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Power Ranking CBLoL: Quem chega favorito no começo da etapa?

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Se você leu o título da matéria e já arrepiou a espinha pensando nos nomes e posições que estarão nesta lista, fique calmo e leia com atenção as resenhas feitas para cada time. Vale lembrar que esse power ranking é feito no escuro, com pouca ou nenhuma amostragem das equipes presentes na primeira etapa do CBLoL de 2021.

Elegemos alguns critérios para selecionar as melhores equipes, como reforços individuais, mecânicas e sinergia entre os membros de cada time. Nada aqui é regra, apenas uma análise feita por dois entusiastas do cenário de League of Legends nacional.

1. PAIN GAMING

Mesmo com o vice do CBLoL, a organização mais tradicional do League of Legends brasileiro chega como favorita para essa etapa. Além da manutenção do quarteto finalista da segunda etapa, a adição de Luci cai como uma luva para todos os jogadores, que agora tem no seu elenco um dos suportes mais agressivos e decisivos do cenário.

Já adaptado ao Brasil, Luci não deve sofrer no começo da etapa, deixando as engrenagens da paiN mais fáceis de serem contornadas. Apesar das diversas qualidades do time, a “maior torcida do mundo” tem que se atentar aos seguintes contras da equipe.

O primeiro deles é a difícil adaptação de Cariok ao inglês, já que o jogador nunca atuou ao lado de estrangeiro, se tornando um problema enorme para sua equipe, pois a posição em que atua é a mais importante na comunicação de um time. Caso o caçador se acostume rápido à segunda língua, a paiN terá um caminho livre para o topo da tabela do CBLoL.

No geral, o coletivo da paiN é um dos mais impressionantes do CBLoL, junto ao reforço do técnico turco a comissão técnica, e com certeza chega como favorito a levantar a taça do campeonato, caso ultrapasse a barreira linguística dentro de Summoners Rift.

2. FLAMENGO

Desde a sua chegada ao CBLoL, a equipe rubro negra construiu plantéis extremamente fortes e competitivos, com a ambição de vencer campeonatos e se tornar grande potência no cenário nacional. Neste ano de 2021, esse padrão se mantém e o elenco formado por Parang, Ranger, Tutsz, Absolut e Redbert é considerado como um dos favoritos ao título por muitas pessoas, desde fãs e torcedores até analistas.

Sua alta posição neste power ranking se dá tanto pelo potencial individual quanto pela interação coletiva que estes jogadores podem ter ao decorrer da liga. A peça chave do elenco é, olhando em um panorama macro, o caçador Ranger e a forma na qual ele irá atuar juntamente a Redbert e Tutsz para gerar dominância dentro do jogo. O suporte ex-INTZ é altamente qualificado em elaborar ações no mapa próximo ao caçador, enquanto o mid-laner ex-KaBuM é impecável em controlar a pressão na rota do meio para conseguir habilitar seu jungler

Além disso, o alto investimento feito em membros para integrar a comissão técnica é um fator preponderante para cogitar que a equipe tenha uma boa curva de evolução ao decorrer da temporada. Pades, ex-Supermassive, e Abaxial, ex-KaBuM, somados, ganharam dois títulos no ano anterior por suas respectivas equipes. Ainda mais impressionante é o recorde que o técnico americano alcançou após sua chegada aos Ninjas: 14 vitórias consecutivas até se consagrar campeão brasileiro de League of Legends.

Em todas as funções do jogo, o elenco apresenta determinada solidez com as suas peças, o que torna muito difícil achar ou explorar pontos fracos. Entretanto, um time de alto rendimento não é formado somente pela capacidade dos jogadores envolvidos no projeto, mas também pelo contexto externo providos a eles. Durante o ano passado, o Flamengo pecou muito nesse aspecto, o que gerou diversos problemas para a equipe dentro do Rift. Caso peque novamente em 2021, poderá transformar um plantel vencedor em fracassado.

3. LOUD

Sendo bem sucedida em outros títulos e em outros ramos, como na produção de conteúdo, a organização comandada por Bruno Playhard montou um projeto altamente ambicioso, desde o time de academia até o CBLoL, que combina perfeitamente com a identidade da instituição. Com Tay, Don Arts, Dynquedo, DudsTheBoy e Ceos formando o quinteto titular, a equipe estreia no CBLoL para buscar seu lugar ao sol e se consagrar também no League of Legends.

Ao olhar a formação do elenco, percebe-se uma gigantesca coesão em sua montagem. Tay e Dynquedo tiveram seus melhores momentos na carreira quando jogaram tendo uma forte interação com o caçador. Don Arts é um jungler que provém suporte aos jogadores das suas rotas e atua em torno deles para colocá-los em situação de conforto, seja para sair da rota, ganhar pressão ou forçar uma troca. Enquanto, na parte inferior do mapa, encontra-se uma das duplas mais sólidas do país, que pode exercer diversas funções e, ainda assim, ser muito efetiva ao decorrer da partida.

