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Coluna da Evelynn: As vozes do cenário feminino de Valorant

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Riot comenta diretrizes de esports que farão parte de seu novo FPS (3:07)

Valorant ainda não foi lançado, mas empresa já fala sobre suas competições e os pilares que irão guiar o cenário (3:07)

Faz cerca de seis meses desde que VALORANT foi lançado, mas seu cenário competitivo já é agitado, com centenas de campeonatos ao redor do mundo. A cena feminina segue a tendência, e revela novas vozes e personalidades à medida que os confrontos entre garotas acontecem.

No último fim de semana, fui comentarista na Rivals Women’s Cup, terceiro torneio feminino disputado no Brasil. Fazer parte da transmissão do campeonato fez com que meu olhar se tornasse aguçado tanto à gameplay das jogadoras quanto ao que tudo aquilo significa.

Quem me conhece desde antes da minha coluna aqui no ESPN Esports sabe que eu sou uma grande defensora do cenário feminino de esports! Por isso, é fantástico ver que, em tão pouco tempo, o FPS da Riot tem reunido garotas tão cedo para construir uma cena competitiva de nível tão satisfatório.

Antes da edição atual da Rivals, 22 equipes femininas disputaram a Ascent Women’s Cup, da Strigi Manse. O campeonato aconteceu no último mês de setembro e foi idealizado por mulheres e para mulheres, com 500 reais em premiação fornecidos pela organização.

O número totaliza totaliza 110 garotas, e teve como campeãs o mix “Peaky Blankers”, de celinett, nanah, naxy, drn e hokage. A equipe, que é uma mistura de ex-jogadoras de Counter-Strike, Point Blank e Fortnite, ilustra o início da cena feminina: dezenas de jogadoras com experiência em outros jogos de tiro esbanjando habilidade e vontade de vencer no novo game.

É o caso de Nat1. Depois de anos em uma forte trajetória no cenário de CSGO, a jogadora mergulhou de cabeça no Valorant, dedicando-se ao jogo como atleta, comentarista e streamer integralmente. Em entrevista à minha coluna, ela comemorou o bom início da cena do FPS da Riot e o fato de que “tem muitas mulheres jogando”, citando interesse de organizações em times femininos.

Ela disse ainda que se sente encorajada a buscar um futuro no jogo. “Na minha visão, é super possível sonhar com uma carreira no Valorant. A Riot é uma empresa que sempre deu todo suporte para os jogadores e o cenário competitivo, e isso motiva quem busca uma profissionalização nesse cenário”, crava.

NOVOS TORNEIOS E VOZES

Para mim, uma grande revelação da AWC foi a narradora Maju Junqueira, ou “Maria Fogueta”. Caindo de paraquedas no casting pelo empenho em estar próxima ao cenário feminino, Fogueta trouxe emoção aos jogos e coloriu a copa feminina durante a transmissão.

Em entrevista à Coluna, ela contou que foi convidada a fazer parte do torneio por causa de suas transmissões ao vivo, em que acompanha campeonatos de esports. “Eu surgi como narradora junto do cenário e isso pra mim é algo muito importante e simbólico, porque eu me sinto como uma das primeiras mesmo, já que não vim de nenhum outro jogo e estou construindo meu caminho junto do cenário feminino de Valorant. A gente realmente tá dando passos e crescendo juntos”, confidencia.

Stefany Espin é um dos grandes nomes na Rivals Women’s Cup, torneio feminino — que eu mencionei ali em cima! — que concretiza sua segunda edição neste mês de outubro. Decidida a auxiliar na evolução da cena feminina, ela atua na organização e faz parte das transmissões do campeonato como narradora.

Ela relata que a primeira edição da copa surgiu após um dos criadores da Rivals, Raphael Santo, se comover com um vídeo de uma garota sendo constrangida no chat de voz do Valorant. A narradora uniu-se ao time próximo à edição atual, e orgulha-se da iniciativa de aproveitar o Outubro Rosa para vincular as doações para o torneio à ONG Femama, unindo os jogos à prevenção do Câncer de Mama.

16 times disputam a segunda Rivals Women’s Cup, totalizando pouco mais de 80 garotas. Para além da premiação de R$2 mil e das vagas para as finalistas na liga mista da organização, Stefany argumenta que o papel do campeonato é trazer oportunidade para que as meninas “joguem, pratiquem, ganhem experiência e tenham visibilidade”.

Para quem curtiu a ideia de acompanhar o desenvolvimento da cena feminina de Valorant, o torneio da Rivals, único que acontece no momento, terá sua etapa eliminatória neste final de semana, com semifinais no sábado (17) (em que eu estarei comentando!) e grande final no domingo (18).

A Ascent Women’s Cup não tem segunda edição confirmada, mas outro torneio importante acontecerá nas próximas semanas: o Girl Power, iniciativa da Gaming Culture que tem a caster Letícia Motta como embaixadora e idealizadora.

Acompanhem o cenário feminino de Valorant!


Evelyn Mackus é jornalista, caster de esports e colunista do ESPN Esports Brasil. Siga-a no Twitter, no Instagram e na Twitch!