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Worlds: As más escolhas que levaram a INTZ à derrota contra a SuperMassive

A INTZ voltou a perder neste sábado (26) no Mundial de League of Legends, em Shangai. Dessa vez, o adversário dos brasileiros foram os turcos da Papara Supermassive, que fizeram um jogo rápido e limpo. Com isso, é possível observar que a má escolha dos campeões para a partida foi fator decisivo na derrota brasileira.

A NIDALEE DE SHINI

Apesar de ser uma das prioridades do meta, a escolha de Nidalee não foi a ideal para os brasileiros. Isso porque nos últimos 50 jogos oficiais do jogador, ele não escolheu o campeão nenhuma vez. Além disso, não escolheu nenhuma vez o campeão nas fila solo do super servidor chinês.

Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, o jogador usou justificativa que “o campeão está no meta e tem de ser jogado”, mas essa citação mostra uma visão limitada do League of Legends, já que o ‘meta’ é algo ultrapassado nos conceitos do LoL, visto que a maioria dos campeões do jogo estão balanceados para serem jogados. Esse fato pode ser comprovado no próprio Mundial, no qual vimos escolhas como Swain, Orianna na rota inferior, dentre outras escolhas.

De toda forma, a impressão que fica é que a nossa melhor atuação foi com escolhas que os jogadores estavam confortáveis e habituados, contra a MAD Lions, que, em teoria, era o confronto mais difícil. Nesse jogo, a INTZ optou pelo Gragas (principal escolha de Shini), Urgot (que o Tay conhece bem), Tristana (escolha que o Envy já trouxe outras vezes no âmbito nacional) e Ashe (principal campeão da etapa para micaO).

OS MESMOS ERROS DO MSI 2019

Sobre as escolhas questionáveis e completamente fora da zona de conforto dos jogadores para se adequar a um “meta” criado por outras regiões, não é a primeira vez que é um obstáculo na campanha brasileira. Com a própria INTZ, no Mid-Season Invitational de 2019, Envy escolheu jogar de Nautilus na rota do meio mesmo tendo pouca familiaridade com o campeão.

A impressão que fica para os brasileiros é que não vamos para o palco internacional repetir o que deu certo em âmbito nacional, mas sim aventurar-nos em escolhas não familiares para nos adequar a um “meta”.

PROPOSTA DE JOGO ANULADA PELA SUPERMASSIVE

Para o jogo contra os turcos, a INTZ resolveu jogar para as rotas apostando em campeões que conseguissem realizar um setup para o gank da Nidalee de Shini. Essas escolhas foram: Renekton, Sylas e Leona.

A proposta até parece válida, mas a Supermassive leu muito rapidamente o plano de jogo dos Intrépidos, escolhendo uma composição que cedia pressão às três rotas adversárias e tinha o seu carregador na selva para usar os flancos. Portanto, de nada adiantaria para a INTZ realizar esses ganks em um Shen, uma Lulu meio ou numa Senna na rota inferior, pois esses campeões estavam ali para dar suporte ao Hecarim (que ficou livre no jogo, já que a INTZ não trabalhou os invasões à selva adversária e focou em confrontos rota-a-rota).

Logo aos três minutos de jogo, o Tay (Renekton) ficou em posição adiantada e cedeu o primeiro abate para KaKAO (Hecarim), que viria a ser destaque do jogo ao criar um efeito bola de neve com o seu campeão. A partir daí, o jogo vira um massacre turco, contando ainda com erros mecânicos decisivos de RedBert (Leona) em tentativas de dive completamente equivocadas.

A ÚLTIMA ESPERANÇA

A INTZ volta a enfrentar um adversário no Mundial de LoL na segunda (31), contra a Team Liquid, da América do Norte (LCS). Os brasileiros precisam vencer para continuar sonhando em disputar uma melhor de cinco visando a fase de grupos do torneio internacional.