Após longos meses fora dos holofotes, TACO - um dos principais jogadores de Conter-Strike: Global Offensive – foi anunciado como um dos novos jogadores da Godsent. A equipe fundada na Suécia vai atuar no cenário norte-americano ao lado da FURIA, MIBR, Team oNe e paiN, porém está passando um período na Europa para disputar campeonatos menores e se preparando para a temporada de 2021.
Antes de entrar na Godsent, TACO conta que tirou um tempo para cuidar dele mesmo. “Eu tirei um tempo pra mim. Eu vinha numa sequência muito pesada com muitos campeonatos, muitas frustrações porque nos últimos anos não foram muito bons, muito stress, muitas viagens, muita [mudança] de fuso-horário, muita má alimentação... Então eu tirei um tempo pra cuidar dessa parte”, conta ele ao ESPN Esports Brasil. A entrevista na íntegra será publicada nesta sexta-feira (5) no podcast Chat Aberto.
Para escolher assinar com a Godsent, TACO tinha em mente que seu desejo era jogar ao lado de outros brasileiros. O jogador conta que teve ainda oportunidades avaliar a se unir com equipes que tinham jogadores internacionais, mas preferiu uma equipe 100% brasileira:
“Desde que eu saí do meu antigo time, eu tinha decidido a assinar com uma equipe brasileira, não a organização em si, mas uma equipe que tivesse jogadores brasileiros. Eu recebi contatos de algumas organizações internacionais, tive algumas oportunidades. Algumas até me agradavam e me deixaram animado, pois também seria bom para a minha carreira. Mas eu tive esse foco de montar uma equipe brasileira”, conta.
Para a TACO, esse momento de sua carreira era importante estar ao lado de jogadores brasileiros para representar nosso país e explica: “Eu já tive essa experiencia de jogar em uma equipe americana e em uma equipe brasileira. Mas pra mim, na fase que estou atualmente, eu queria muito representar meu país. Não que eu não fosse representar estando em uma equipe internacional como o Fallen tá, o Cold também. Mas eu acho que ter um rolster, ter uma equipe brasileira traz um gostinho a mais pro torcedor e pra mim também. Então partiu daí o processo de decisão [de ir para a Godsent]”.
Aposentadoria?
Antes de chegar na equipe, TACO contou para a reportagem que pensou em parar de jogar jogar Counter-Strike. E o motivo para isso foi um acúmulo de decepções que foram drenando sua vontade de jogar.
“Sendo bem sincero, com muita tristeza eu falo que isso passou pela minha cabeça sim. Foi bem rápido, mas passou. Eu pensei ‘eu não preciso passar por esse stress todo’. Eu estava muito cansado, estava muito mal mesmo. Sei lá... Não tava legal. Eu tive muitas decepções no finalzinho do meu antigo time e os relacionamentos não estavam legais também comigo e com a organização. Foi muito stress, por muitas vezes eu pensei ‘Eu cresci e amadureci. Cheguei um menino e hoje estou mais velho e conheço um pouco da vida e cheguei pensar que as pessoas [eram] ruins e comecei a notar a maldade das pessoas e isso me afetou em um nível... sei lá. Inexplicável. Sim então, de fato eu pensei bem rápido [em se aposentar]”, conta o atleta.
Nesse período, TACO ficou por fora do que acontecia no cenário. Quase como um ‘detox’. “Eu sempre assisto aos jogos, sempre tento me manter atualizado pois isso é bom pra mim, mas eu parei nessa época. Comecei a jogar outros joguinhos pra me divertir e me distrair um pouco. Comecei a jogar Formula 1, jogo de tiro, todo tipo de jogo...”
Porém, como ele fez questão de dizer: teve um dia que o desânimo passou “Mas teve um dia em que eu acordei e até tuitei isso aí – e foi um tuite legítimo – eu acordei e falei: ‘acordei a fim de jogar CS e isso foi bom. E fazia tempo que eu não tinha essa motivação e desde esse dia eu comecei a jogar um pouquinho, aí você vai jogando e vai jogando mais e mais. E aí eu já redescobri o meu amor pelo CS e eu amo esse jogo e o CS é a minha vida”.
CHAT ABERTO
TACO é nosso entrevistado para o Chat Aberto, o podcast de entrevistas do ESPN Esports Brasil que vai ao ar nesta sexta-feira (5) onde ele conta tudo isso e um pouco mais sobre a chegada na Godsent, os planos para 2021 e mais. Fique de olho nas redes sociais, assine gratuitamente o podcast ou siga no Spotify e no YouTube do ESPN Brasil para conferir a entrevista na íntegra.
