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Worlds: A inexperiência de Spica entre gigantes do LoL

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Ontem, 6 de outubro, a TSM emplacou a terceira derrota seguida no Mundial de League of Legends e se vê com problemas para sair da fase de grupos da competição.

Um dos motivos para que isso aconteça se deve ao fato das equipes adversárias explorarem a inexperiência do caçador Spica, de 18 anos, que começou sua caminhada no competitivo em julho de 2018, tendo passado pela Echo Fox Academy, onde ficou por cerca de 7 meses - dois deles, inativo. Em abril de 2019, fora chamado pela TSM Academy. Spica teve bons resultados e recebeu uma chance para assumir a selva de uma das equipes mais tradicionais dos Estados Unidos após a saída de Dardoch, que foi para a Dignitas.

Spica chegou para disputar o Mundial após ganhar o título da LCS em seu primeiro ano como profissional. Em menos de 6 meses, Spica chegou ao topo dos Estados Unidos, e agora, está entre os melhores do mundo.

Ao lado de veteranos, como o mid laner Bjergsen, e o atirador DoubleLift, o garoto de 18 anos tem em suas mãos a oportunidade única de aprender com os maiores do mundo. Infelizmente, há um conflito de gerações, e a inexperiência do menino pesa nos momentos necessários.

Os números mostram que Spica tem tido boas participações na porcentagem média de distribuição de abates durante o Mundial. Foram cerca de 60% nos 3 primeiros jogos da fase de grupos do Mundial. Dentre os problemas do jogador, o que mais afeta seu jogo são os pickoffs que recebe por conta do posicionamento em team fights, ou até mesmo por perder o tracking do caçador inimigo.

Spica consegue pegar abates e roubar dragões, mas não transforma esta vantagem em pressão nas rotas ou em garantir vantagem de campos da selva. Após garantir a kill ou o objetivo, o caçador da TSM simplesmente some do jogo. É ele quem deveria dar o ritmo da partida, e acaba se perdendo nos pequenos detalhes e que são prontamente punidos pelas equipes inimigas.

O fato é que o recém chegado na elite do League of Legends tem jogado contra caçadores lendários, como Peanut, da LGD, e Clid, da GEN.G, o que o coloca em uma situação muito mais delicada na hora de se impor em jogo. Afim de ajudar o jovem caçador da TSM, o mid laner Bjergsen tem tentado se movimentar mais durante a partida, mas quase sempre é vetado pela pressão dos oponentes de rota. O mesmo acontece com a bot lane da TSM, que quase sempre é pega em emboscadas no rio.

A TSM, neste Mundial, está buscando o mesmo que o Brasil nos últimos anos: experiência. As peças do tabuleiro mostram que não há escapatória para a equipe norte-americana, tendo em vista que há deficiência em todas as rotas, mas principalmente na selva: desde a tracking do caçador oponente, até o constante flame horizon em cima de Spica.

A única chance da TSM é com uma reviravolta do jovem Spica, mas pedir isso é muito para alguém que chegou há 6 meses no cenário competitivo de League of Legends. Os próximos jogos da equipe com a maior torcida dos EUA será no próximo sábado, no dia 10 de outubro.