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Anos após aposentadoria no LoL, Leko reencontra espírito competitivo no Teamfight Tactics

Leko foi jogador de LoL entre 2013 e 2015 Reprodução

Os fãs de longa data do League of Legends brasileiro terão uma figura familiar para acompanhar no Galaxies Showcase, torneio de Teamfight Tactics (TFT) que começará nesta quinta-feira (12). O ex-CBLoL Leko será um dos representantes brasileiros na disputa, retornando à esfera competitiva anos após sua aposentadoria do League of Legends.

Em 2020, a ‘kombi da CNB’ e os duos competitivos com Takeshi ou Baiano são memórias distantes para Leko. Desde que se aposentou, em 2015, o ex-top laner iniciou e trancou uma faculdade de Publicidade, foi técnico de LoL no Chile, fez carreira como streamer, retomou a graduação em Engenharia Civil iniciada antes de entrar no CBLoL e, nos últimos meses, reencontrou no TFT seu gosto pela competição.

“Foi bem maluca a minha vida”, brinca o jogador, em conversa com o ESPN Esports Brasil. “Quando eu decidi que ia voltar para a faculdade, apareceram o competitivo de TFT e os campeonatos, e isso me motivou bastante a continuar jogando, mas eu vou me manter [estudando] e conciliar. Não tem uma prioridade agora, mas também não vou abrir mão”, diz.

DEPOIS DO LOL

Apesar de ter ‘pendurado o mouse’ no cenário profissional de LoL, o espírito competitivo nunca abandonou Leko. O ex-jogador se identificou com os torneios de TFT em 2019 e já foi, inclusive, campeão de uma Copa Meu Bom, campeonato do autobattler promovido pelo streamer e ex-pro player Rakin. Ele também competiu no jogo de cartas Hearthstone, em 2016.

“Competição é competição, não importa o jogo”, garante o streamer. “Eu sempre gostei muito de competir, seja jogando truco, bulita, bocha, qualquer coisa. [Sempre tem] o gás da competição e vontade de ganhar. De treinar, pensar, sair da casinha”, comenta.

Leko, no entanto, descarta a ideia de voltar ao CBLoL ou ao League of Legends profissional, e conta que seu desinteresse pelo competitivo do MOBA o afastou, também, da criação de conteúdo sobre o jogo. “Quando eu estava streamando LoL, me parecia um trabalho. Em alguns dias era legal e em outros nem tanto, mas foi enchendo o saco. Pensava ‘nossa, cara, eu jogo por obrigação’”, relembra.

O ex-jogador de LoL se reencontrou no Teamfight Tactics, modo de jogo que streama há poucos meses. “Eu estou gostando bastante”, conta, afirmando que a Riot o ‘abraçou’ no autobattler. “Ouviram feedbacks e perguntaram, já que eu tive a experiência de participar do [competitivo] do LoL. Tá sendo algo bem gostoso. Dá vontade de continuar criando conteúdo”, afirma.

TFT GALAXIES SHOWCASE

Ao lado do campeão do Twitch Rivals JSchritte, Leko foi convidado pela Riot para representar o Brasil no Galaxies Showcase, torneio de TFT convocado para a divulgação do novo conjunto do modo de jogo. Nele, a dupla enfrentará outras 14 personalidades de diversos lugares do mundo por cerca de 150 mil dólares em premiação.

Por conta da epidemia do coronavírus, o campeonato não será presencial — o que não abala o jogador. “É muito complicado falar se ficou triste ou não porque é uma decisão bem sábia, não tá brincadeira. Com certeza a gente gostaria de ir pro evento, mas acho que não tem como ficar triste com um convite desses”, afirma.

O ex-player de LoL sequer tenta esconder sua empolgação, e conta que está muito ansioso. “Vou dormir pensando, é uma loucura”, ele confessa, aos risos. Ele afirma que não tem nenhum rival em mente no campeonato, mas que está ansioso para enfrentar Hafu e Dogdog. “Eu gosto bastante deles, porque joguei um pouco o competitivo de Hearthstone e assistia a stream deles. Sou meio fanboy!”, assume.

O TFT: Galáxias têm previsão de estreia no jogo em março, e Leko demonstra também empolgação com o conjunto. “Meu deus do céu, cara, é uma loucura! Você não sabe o que vai acontecer no jogo!”, exclama, aos risos. Ele conta que nos conjuntos anteriores, havia um ‘roteiro’ ao começar o jogo, mas que o novo set torna as partidas imprevisíveis.

“Você pode começar com todos os bonecos de custo 4, pode começar todo mundo com duas Neekos, e isso influencia muito”, explica. “Cada jogo tá um mais louco do que o outro, e se você souber adaptar, cara, você faz umas monstruosidades. Isso faz um jogador ganhar ou perder, então é legal, mas pra treinar, cara… Sabe quando você vai jogar e fala “o que vier, na loucura, eu vou fazer”? Isso é o que resume a Galáxia”, define, afirmando que jogadores que não souberem lidar com isso podem ser punidos com facilidade.

Ao jogador casual de TFT, o competidor opina que o game está “ainda mais divertido”. “A galera sempre falava que o legal era a pessoa criar sua composição, e não seguir uma receita, todo mundo disputando as mesmas composições. Hoje [o jogo] está beneficiando muito mais o jogador que realmente faz isso. Que se adapta, cria… Então a maior dica que eu posso dar é pra se divertir, porque o jogo vai te dar várias oportunidades de fazer um bilhão de coisas”, crava.

Às vésperas do Galaxies Showcase, Leko agradece o apoio dos torcedores e diz que está “muito nervoso” pelo campeonato. “É recente, não tivemos muito tempo pra treinar... (...) Eu to bastante ansioso, porque eu gosto de me preparar bastante pra ir pra um campeonato, e eu sinto que não to conseguindo me preparar tanto!”, conta, referindo-se aos treinos no PBE, ambiente público de testes da Riot.

“Mas eu tenho só a agradecer. Muito obrigado à galera que me acompanhou, pelo convite para a entrevista e vou dar o meu melhor. Espero trazer um bom resultado pro Brasil!”, finaliza.