagens. Na hora de fazer os grandes lances, ambos são estrelas em ação. Isto não quer dizer que a EA deve colocar homens e mulheres no futebol de campo. Se há um tom de simulador na franquia, ainda há uma disparidade que afeta o desempenho feminino na comparação direta. Nada disso (por enquanto).

O que deve ser replicado em demais modos é a importância igualitária de modos e conteúdo entre homens e mulheres. O modo Carreira deve ter a opção feminina. As ligas e copas dos game devem conter as versões femininas. O Ultimate Team, o modo mais popular do game, deve ter cards de jogadoras de ligas da Alemanha, França, Inglaterra e Estados Unidos, onde o futebol feminino é poderoso.

Deve-se criar um círculo vicioso representativo: mais mulheres em Fifa, para que haja ainda mais mulheres jogando. Um FUT feminino pode começar com muito menos cards que o masculino, mas tem que começar (e crescer) de um lugar.

Por fim, quanto maior a representatividade, maior será o incentivo para que haja mais exemplos como a brasileira Teca, jogadora de uma das maiores organizações de esports do mundo, a Astralis, para que se fomente a versão feminina do Global Series - e torneios não só de mulheres, mas mistos.