O retorno do CBLoL teve, além das disputas transmitidas nos canais oficiais da Riot, a retomada das coletivas de imprensa na qual jogadores e comissões técnicas respondem às perguntas dos jornalistas presentes nas entrevistas.
E já na semana de estreia, algumas frases foram ditas sobre assuntos que mais reverberaram durante esse tempo em que ficamos sem a maior disputa de League of Legends do Brasil. O ESPN Esports Brasil preparou uma matéria sobre os principais tópicos discutidos no nos dias 6 e 7 de junho e que você vê logo abaixo.
FLAMENGO - DJOKO
“Pra mim essa janela [de transferências] foi a mais estranha que participei. [...] Foi uma janela bem atípica, muito arriscada, qualquer movimento – por mínimo que seja – tem um impacto muito grande. Foi uma janela mais caótica não só por causa disso, mas também pela iminência do sistema de franquias. [...] Muitos times, entendo eu, também estão olhando que vão ter que se reforçar pra franquia no ano que vem e tiveram que tomar muito cuidado nos investimentos que faziam agora”. - Djoko, técnico do Flamengo, sobre curta janela de transferências
PAIN GAMING - ROBO
“Pra ser sincero nem falei com o brTT quando estava negociando com a paiN. Ele não é o dono da organização [diz sorrindo]. Ele com certeza deve palpitar sobre contratações e tal, mas não é ele quem escolhe quem vai [entrar no time], não é ele quem contrata, não é ele o... dono mesmo. Eu sabia que ia funcionar, porque eu já funcionei com ele em outros times, sei como ele pensa, sei que nosso estilo de jogo e o jeito de pensar é bem parecido”. – Robo, toplaner da paiN, sobre a ida para paiN
“Eu também tenho uma amizade bem forte com o Tin de fora de jogo e ele é um cara que eu sempre quis jogar junto e agora é minha primeira vez [jogando com ele]. Ele é um carry muito bom e eu acho que nenhum time soube usá-lo da maneira certa [...]. Tenho certeza que eu vou conseguir fazer o Tin florescer bastante no sentido de ele mostrar que é o melhor midlaner do Brasil”. – Robo, toplaner da paiN, sobre a jogar com Tinowns
INTZ - MAESTRO
“O Envy foi um cara muito contestado no split passado. Acho que algumas críticas foram válidas, outras nem tanto. Ele é um cara que voltou com muita fome, ele está com muita vontade de fazer tudo dar certo. Ele é um cara que tem muito potencial. E eu posso garantir que ouvindo os áudios, não foi só a calma que ele teve, mas também [demonstrou] uma boa qualidade de liderança. [...] Ele foi um grande líder hoje e merece o MVP”. - Maestro, técnico da INTZ, sobre a volta de Envy
“Eu acredito que existem várias formas de investir no cenário competitivo. Eu acho que a INTZ investe de forma diferente. O que eu enxergo é que a gente sempre investe em pessoas que têm potencial e perfil de serem atletas que tenham de longevidade. E a gente investe de diversas formas, a gente foi o primeiro time a ter um Game Office gigante, a gente é um dos times que tem as contas em dia... Não vou entrar em detalhes, mas a INTZ tenta fazer isso da melhor forma e também tenta reter a maior parte dos talentos que coloca no mercado. [...]. A gente cria esses talentos e retém eles o máximo de tempo possível”. - Maestro, técnico da INTZ, sobre os investimentos do INTZ
KABUM - REVOLTA
"Tá todo mundo diferente. A última que eu joguei com eles [Yang e Abaxial] foi em 2018 e não foi um time que teve muito sucesso - a gente chegou em uma final. Quando o Alex saiu do time eu já tinha conversado com sobre alguns pontos como coach que ele podia melhorar e quando eu cheguei aqui e eu vi que ele está muito diferente do que ele era e isso me fez muito feliz. E o Zhao é uma pessoa totalmente diferente que eu conheci da época da INTZ e Keyd, ele ajeitou muitos dos problemas que ele mesmo acreditava ter" - Revolta, caçador da KaBuM, sobre como foi voltar a jogar ao lado de Yang e Abaxial.
"Está sendo muito bom, acho que o momento que eu estou vivendo também de sair pro Circuito [Desafiante], voltar para o CBLoL, ter pessoas ao meu lado que eu sei que eu posso confiar e ver que elas estão fazendo de tudo para evoluir, que estão seguindo a mesma filosofia do conjunto – e que é a filosofia que eu quero ter pra mim – é muito importante e está sendo muito positivo" - Revolta, caçador da KaBuM, sobre voltar a jogar no CBLoL.
SANTOS HORFOREX - HAWK
“É um pouco de tudo: pressão positiva, pressão negativa. Você se sente mais elevado, relaxado. Com uma torcida tão grande assim você se sente bem melhor, sabe? Você tem gente te dando apoio, tem gente dando hate também... Eu acho fundamental na carreira de todo atleta e eu me sinto muito feliz por estar vestindo a camisa do Santos” – Hawk, suporte do Santos, sobre a pressão da torcida
VIVO KEYD - PROFESSOR
“Eu gosto muito do Grell como pessoa, acho ele um profissional incrível e muito dedicado... Mas assim: Pessoas vem e vão no meio competitivo. A gente pode se emocionar com a saída de alguém, a gente pode sentir saudades e todos são sentimentos muito válidos de demonstrar. [...] No meio que a gente trabalha não somos pessoas, somos, de certa forma, mercadorias. E aqui [na Vivo Keyd] temos um pouco menos essa visão de que somos uma mercadoria. [...] Esse tipo de coisa é natural e é do conceito da vida mesmo de que nada vai durar pra sempre e as coisas nunca vão ser do mesmo jeito. Existem fases e temporadas. Pra ele foi a melhor opção sair e a gente respeita e torce pelo melhor. Eu gostei muito de trabalhar com ele.” - Professor, suporte da Vivo Keyd, sobre saída do Grell
“Honestamente eu não dou a mínima, porque o nosso potencial será mostrado pelos próprios jogadores da equipe. Eu acredito que a gente não tem a postura de ser um time que vai aceitar a ficar no top 8 [do CBLoL]. Isso pouco me importa. Na temporada passada foi a mesma coisa, vários times diziam que a gente ia disputar pra não cair e acabou que na etapa regular nós fomos as grandes estrelas. Isso não me afeta no meu treinamento e eu até prefiro que seja assim, porque quanto menos os times esperarem da gente, maior será o baque que vão tomar quando a gente surpreender.” - Professor, suporte da Vivo Keyd, sobre os concorrentes não considerarem a VK um forte concorrente
PRODIGY - DYNQUEDO
"O Circuito [Desafiante] serviu de muito aprendizado pra mim, é um campeonato que tem muita pressão porque você é meio que obrigado 100% a ganhar pra subir, e se você não subir, você vai ficar mais um split fora do CBLoL – e isso é algo que te pressiona muito quando você tá lá. E a pressão do CBLoL é diferente. A pressão do CBLoL é, mano, quero ser campeão, quero representar o Brasil lá fora” – Dynquedo, meio da PRG, sobre jogar no Circuito Desafiante e no CBLoL
