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Valorant: Enjoy fala sobre a busca pela carreira de jogador profissional: "Quando vi o jogo, eu vi essa oportunidade"

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"A FURIA mais do que um bom time, vai se tornar um excelente time profissional", observa Spacca sobre a recém-formada FURIA (4:26)

O comentarista ainda fala sobre a falta que a Gamelanders faz no VCB (4:26)

Desde o lançamento de Valorant vemos diversos nomes de outras modalidades migrando para o novo título da Riot Games. No Brasil, temos jogadores que migraram do Point Blank, Overwatch e também do CS:GO, mas uma das migrações que mais chama atenção é a de Enjoy.

Ex-jogador do auto chess da Riot Games, Teamfight Tactics (TFT), Enjoy vêm nos últimos meses apostando suas fichas no FPS da desenvolvedora e fez parte da primeira fase do Valorant Challengers Brasil.

Parte do cenário desde o lançamento do título, Enjoy começou sua carreira de jogador profissional através do TFT.

Representando a organização norte-americana Blake Games, o jogador foi responsável por trazer diversos campeonatos ao Brasil - fazendo até mesmo showmatch contra o Dioud.

“Aproveitei muito dele [TFT] porque acabei entrando em uma organização internacional, dos Estados Unidos, e acabou que eu cheguei a organizar campeonatos para o Brasil - alguns até mesmo mundial”, revela o jogador sobre seu tempo se dedicando ao TFT em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

Deixando de lado apenas os campeonatos regionais, Enjoy, junto da Blake Games, se esforçou para trazer à comunidade competitiva do auto chess campeonatos “mundiais”.

Por se tratar de um jogo que não exige tanto reflexo, a penalidade de ping alto não é tão grande, logo juntar jogadores de regiões diferentes não é algo tão difícil. Participando como jogador e também organizador dos campeonatos, Enjoy ajudou a juntar diversos jogadores ao redor do mundo para os campeonatos mundiais da organização.

“A gente chamava jogadores do NA, Europa e LATAM, e juntava no servidor norte-americano geralmente. O mundial era isso, a gente convidava alguns streamers com ranque alto, que estava pelo menos no Top 10, e o resto passava por uma qualificatória, totalizando 64 jogadores”, comenta Enjoy sobre como eram realizados os mundiais que organizou pela Blake.

Se dedicando ao jogo por aproximadamente nove meses, o jogador aproveitou a oportunidade para juntar o dinheiro necessário e investir em um computador melhor para poder apostar suas fichas em Valorant.

Apesar de sua migração parecer uma mudança brusca de jogos, o que de fato é, Enjoy ressalta que sua “carreira gamer” começou com um FPS, quando aos sete anos se apaixonou pelo Counter-Strike 1.6 enquanto, como todo bom brasileiro, jogava com amigos na lan house.

A MUDANÇA BRUSCA

Você talvez esteja se perguntando, porque não tentar a sorte no CS:GO ao invés de Valorant, já que sua paixão foi o 1.6? Mesmo familiarizado com o FPS da Valve, sua entrada no cenário durante seu lançamento não aconteceu pela falta de interesse do jogador no novo título da desenvolvedora e também por sua difícil rotina de trabalho.

No entanto, passados alguns anos, o jogador decidiu dar uma chance ao jogo, onde acabou sofrendo com algo recorrente dentro do mesmo: “logo no primeiro momento eu percebi que aquele jogo [CS:GO] estava infestado de cheaters. Joguei uns dois meses e não tava dando, nem cheguei a animar”.

Não encontrando no Global Offensive o mesmo amor que havia pelo título durante suas épocas de 1.6, o jogador, como muitos outros, encontrou na Riot Games uma oportunidade de voltar às suas raízes através de um novo título: o Valorant.

“Eu tinha visto alguns vídeos e achei um jogo muito parecido com o CS apesar das magias. A proposta do jogo me chamou muito atenção e desde que a Riot anunciou que estava sendo desenvolvido eu fiquei de olho para jogar. Quando joguei no beta no servidor americano eu achei sensacional e tava certo que eu ia ‘apostar’ no Valorant”, relata Enjoy sobre sua aproximação com o novo título da Riot Games.

Sem muitas dificuldades para se adaptar ao novo jogo devido a suas experiências anteriores com a franquia Counter-Strike - e também outros jogos -, Enjoy alcançou os ranks mais altos do jogo e iniciou sua jornada para se tornar jogador profissional do FPS competindo em torneios com equipes formadas com colegas do jogo.

EM BUSCA DA PROFISSIONALIZAÇÃO

Agora inserido no cenário competitivo do jogo, sua maior chance de se provar veio no último dia 30, onde completou o time da Galaxy Carrots no confronto contra a FURIA.

“No cenário eu já treino com os times, já joguei campeonatos e eles [Galaxy Carrots] me chamaram justamente porque já me conhecem. Apesar de ainda não ter feito parte de nenhuma organização grande, eu sempre jogo com algum time fake”, conta o jogador sobre suas participações competitivas.

Hoje free agent, o jogador afirma que voltaremos a vê-lo competindo pelo Valorant Challengers Brasil, no qual se juntará a colegas para disputar a segunda qualificatória.

No entanto, acostumado a comandar e montar equipes, Enjoy diz estar em busca de uma organização que lhe dê espaço para poder fazer isso, apesar de também não descartar a possibilidade de se encaixar em uma equipe já montada.

“A minha maior vontade é conseguir encontrar uma organização que me dê espaço para criar um time. Eu aceitaria entrar em outros times facilmente, mas a minha maior vontade seria ter esse espaço”

Sem contar muito com o apoio dos pais durante sua adolescência, que queriam que o filho trabalhasse e ingressasse em uma faculdade, Enjoy teve que adiar seus sonhos e focar em trabalhar para poder torná-los realidade em um futuro próximo.

E esse “futuro próximo” finalmente chegou.

“Como eu nunca tive apoio dos meus pais quando mais novo, eu comecei a trabalhar, juntei meu dinheiro e agora que estou mais velho posso tentar realizar esse sonho, e quando vi o Valorant eu vi essa oportunidade”, desabafa o jogador em tom esperançoso.