Além disso, a organização virou de cabeça para baixo alguns paradigmas do cenário quando optou por formar uma comissão técnica com mais de seis membros. Nesta decisão há muitos poréns e pode funcionar, no fim, como uma faca de dois gumes e, dessa forma, pesar negativamente a estrutura da equipe. Entretanto, caso a divisão das funções seja feita corretamente e haja respeito a essa divisão e a hierarquia existente entre os cargos, isso poderá revolucionar positivamente toda ideia de comissões técnicas existentes em terras tupiniquins.

4. INTZ

Apelidado de “Exodia 3.0” por Lucas Simon, CEO da INTZ, o time intrépido chega ao CBLoL em busca do hexacampeonato da competição. Com o reforço de Boal, Revolta e Cabu e a manutenção de micaO e Envy, a organização fez uma ótima reposição das peças que saíram na janela de transferências, trazendo nomes com características semelhantes ao nomes campeões da última etapa.

Com o estilo de jogo semelhante a equipe pentacampeã, basta saber se Maestro terá a maestria de juntar as peças e unir o time como um coletivo forte, algo visto nos últimos anos e marca registrada do técnico em sua forma de trabalhar. Caso esse objetivo seja concluído, o último desafio será encontrar a sinergia entre micaO e Cabu, que nunca atuaram juntos e precisam de tempo para se entenderem na rota inferior.

Sempre monstruosa em melhores de cinco e playoffs, a INTZ precisa “sobreviver” à fase de grupos para chegar como uma das favoritas nos confrontos decisivos do campeonato, que neste ano, coloca os seis melhores times frente a frente com quartas de final e semifinais para chegarem até a grande final.

5. VORAX

FNb e amigos estão de volta ao CBLoL, dessa vez com novas amizades e defendendo outra tag, duelando juntos em busca da primeira taça da organização “estreante" no campeonato. Apostando na liderança do topo, a Vorax manteve a essência da Prodigy com reforço de Matsukaze e Krastyel.

Com todos os holofotes apontados para fNb, Matsukaze tem o caminho livre para brilhar e ser o “verdadeiro” carregador da equipe. Soltando os pesos e jogando mais leve, o jogador tem tudo para demonstrar o seu potencial e mecânica elevada.

A grande dúvida dessa equipe fica com Krastyel, que demonstrou bons e maus momentos durante as últimas etapas jogando na elite do League of Legends brasileiro. Caso claro de “8 ou 80”, o jogador precisa de mais regularidade durante o campeonato para ajudar sua equipe a alcançar o topo da tabela.

6. RED CANIDS

Após vencer de forma incontestável a segunda etapa do Circuitão em 2019, a equipe liderada por Titan finalmente retornou à elite do League of Legends nacional depois de passar dois anos no Circuito Desafiante. Do elenco vencedor para o que disputará o CBLoL em 2021, há apenas uma mudança, na posição de suporte, onde JoJo substituirá Cabu e formará uma poderosa dupla com o atirador Titan.

Ao analisar o início do campeonato, é bastante plausível pensar que a RED terá certa vantagem em virtude da manutenção de suas peças. Enquanto os adversários buscam pontos de equilíbrio em relação ao seu funcionamento coletivo, principalmente no aspecto comunicação, a equipe poderá focar seus treinos em melhorar outros fatores, desenvolver novas estratégias ou até focar em evoluções individuais, tendo em mente que este é um plantel bastante jovem.

Em contrapartida, a falta de maturidade desse conjunto poderá ser um tópico negativo caso seja mal trabalhado, principalmente nesta primeira etapa. A ausência de repertório em um nível de competição mais alto, que é o caso do CBLoL em contraste ao Circuito Desafiante, será certamente um empecilho para lidar com diversas situações, seja dentro do próprio Rift em momentos de tomada de decisão, pressão em um possível palco presencial - que não é o caso neste split - ou até para preparação conta determinados oponentes ao decorrer das semanas.

Diferente de outros times, “A Matilha” decidiu optar por uma pequena comissão técnica, formada apenas pelo Head-Coach “Coelho”. Ao lidar com o desenvolvimento de jovens jogadores, é fundamental que haja alguns profissionais capacitados para liderar esses garotos e colocá-los no trilho em todos os quesitos, seja mental, técnico ou estratégico.

7. KABUM

Depois de um 2020 extremamente bem sucedido, os Ninjas decidiram repetir a fórmula da montagem de elenco que lhes deu o título na primeira etapa: uma dupla de topo e selva bastante poderosa somada a uma sólida parte de baixo do mapa, que permite a alocação de recursos na porção superior de Summoners Rift. O quinteto formado por Wizer, Ryan, Evrot, Disave e Professor apresenta, na teoria, essa exata proposta.

