Recuperando-se de uma cirurgia no joelho direito, o lutador Anderson Silva tem novos planos para a carreira antes de voltar aos ringues. O maior nome da história do UFC também se tornará streamer.
Em conversa exclusiva com o ESPN Esports Brasil, Spider detalhou sobre a investida no ramo de lives. “Tô mais nervoso do que a primeira vez que eu lutei”, disse em tom de brincadeira à reportagem.
Os planos de virar streamer já estavam em mente, mas foram antecipados por causa do tempo de recuperação da cirurgia, que é estimada em duas semanas. Depois disso, a tendência é que ele volte a treinar normalmente.
Até lá, Anderson se dedicará aos primeiros passos como streamer em seu quarto de lazer e que é apelidado por ele mesmo como “Batcaverna”. “Desço aqui para a Batcaverna, tranco tudo e pronto, ninguém me acha."
Com 45 anos, Silva não esconde a paixão pelos games. “Tenho Xbox na Batcaverna. No quarto tenho PS4. Lá jogo jogos antigos e tentar criar novas coisas. Gosto de escrever, né. Gosto de escrever roteiros e aí tiro ideias desses jogos antigos.”
Ainda assim, se engana quem acha que Spider é um jogador das antigas. O campeão do UFC tem gosto variados nos games, de esportes virtuais até mesmo a jogos de tiro.
“Eu jogo vários jogos. De esporte, o PES e tênis. Aí jogos de ação, eu gosto do CoD, do Rainbow Six. Assassin's Creed também.”
Ele, inclusive, está ansioso para a edição Valhalla, que foi anunciada há pouco tempo pela Ubisoft. “Tamo aí esperando o novo, que a história é muito legal.”
A ideia é fazer stream de tudo um pouco. “Tem bastante coisa bacana pra gente fazer.”
VIDA DE STREAMER
O primeiro passo de Spider como streamer é de fazer lives de Call of Duty. É o objetivo inicial traçado com o staff que auxilia no projeto - e que conta com o próprio filho Gabriel Silva como principal tutor.
Anderson tem bastante familiaridade com a franquia e chegou até mesmo a jogar a versão mobile com o filho.
“A gente tava jogando no telefone. Na hora que eu começar a jogar videogame vai ser irado. Eu morria muito, muito. Mas era legal.”
Questionado se fará lives de CoD: Warzone, um dos principais battle royale da atualidade, Anderson Silva foi mais cauteloso até mesmo pela dificuldade que o game oferece por ser multiplayer.
“Eu não tenho intimidade com jogo online. Jogo muito pouco online”, admitiu. “As campaigns (campanhas) jogo bastante no console. Vamos ver. Vamos começar os treinos. É treino, né? É faixa branca! Será a minha primeira aula de faixa branca.”
A única certeza é de que as lives serão feitas a partir do Xbox dele pela plataforma Twitch em um canal criado recentemente só para essa ação. Spider fará a primeira stream já nessa quinta-feira (7), sendo que a proposta é de fazer semanalmente - e, se possível, todos os dias.
Pra quem já conquistou título de UFC, Silva está bastante ansioso para a nova etapa da carreira. “Tô super nervoso. Meu primeiro dia de treino como faixa branca.”
VIOLÊNCIA NOS GAMES
Assunto sempre recorrente nos games, Anderson Silva deu sua opinião sobre o impacto dos videogames na vida dos jovens. Os jogos digitais são vistos como influência negativa para as crianças e os adolescentes, levantando de tempos e tempos debates sobre o assunto.
Spider foi muito claro no que acredita: o que acontece no mundo virtual não pode ser levado para a realidade. “A violência mesmo ela faz parte do cotidiano das pessoas quando elas encaram isso de uma forma totalmente diferente da realidade, né.”
“Vamos tirar todos os filmes de guerra, de violência, de serial killer da TV porque as pessoas não podem assistir”, ironizou em meio ao questionamento. “Lógico que deveria existir um certo controle ao tipo de conteúdo que os jogos tem pra certa idade sim, mas isso quem tem que fazer são os pais.”
“Tem vários tipos de jogos. Tem jogos para todos os tipos. Os jogos são violentos sim, tem muitos violentos, mas tem muito filme que é maior violento que jogo e tem muito conteúdo na televisão que é violento. E as pessoas também não falam absolutamente nada”, fez o contraponto.
Por fim, Anderson Silva defende que é preciso ficar “de olho na molecada, principalmente com as crianças menores de idade”, mas não só no que diz respeito aos videogames e sim “ao que elas estão consumindo nos celulares, na televisão, no computador. Minha opinião é que não influencia muito. Isso vai mais além, não tem muito a ver.”