Entretanto, em comparação direta ao ano anterior, há uma certa defasagem individual na região inferior do mapa. Evrot não realiza atuações realmente impactantes há bastante tempo, enquanto Tutsz fez um 2020 repleto de solidez, com pouquíssimos erros, principalmente no segundo split, onde foi um dos melhores jogadores do campeonato. Na rota inferior, o contraste também é muito grande, pois Duds era o titular da posição na qual o Disave a disputava e Ceos está entre os três melhores jogadores da posição no país, em oposição Professor passou por um péssimo segundo split na Keyd. Ainda assim, Ryan e Wizer têm muito a oferecer e irão formar uma das melhores duplas de topo e selva do país - senão a melhor

Apesar do time pouco competitivo em sua passagem pela PCS, Ryan foi definitivamente o destaque e responsável pela classificação da equipe para os playoffs na segunda etapa. Ele é um caçador de características criativas, desde suas escolhas de pathing até suas tomadas de decisão quando está atrás nos jogos, é bastante raro vê-lo forçar invasões sem pressão ou escolher o lado errado no mapa no qual focar e, também, é bastante eficiente nos crossmaps. Já nosso velho conhecido Wizer é mecanicamente acima da média, muito inteligente e agressivo ao jogar as fases de rotas e, por consequência, é um grande carregador.

8. CRUZEIRO

Existe um grande clube na cidade, que agora mora em Summoners Rift. O Cruzeiro Esports chega como um dos novatos na competição, apostando em talentos e nomes poucos celebrados no cenário nacional e internacional de League of Legends.

Apostando na força de NOSFerus e pbO, o clube de Minas Gerais não deve alcançar grandes voos durante a etapa de regular do CBLoL, algo relativamente normal para um time que faz sua estreia no campeonato, com um investimento bem menor do que seus adversários de liga. Sem o fantasma do rebaixamento, a equipe deve focar em dar mais experiência aos seus talentos e criar uma boa base para a próxima etapa, principalmente no Academy.

Incógnita desde que foi anunciado pela organização, Truklax precisa mostrar ao que veio e fazer valer seu scouting pela equipe do Cruzeiro, já que pouco se sabe do topo português.

9. FURIA

Com um elenco mais enxuto e apostando em dois nomes tier 2 do cenário latino-americano, a FURIA vem com poucas esperanças para essa etapa do CBLoL, com uma equipe que possivelmente vai demorar a engrenar. Caso a dupla Skeeto e Follow se adaptem rápido ao cenário brasileiro e mostrem um nível condizente ao scout, a organização pode sonhar com algo a mais nessa etapa.

Talvez o reforço mais curioso de toda essa etapa, anunciado no dia de publicação da matéria, a FURIA anunciou Edward, suporte considerado uma lenda do cenário europeu, como parte da comissão técnica para essa etapa. Será a segunda participação do armênio como técnico, algo bem inusitado e que tem a cara do Brasil. Basta saber se o ex-suporte da Unicorns of Love vai se adaptar a terras tupiniquins.

10.RENSGA

Após passar a segunda etapa de 2020 no Circuito Desafiante, a organização goiana chega ao CBLoL realizando apostas em jovens nomes para integrar o plantel e, assim, ser competitiva a longo prazo na competição. Entretanto, há um certo desequilíbrio no processo de montagem deste elenco, pois a falta de nomes experientes para fazer com que os jogadores realizem um processo de ambientação satisfatório ao mais alto nível de competição poderá impactar negativamente a evolução dos atletas e, por consequência, o contexto coletivo sofrerá grandes problemas.

Ainda assim, existem destaques positivos a serem feitos em relação ao elenco da Rensga, principalmente sobre a contratação de Frostystrike. Além de ser um jogador mecanicamente muito relevante e com gigantesco espaço para crescimento, sua contratação - e também a do mid laner Enga - expande as ideias de mercado para um novo patamar ao olhar para o cenário tier 2 do LATAM, que, por característica, se assemelha muito ao funcionamento das ligas regionais europeias e, sendo assim, um grandíssimo celeiro para revelação de estrelas. Caso o chileno tenha boas atuações e se destaque, o time de olheiros da instituição terá acertado em cheio.

Isso posto, as expectativas envolvendo os Cowboys são, no geral, baixas e suas ambições no campeonato também. Este primeiro split servirá para os goianos como uma forma de laboratório para dar rodagem aos jogadores e amadurecê-los em diversos aspectos, desde a parte individual até a psicológica. Logo, por conta disso, sua posição inferior neste power ranking.